A nova realidade em sala de aula

Sim, há uma nova realidade e todos sabemos. Aulas não são mais baseadas em longas falas, giz e lousa ou, pelo menos, essa não é mais a dinâmica que domina as salas de aulas ao redor do globo. Hoje, principalmente em decorrência do imenso avanço tecnológico, vemos um novo comportamento dos alunos, que já nascem familiarizados com o ambiente digital e apresentam maneiras muito particulares de aprendizagem.

Os professores, por sua vez, devem entender como lidar com o perfil desta nova geração de alunos; devem estudar como eles captam as mensagens, como absorvem conteúdos e como se relacionam tanto em sala de aula, como fora dela. Tendo em mãos esse “mapa” do estudante, torna-se mais fácil construir um diálogo efetivo entre os jovens e seus professores.

Abaixo disponibilizamos um infográfico que traça o perfil predominante dos alunos pertencentes à geração digital. A pesquisa foi realizada pela Columbia University e a imagem é de autoria da agência JESS3.

A análise da pesquisa é interessante e necessária, uma vez que destaca informações relevantes, capazes de contribuir para a construção de aulas mais envolventes e eficazes.

Dados levantados na pesquisa:

  • O professor, geralmente, fala de 100 a 200 palavras por minuto; os alunos escutam apenas 50 a 100 palavras (A METADE!);
  • Alunos se mantêm atentos apenas 40% do tempo total da aula;
  • Estudantes retêm aproximadamente 70% do que eles escutam nos primeiros 10 minutos de aula e somente 20% do que é dito nos últimos 10 minutos (!!);
  • Usar imagens que ilustrem as falas ajuda a aumentar atenção dos alunos em até 38%.

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Oficinas online orientam educadores a produzir conteúdo para redes sociais

As redes sociais já fazem parte da rotina de muitos professores, que buscam explorar plataformas online como meio de comunicação e interação com os alunos. Redes sociais como o Twitter, Facebook e Youtube já integram o rol de ferramentas utilizadas pelos professores e são, com frequência, explorados para fins pedagógicos. Os docentes, porém, tendem a enfrentar certas barreiras geracionais, já que muitos antecedem a “era digital” e não têm o costume de utilizar as mídias sociais no dia a dia.

Um dos desafios enfrentados pelos educadores relaciona-se à linguagem adequada a ser utilizada nas redes sociais. No Facebook e Twitter, por exemplo, o lema é explorar textos mais concisos, ou “minitextos” – Isso, porém, não significa se render às gírias e abreviações comumente utilizadas pelos jovens, mas sim entender que cada plataforma sugere diferentes tipos de abordagem em relação à língua portuguesa – Há técnicas que tornam o texto mais eficaz dependendo do meio de comunicação que se utiliza.

Pensando neste desafio, o Instituto Ecofuturo organizou uma série de oficinas online que visam ajudar professores a produzir textos para o Facebook.

As oficinas ocorrerão nos dias 21 e 28 de novembro. O curso, ministrado pela  educadora Maria Betânia Ferreira, foi desenvolvido com o objetivo de oferecer orientações a professores, educadores sociais e profissionais de biblioteca sobre técnicas de produção de textos para redes sociais.

As oficinas acontecem em três sessões online – às 10h30, 15h30 e 20h30, em ambos os dias. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até dia 20 de novembro. Para se inscrever, clique aqui.

Homenagem aos professores

professoraAos educadores, que dedicam-se diariamente ao ensino e lutam pela educação, gostaríamos de deixar uma homenagem e, acima de tudo, um agradecimento.

Assim como a família e amigos, os professores que atravessam nossas vidas deixam marcas impossíveis de serem apagadas. Cada um, com seu jeito de ensinar, deixa uma memória eterna. Desde o jardim de infância, até a universidade, todos são importantes para a nossa formação como seres humanos.

Com alguns nos identificamos mais e selamos, até mesmo,amizades duradouras. De outros, reclamamos, mas seja como for, todos estavam lá, diariamente em nossas vidas, para nos fazer pensar, problematizar, agir; para nos levar a diferentes questionamentos e criar caminhos para que pudéssemos descobrir o mundo e, o mais importante, nos descobrir no mundo.

Os melhores – e mais inesquecíveis educadores – são, com certeza, aqueles que permitem a troca, que nos fazem curiosos e nos provocam, para que possamos, com ferramentas próprias, construir a nossa história.

Feliz dia dos professores a todos que dedicam a vida à educação!

“O professor não ensina, mas arranja modos de a própria criança descobrir. Cria situações-problemas”

 Jean Piaget

Educar na era digital

Educar sempre foi um grande desafio. Conforme o tempo passa, novas barreiras e problemas são apresentados aos professores, que precisam, constantemente, renovar os métodos de ensino, adaptando-se assim às novas realidades e demandas que surgem.

Atualmente, um dos desafios mais discutidos entre professores refere-se aos comportamentos e condutas desencadeados por um mundo cada vez mais digital.

Como educar jovens que estão, a todo o momento, conectados; recebendo informações pelos mais diversos canais? Jovens que aprenderam novas maneiras de assimilar conteúdos e são alfabetizados também pela mídia? Como lidar com essa realidade?

Foi pensando nesse contexto (e em homenagem aos dia dos professores) que a Editora Saraiva lançou o concurso cultural “Como é ser um educador na era digital?

O concurso é restrito a professores e os autores das respostas mais inspiradoras serão premiados com um kit composto por 10 (dez) livros de diversas áreas temáticas, que serão selecionados pela Editora.

Se você é professor, divida a sua experiência. As respostas podem ser enviadas até dia 14 de outubro de 2012. Saiba mais aqui.

Ipad na sala de aula

Como se sabe, os métodos de ensino-aprendizagem evoluíram. Hoje, restringir-se à dupla “lousa e giz” já é considerado ultrapassado.

Os enormes avanços tecnológicos trouxeram mudanças expressivas ao campo da educação e, frente a esta realidade, os professores tiveram que descobrir novas maneiras de dialogar com seus alunos, cada vez mais conectados e detentores de uma nova linguagem; a linguagem digital.

São diversas as possibilidades para trazer a tecnologia para dentro da sala de aula, uma delas é por meio dos tablets.

Apresentado ao mundo em 2010 com o lançamento do Ipad (Apple), o tablet é um dispositivo pessoal em formato de prancheta que pode ser usado para acesso à Internet, visualização de fotos, vídeos, leitura de livros, jornais e revistas e para entretenimento com jogos.

O sistema de uso é por meio do touchscreen – sensível ao toque – ou seja, uma caneta especial, ou mesmo a ponta dos dedos, acionam as funcionalidades do aparelho, que já é utilizado no segmento empresarial e agora começa a aparecer nas salas de aula, como instrumento de ensino.

O uso dos tablets na educação ainda é uma aplicação recente, inclusive no Brasil. Existem algumas barreiras para que essa se torne uma prática recorrente, a primeira é o preço. Esses aparelhos são caros, custam em torno de 2mil reais. Outro desafio é a capacitação de professores. Os professores devem estar aptos a manusear os tablets corretamente e conhecer as possibilidades de explorá-los em sala de aula, como atividade didática.

O Projeto “Ipad na sala de aula” surgiu exatamente para tornar essas barreiras menores e tem como grande foco utilizar o tablet não apenas como plataforma de leitura, mas como instrumento de transformação dos tradicionais materiais didáticos, tornado-os  multimídia e interativos. Com isso, busca inovar as práticas escolares, tanto no aspecto tecnológico quanto no curricular.

Para impulsionar o uso do Ipad em sala de aula, o projeto oferece cursos e oficinas que visam capacitar professores para utilizarem o tablet como ferramenta de trabalho. São oferecidos cursos individuais, personalizados ou para grupos. Escolas, universidades, empresas e grupos de trabalho podem entrar em contato e solicitar treinamentos personalizados, de acordo com a demanda que necessitam.

O curso não se esgota em si. Após a capacitação, existe um acompanhamento das atividades desenvolvidas em sala de aula e o trabalho é avaliado com foco no feedback dos alunos.

Para saber mais sobre o projeto e solicitar treinamento personalizado para sua escola ou universidade, clique aqui.

Pergunta aos professores

O contato excessivo do jovem com a linguagem midiática (televisão, cinema, rádio, jornal, propagandas) interfere no aprendizado em sala de aula?

Veja abaixo a opinião de quatro professores do Ensino Médio. Eles, que se propuseram a participar de uma pesquisa que realizei em 2010, lecionam em escolas particulares de São Paulo e toparam contar suas impressões sobre a relação mídia-educação.

A pesquisa que realizei teve como grande foco de discussão o uso da propaganda em sala de aula. Ao todo foram 8 professores entrevistados e mais de 200 alunos do Ensino Médio. Se quiser conhecer o estudo na íntegra, clique aqui.

 Selecionei algumas respostas que obtive durante a conversa com eles. Vamos conhecer a opinião de cada um e nos diga você também: O contato excessivo dos jovens com conteúdos midiáticos interfere no aprendizado em sala de aula? Como interfere?

“É difícil precisar, só temos suposições. Muitas vezes aparece na produção do texto, principalmente dos mais novos, frases prontas, clichês, bordões, e sabemos que isso é a exposição a um discurso midiático. Eu particularmente não acho que isso seja um problema, muitas vezes o problema é não haver contraponto, é só a linguagem da TV, ou só a linguagem de portais de relacionamento da internet. Especificamente eu não vejo problema nem em uma coisa nem em outra, mas a falta de contraponto é um problema” Professor Davi (Português)

“Interfere com certeza, pelo seguinte: o aluno está sendo bombardeado com todos os meios de comunicação e eu percebo que não existe maturidade suficiente para ele fazer um filtro daquilo que é efetivamente significativo, necessário e que vai contribuir para alguma coisa na vida dele, pode até não contribuir, mas o filtro não é feito, então o aluno vira um receptáculo totalmente aberto” Professor Massao (Biologia)

 “Eu percebo duas grandes influências da mídia no comportamento dos alunos: primeiro o consumismo, a moçada, em função desse contato diário, consome violentamente: trocam de celular todo ano, por exemplo. E outra coisa que eu percebo é uma visão muitas vezes errada sobre as coisas… por que a mídia, o que a mídia faz? Ela se utiliza de truques para vender um produto. Então, por exemplo, para se falar de um produto qualquer ligado a saúde, eles colocam uma pessoa de avental e dão credibilidade e autoridade ao sujeito quando, na verdade, é uma mentira. O que você percebe é que essa moçada tem muita informação, mas não é capaz de selecionar aquelas que são corretas ou sérias e aquelas que não tem a menor importância ou credibilidade”  Professor Olympio (Química)

“A interferência que se tem é que os alunos estão cada vez mais visuais, o professor que só usa apagador e giz está meio fadado, com o tempo, a desaparecer. Nós temos linguagens fantásticas para explorar… E temos que explorar mesmo! O cinema, a internet, principalmente, é um recurso belíssimo para você montar a sua aula, e você acaba montando de uma forma um pouco mais visual do que simplesmente apagador e giz… Se estou falando sobre pontuação, especificamente da vírgula, vou até a internet e busco um vídeo falando sobre a vírgula, então eles vêem o movimento da vírgula, como a vírgula funciona, também posso pegar, por exemplo, um pedaço do show da Ivete Sangalo falando sobre a vírgula no meio do show… Falou várias bobagens… Eu acho que é isso, o encontro de todas essas linguagens! A influência? É total! Os alunos fazem parte desse movimento, de repente eles saem desse ataque midiático enorme e entram na sala de aula com apagador e giz… Há uma quebra cada vez mais forte do que a escola representa, do que ela é para a sociedade… A escola precisa se modernizar o quanto antes, para que ela não perca o pé inclusive na questão do aprendizado do aluno” Professor Luiz (Gramática e Redação)

Deixe a sua opinião!

O entretenimento a favor da educação

Alegando que se trata de pura futilidade e perda de tempo, alguns educadores tendem a ignorar ou adotar discursos preconceituosos em relação a determinados conteúdos de entretenimento.  

Claro que ao falarmos em juízo de valor devemos sempre ressaltar que cada um tem seus interesses e opiniões;  não cabe a ninguém dizer o que é certo e errado/ bom ou ruim quando falamos de “gostos”.

Porém, quando pensamos em educadores, esse posicionamento radical e extremista pode ser um tanto quanto perigoso. O mundo hoje é complexo e interligado, a escola não mais o único polo difusor de saberes… Hoje podemos falar, mais do que nunca, em outros educadores, que assim como a escola, possuem impacto indiscutível na formação e transformação dos alunos.

Quando falamos em “outros educadores” podemos citar diversos exemplos: família, amigos, igreja e, acima de tudo, a mídia.

Vivemos em uma sociedade midiatizada, em que as mensagens da mídia têm impacto direto na vida das pessoas além de contribuir para a construção de valores e comportamento. O que é difundido pela mídia torna-se referência, cria representações, constrói imaginários e por fim, afeta diretamente a relação das pessoas com o mundo e com os seus pares.

O entretenimento é um dos segmentos presentes nos conteúdos midiáticos (e um dos mais populares, diga-se de passagem). Claro que não é possível colocar todo o tipo de filme, música, teatro em uma única categoria, existem diversas categorias dentro do “entretenimento”: trash, brega, pop, clássico e assim por diante…

E o que é bom ou ruim?

Não é essa pergunta que queremos responder. O que queremos ressaltar aqui é que o entretenimento, seja ele qual for, faz parte da vida dos alunos. Eles assistem novela e discutem sobre ela, escutam músicas e criam gosto e opiniões a partir delas, lêem revistas e tomam o conteúdo como referencial para suas vidas. Por isso é preciso que o professor reconheça que o entretenimento é também uma ferramenta poderosa da educação!

Não se fala em entregar-se de olhos fechados a tudo o que o entretenimento oferece, mas sim pegar esse conteúdo e colocá-lo a favor da educação. Como explorá-lo? O que ele pode trazer de benefícios ao assunto estudado em sala de aula? Sob quais perspectivas devemos pensar o conteúdo de entretenimento?

A ideia é simples: Não ignorar o que faz parte da vida dos alunos e ajudá-los a entender esse mundo “espetacularizado” em que vivemos. O campo educacional não é mais autônomo, mas anda ligado a diversas outras esferas sociais, inclusive a mídia.

Conhecimento e entretenimento se combinam, são inseparáveis e por isso a escola deve pensar nesses dois campos como aliados e não como opostos.

Facebook para educadores

Educadores têm, tradicionalmente, auxiliado os pais a ensinarem seus filhos a adotarem comportamentos adequados e aceitáveis em sociedade, têm contribuído para tornar os jovens cidadãos críticos, participativos e conscientes. Essa responsabilidade sempre esteve atrelada ao papel assumido pelos professores, seja como for, o objetivo é fazer dos alunos pessoas responsáveis por si e pelo mundo que habitam e para cumprir essa tarefa os docentes fazem uso das mais diferentes ferramentas.

Para que o diálogo aluno-professor ocorra, os educadores se utilizam de livros, filmes, mensagens da mídia e muitas outras redes de disseminação de saberes, sempre com o objetivo de gerar discussão, reflexão e olhar crítico.

Com o boom das mídias sociais, os professores encontraram mais uma ferramenta para estabelecer diálogo com seus alunos e, dentro deste contexto “digital”, fala-se em “cidadania online”. Já que o mundo está funcionando (também) em uma esfera online é importante que os educadores orientem os jovens a serem cidadãos responsáveis também no ciberespaço. Neste momento, podemos pensar no incentivo a um uso adequado, seguro, ético e responsável da internet.

Como exemplo desse boom de mídias sociais tomaremos o Facebook como personagem central para discussão. Os jovens estão completamente envolvidos nessa rede social, é raro encontrar um jovem que não possua um perfil no Facebook. Agora, pensemos: Será isso bom ou ruim para os educadores? Como essas mídias estão afetando o comportamento dos alunos? O que muda dentro da sala de aula? Como aproveitar o entusiasmo que os alunos têm pelo Facebook a favor da educação?

Foi pensando em todas essas questões que o Facebook criou o  “FACEBOOK PARA EDUCADORES”, um guia destinado, exclusivamente, aos professores. Nele há dicas e orientações que buscam dar suporte aos docentes, a fim de instrumentá-los a usar o Facebook a favor da prática educativa. O guia apresenta 7 maneiras diferentes de explorar a mídia social em sala de aula e busca enriquecer o processo ensino-aprendizagem.

O principal objetivo do guia é tornar os aparentes desafios gerados pelo Facebook em oportunidades que beneficiem alunos e professores!

Para ler o guia completo , visite a página http://facebookforeducators.org/– Lá você poderá ler o conteúdo na íntegra, entender a proposta e mandar sugestões.

Nota: Atualmente, o conteúdo está disponibilizado apenas em inglês. Já foi anunciado pelo Facebook que o material será traduzido para outras línguas (Esperamos que isso inclua o Português!)

Como usar o twitter a favor da educação?

Adotar novas ferramentas de comunicação não é nada fácil! Muitas vezes o que nos passa pela cabeça é que nunca iremos conseguir dominar as inúmeras plataformas que surgem, a cada segundo, no mundo digital.

Descobrir qual a melhor maneira de explorar o Twitter, utilizando todos os benefícios que ele tem a oferecer, parece mais complicado ainda. A boa notícia é que, se você se sente perdido frente às novas redes sociais, atenção: você não está sozinho! Por isso é que já surgiram diversos sites que tentam instruir como fazer uso do Twitter de maneira inteligente e eficaz.

Nosso objetivo neste post é falar do uso do Twitter na educação. Como esse link pode acontecer? Como os professores podem utilizar essa ferramenta em sala de aula?

Professores que vivem na correria, sempre ocupados, com inúmeras atividades intermináveis, talvez pensem que o Twitter não valha a pena e que não conseguiriam NUNCA dominá-lo! Se pensam assim, possivelmente ainda não reconheceram que seus alunos estão em peso no microblog, trocando informações e criando redes de troca de saberes.

Por isso, a solução é se arriscar e ir atrás de dicas, manuais, sugestões que possam facilitar a familiarização com o miniblog.

Abaixo listamos alguns sites que poderão lhe ajudar nesse processo!

Além dos muros da escola

Como muitos já devem ter escutado por ai, talvez  da boca de seus próprios filhos, são diversas as escolas que bloqueiam o acesso às redes sociais em seus computadores, impossibilitando assim, que seus alunos acessem Facebook, Twitter e afins. Por trás da proibição há uma lógica dicotômica.

Acredita-se que as redes sociais tiram a atenção dos alunos e podem ser grandes “inimigas” dos professores, que ao darem suas aulas, se deparam com jovens hipnotizados pela magia do mundo cibernético e que se interessam mais pela dinâmica e pela linguagem do ciberespaço do que pela fala do professor. Há também medo por parte dos pais. A internet é um mundo livre, que possui informação fácil sobre tudo e todos, por isso, surge a insegurança: Como controlar o que as crianças vêem e lêem no ciberespaço?

Acesso sem limite e sem visão crítica aos conteúdos disponíveis na internet pode causar, segundo a visão de alguns adultos, desastres irreversíveis. Para alguns, se o aluno entrar em contato com conteúdos agressivos os resultados serão também agressivos: bullying, assassinatos, suicídios e seqüestros (visão um tanto quanto extremista e um pouco dramática). Mas se essa lógica é válida, seria justo dizer que o comportamento do aluno sempre se modelará em decorrência do conteúdo com o qual ele entra em contato e assim, ao ler um conto literário ou um texto sobre geografia-política (por exemplo), ele irá acumular conhecimento e apurar o olhar nessas áreas. Temos então, nesse segundo exemplo, a internet como aliada.

O mundo hoje é conectado por redes. Adultos, adolescentes e até mesmo crianças já dominam a linguagem do ciberespaço, já fazem de aparatos tecnológicos extensão de seus próprios corpos… Por isso, banir o uso de redes sociais na escola é negar a realidade e ir contra um novo modelo de aprendizado que se manifesta.

Se existe o medo, se pode haver distração é preciso que educadores, pais e outros tutores encontrem maneiras efetivas de tornar as redes sociais e a internet (com todos os seus perigos e encantos) grandes aliados da educação. Deve-se pensar, portanto, como usar Twitter ou Facebook (e as tantas outras redes que existem) para fins educativos e como educar o jovem para uma leitura crítica, que o permita ponderar e filtrar as informações que a ele são entregues pela mídia.  

Não dá mais para fugir, é preciso adaptar os modelos de ensino-aprendizagem a nova realidade que se encontra além dos muros da escola… E ao invés de ignorarem as novas mídias sociais, as escolas devem explorar o leque de oportunidades que elas oferecem à prática educativa.

Para quem se interessar, segue sugestão de leitura: The Future Of School Social Networks