Conversas que inspiram

Na última sexta (28/3) conversei com Pedro Henrique de Cristo e sua esposa, Caroline Shannon de Cristo. Duas pessoas extremamente dedicadas, criativas e engajadas, dispostas a encontrar soluções para os inúmeros desafios enfrentados pela sociedade brasileira.

Juntos, Carol e Pedro criaram o +D – Design com Propósito, agência que, por meio da integração das políticas públicas, tecnologia e espaço físico, desenha projetos com foco em inovação social.

No artigo abaixo, que escrevi para o site da Rede de Ação Política pela Sustentabilidade, o foco está no projeto “Ágora Digital”, mas existem outras iniciativas tão interessantes quanto essa; por isso, vale clicar aqui e descobrir os demais projetos idealizados pela dupla.

Achei importante compartilhar o conteúdo no blog,  já que as propostas de Pedro e Carol sempre passam pelo emponderamento da população e pelo incentivo ao exercício da democracia direta – valores intrínsecos à Educomunicação. Confira matéria:

 

[Líder RAPS cria e conduz projeto piloto de inovação social]

Todo ano a RAPS seleciona novos membros para a sua rede. O objetivo? Mapear pessoas comprometidas em atuar de forma ética e transparente, a serviço do bem comum.

Em sua missão de contribuir para uma renovação da política brasileira, a RAPS espera, de cada um de seus líderes, exemplos inspiradores, que estimulem a participação da sociedade nas decisões públicas e sirvam de exemplo para novas formas de gestão.

Hoje, o cenário brasileiro é desafiador: temos um arranjo social segregado e respaldado por uma narrativa política baseada no conflito de classes. A qualidade de nossos serviços públicos é insatisfatória e o sistema político-partidário está cada vez mais desacreditado pela população, pedindo novas alternativas.

A inovação, porém, não surge sem dedicação, coragem e criatividade, e essas são características que o Líder RAPS Pedro Henrique de Cristo tem de sobra.

Desde muito cedo, Pedro teve contato com as áreas da política e arquitetura. Seus pais, arquitetos, participaram de atos de resistência pacifica durante a ditadura militar e sempre mostraram-se preocupados com o maior patrimônio que poderiam deixar ao filho: a educação.

Essa influência da infância e juventude parece ter marcado para sempre a vida de Pedro, que  trabalhou por 8 anos como designer na Officina de Arquitetura [estúdio de seus pais] antes de ingressar na UFPB e se formar em administração.

Pedro Henrique de Cristo

Pedro Henrique de Cristo

Durante a faculdade, conseguiu uma bolsa do MEC e foi para a University of Leeds na Inglaterra, onde concentrou seus estudos na economia da fome. Lá conheceu as ideias de Amartya Sen, o que reacendeu sua crença nas políticas públicas e demonstrou as similaridades de desenho destas com a arquitetura. Essa união de paixões o fez perceber que a sua veia humanitária e criativa falavam mais alto juntas e que não havia atividade mais importante que a política.

A partir disso, seu engajamento social só cresceu. Ao voltar a João Pessoa (PB), sua terra natal, liderou um movimento de emponderamento das comunidades locais com foco na sustentabilidade do uso da água, a Operação Respeito [premiada pela ONU], oportunidade em que teve contato com diversas favelas da capital.

Sua atuação política sempre esteve muito ligada ao entendimento do espaço físico, devido ao background em arquitetura que adquiriu com os pais. O movimento que liderou na Paraíba despertou em Pedro o interesse em aprender mais e, então, ele se mudou para os EUA, para fazer mestrado em Políticas Públicas na Universidade de Harvard com bolsa integral.

Sua tese mostrou-se inovadora ao cruzar, em um único estudo, os temas educação, segurança pública e planejamento urbano.

Com a proposta de usar as escolas como centro de pacificação das favelas do Rio de Janeiro, ele realizou, entre 2010 e 2011, um estudo de campo em quatro favelas da cidade: Maré, Rocinha, Santa Marta e Cidade de Deus. Entrevistou 652 jovens e crianças de 7 a 15 anos, para entender como garantir seu desenvolvimento, evitar que eles entrassem no tráfico (o que ocorre por volta dos 11/12 anos) e desenvolver espaços de integração para esses jovens.

A tese, aprovada com distinção, foi apresentada ao professor Hashim Sarkis, da faculdade de arquitetura de Harvard, que propôs criar uma aula e projeto baseados no conceito resultante do estudo. O grande mote da aula seria estudar e desenvolver projetos integrando políticas públicas, ao uso da tecnologia e a arquitetura como solução de problemas sociais. Este foi chamado Harvard University School of the Year 2030@Rio de Janeiro.

A turma foi formada, Pedro deu a aula inaugural e alunos de arquitetura passaram uma semana no Complexo do Alemão para estudar e desenvolver novos conceitos de escola. Foi nesta ocasião que Pedro conheceu Caroline, hoje sua esposa e parceira em diversos projetos. O projeto no Complexo do Alemão inspirou o nascimento da escola experimental “Gente”, instalada na Rocinha pela Prefeitura do Rio de Janeiro.

Essencialmente, este foi também o momento em que Pedro, com o apoio de Caroline, retornou as origens e reiniciou o seu trabalho como arquiteto, inspirado por Mies van der Rohe, Le Corbusier e Tadao Ando, rebeldes auto-didatas do design, e influenciado pela ideia de sistemas integrados, posta em prática por Steve Jobs na Apple.

Um pouco antes, em outubro de 2011, após estudar as favelas e ter em mãos diversos dados e números, Pedro sentiu a necessidade de participar da dinâmica de uma comunidade para aumentar seu entendimento sobre os problemas, desafios e oportunidades presentes no dia a dia destas. Foi assim que mudou-se para o Vidigal.

A nova morada foi escolhida estrategicamente. O Vidigal, pela sua visibilidade, é um espaço ideal para realização de projetos piloto. Com cerca de 25mil moradores, é uma comunidade relativamente pequena (se comparada a outras favelas do Rio, como a Rocinha), a que mais interage com o asfalto e uma das que mais recebem investimento privado.

“Sintonia Perfeita”

Pedro e Caroline, idealizadores do projeto "Ágora Digital"

Pedro e Caroline, idealizadores do projeto “Ágora Digital”

Pedro afirma que o encontro com Caroline foi fundamental, já que as áreas de estudo e prática de ambos uniram-se de forma perfeita em prol de objetivos comuns. Ele, arquiteto talhado no estúdio dos pais e treinado em Políticas Públicas e Tecnologia, ela, arquiteta formada em primeiro lugar de sua turma em Harvard com forte interesse e trabalho prévio nessas duas áreas. Mais importante, muito amor e humor para vencer as pressões do dia-a-dia.

Juntos, eles fundaram o +D – Design com Propósito, e passaram a desenvolver um novo conceito de arquitetura, fundamentalmente baseada em três pilares: políticas públicas, espaço físico e tecnologia. Dentre seus principais projetos, está a Ágora Digital.

O que é?

A Ágora Digital nasceu a partir do cruzamento de uma série de diagnósticos: a democracia no Brasil e no mundo vive forte pressão por mudanças, devido a nova escala de acesso a conhecimento e agência resultante da tecnologia, a gestão pública brasileira está em crise; com a Copa e as Olímpiadas, o país vive um momento de exceção que motiva brasileiros a irem às ruas exigir os seus direitos enquanto atrai interesse global e, por fim, a estrutura da sociedade está baseada em um discurso de conflito de classes, que favorece elites aristocráticas e populares e também é percebido na disposição do espaço público.

Frente a estas análises, a Ágora Digital configura-se como um novo modelo de equipamento público, que por meio da integração das políticas públicas, espaço físico e tecnologia, propõe soluções aos desafios do atual cenário brasileiro.

A ideia é criar espaços físicos, e aproveitar os existentes, em todas as comunidades do Rio de Janeiro, cidade piloto do projeto, começando pelo Vidigal e espalhando-se para outras áreas, inclusive Ipanema e Leblon. “O projeto não é da favela ou do asfalto, mas sim da cidade e, futuramente, do país”, afirma Pedro.

Os espaços denominados “Ágoras Digitais” servirão como ambiente de diálogo com foco em resultados, deliberação pública com Orçamento Participativo e Democracia Direta e como complemento às escolas das comunidades. Ali as pessoas poderão se reunir para estudar (haverá bibliotecas), discutir problemas e prioridades da comunidade e encontrar um ambiente capaz de cruzar os espaços digital e físico. A ideia é emponderar a população, estimular a cultura política e assim, fortalecer a democracia direta no Brasil, país que, atualmente, encontra-se 100% baseado na democracia representativa. Espera-se que as duas formas de democracia andem juntas e que a população participe, efetivamente, de todas as decisões públicas.

Pilares dos projetos desenvolvidos pelo +D – Design com Propósito

Pilares dos projetos desenvolvidos pelo +D – Design com Propósito

“Precisamos passar da fase de falar sobre problemas para a fase de resolver nossos problemas. Devemos fazer isso com Coesão Social, que resolve o contraditório não com conflito mas com diálogo focado em resultados.”, explica Pedro.

A primeira Ágora, no Vidigal, será instalada nos próximos dois anos que, segundo Pedro, “valem por 20”, referindo-se ao momento de visibilidade e exceção causado pelos eventos esportivos que terão sede no Brasil e, ele ainda afirma, “temos que tornar o engajamento da população que vimos nos protestos pacíficos de 2013 num estado permanente de agência cidadã.”

Para viabilizar o projeto, Pedro e Carol estão em busca de parcerias primeiro com as comunidades e com o setor privado para então envolver o poder público: “Não queremos dinheiro público nesta etapa do projeto. Ele é político mas não é partidário. É sim um novo tipo de prática da democracia e da gestão pública e tem de ser de todos!”. No futuro, eles querem que governos, prefeituras e movimentos da sociedade civil se apoderem do modelo e o apliquem nos diferentes contextos do país.

Sobre a frase “Brasil, o país do futuro” Pedro diz que o futuro é agora e as mudanças devem ser feitas já! Por isso o enorme engajamento na causa e a certeza que com maior envolvimento da população, o país pode dar a guinada que tanto precisa.

“Os brasileiros reconhecem o valor e os desafios da democracia e querem mais acesso a conhecimento e participação na decisão pública. Nosso trabalho é atuar em parceria com indivíduos e organizações como a RAPS, comprometidas com essa mudança que o Brasil necessita.”

 

Para saber mais sobre a Ágora Digital e conhecer os outros projetos do Pedro e da Caroline, clique aqui.

 

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O Marketing de Guerrilha a favor da cidadania

Como comentei em meu último post, o Educomunicação entrou para o Projeto Ciranda de Blogs. A cada semana, um tema é escolhido e debatido por todos os blogueiros que fazem parte da iniciativa. O tema dessa semana é “Marketing de Guerrilha”. Confira abaixo a minha primeira contribuição para o projeto.

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Iniciei minha carreira no terceiro setor e nele estou até hoje (com vontade de permanecer ainda por muito tempo). Conheço de perto as satisfações e dificuldades em trabalhar em um setor que tem a captação de recursos como atividade central, pois disso depende para se manter e cumprir a função social a qual se dispõe. A captação, porém, é sempre um grande desafio e, por isso, praticamente  toda organização da sociedade civil precisa ser muito estratégica e otimizar os recursos disponíveis (financeiros ou não) para alcançar seu objetivo e missão.

A busca (ou quase necessidade) por baixo investimento e alto impacto acompanham ONGs em praticamente todas as sua ações e, devido a essa realidade, podemos pensar que as características do Marketing de Guerrilha servem perfeitamente aos interesses dessas entidades sociais que estão, a todo momento, quebrando a cabeça para fazer ‘mais com menos’.

Mas, o que é Marketing de Guerrilha?

O termo foi criado pelo publicitário americano Jay Conrad Levinson e se inspira na modalidade de guerra de guerrilha, um tipo de conflito em que há desproporcionalidade entre os rivais e, assim, o lado mais fraco deve fazer uso de táticas de combate inusitadas, que possam atingir o adversário não necessariamente por meio da força, mas sim por meio da criatividade, do inesperado, da surpresa, enfim, por meio do uso de armas improvisadas ou uso alternativo de armas convencionais. Se pensarmos no contexto do Marketing e da Comunicação, teríamos empresas menores (e com menos recursos) impondo-se num mercado extremamente competitivo por meio de ações não convencionais e fazendo uso de mídias alternativas. Segundo definição da America Marketing Association, o Marketing de Guerrilha pode ser definido como uma prática “não convencional que pretende obter resultados máximos a partir de recursos mínimos”.

Outro ponto interessante é que as ações de guerrilha geralmente se adaptam ao cenário existente, ou seja, utilizam os recursos que o ambiente oferece e são realizadas em momentos estratégicos, em que o público alvo encontra-se mais vulnerável e acessível a receber a mensagem. Geralmente, pelo seu caráter inusitado, esse tipo de ação desperta curiosidade e acaba gerando o boca a boca. Além disso, também apresentam grandes chances de ganhar mídia espontânea (uma das principais vantagens deste tipo de ação).

O Marketing de Guerrilha e o Terceiro Setor

manifestantes_ACTBr

No terceiro setor, as ações de guerrilha nem sempre visam combater grandes marcas ou divulgar produtos, mas sim engajar a população em causas sociais e lutas por melhorias em políticas públicas. O Marketing de Guerrilha coloca-se , portanto, a favor da cidadania. Temos, como exemplo, a ação organizada pela Aliança de Controle do Tabagismo (ACTBr).

Em prol da luta contra o tabagismo, manifestantes reuniram-se, em 2008, em frente a um hotel no Rio de Janeiro, onde estava ocorrendo o Encontro Anual da Indústria do Tabaco. Vestidos de caveira, fixaram 200 cruzes  ao longo da praia, como forma de denunciar as 200 mil mortes causadas por ano no Brasil em decorrência do tabagismo.

A ação teve cobertura da grande mídia, foi capa do jornal O Estado de São Paulo e as atenções que, a priori, estavam voltadas ao Encontro da Indústria acabaram voltadas à manifestação. A ação também ganhou enorme espaço nas redes sociais: com a hashtag #LimiteTabaco, internautas cutucavam políticos e tomadores de decisão.

Outra ação de guerrilha de caráter social é aquela que ocorre durante o mês de outubro e que ilumina monumentos importantes em diversas cidades ao redor do globo. Trata-se do “Outubro Rosa”.

outubro_rosa_Brasil

O movimento teve início nos EUA, em 1997, e logo conquistou o mundo. No Brasil, diversas cidades já aderiram à iniciativa. Geralmente são grupos ou entidades sociais que, por meio de captação de recursos, conseguem viabilizar a ação. Em São Paulo, o Monumento às Bandeiras já foi iluminado com a cor rosa, no Rio, o Cristo Redentor e, em Curitiba, o Jardim Botânico.

Além de gerar curiosidade e boca a boca, a ação também gera grande repercussão midiática. No ano passado, os principais jornais do Estado de São Paulo veicularam imagens da intervenção. A mensagem embutida na ação é um alerta às mulheres, para que cuidem da saúde das mamas e, assim, previnam o câncer.

Por fim, deixo mais um exemplo em que o Marketing de Guerrilha foi utilizado em prol de causas sociais. Em Atlanta (EUA), a ONG End It transformou um caminhão em mídia. O veículo circulou pela cidade escancarando o horror enfrentado por mulheres que são traficadas e vendidas como “escravas sexuais”. A ação teve como objetivo informar a população que o tráfico de mulheres tem relação com grandes eventos esportivos, além de mostrar a severa realidade das vítimas, que são violentadas, marginalizadas e expostas a inúmeros riscos.

São muitas as ações de guerrilha utilizadas como forma de protesto ou como um convite ao engajamento social. Inviável citar todas, mas deixo a mensagem que com criatividade, inovação e empenho podemos derrubar preconceitos, lutar por melhoria e implementação de políticas públicas, promover bem-estar social e, por fim, utilizar táticas simples para gerar grande impacto e, nesse caso em específico, para gerar um mundo melhor e mais justo.

O que é ‘Advocacy’?

Há pouco tempo participei de um treinamento sobre ‘Advocacy e Políticas Públicas’ e percebi que já abordei neste blog diversos exemplos que poderiam ser categorizados como ‘ações de advocacy’, mas, como na ocasião não conhecia o termo, não fiz a relação entre os cases citados e o conceito. Faço agora.

O primeiro passo é entender o que é advocacy?

O advocacy (que não possui tradução para o português) é um exercício de cidadania; envolve realizações de iniciativas que visam a defesa de uma causa ou de uma proposta de interesse público. Por meio de diversas ferramentas (como passeatas, documentários, abaixo-assinados, audiências, mídia de massa e espontânea, reuniões, etc.) procura-se intervir nas políticas públicas, influenciando, por exemplo, a elaboração de projetos de lei.

AdvocacyAs ações de advocacy buscam influenciar, diretamente, tomadores de decisão responsáveis pela definição das políticas públicas, ou seja, têm como grande finalidade influenciar o governo.  Mas, para alcançar os políticos (deputados, senadores, presidente,…) é fundamental mobilizar a sociedade civil, para assim conseguir apoio da opinião pública e então, pressionar os tomadores de opinião a favor da causa defendida.

Qualquer pessoa ou instituição que tenha interesse em influenciar a elaboração de leis e políticas públicas pode promover ações de advocacy, mas, para obter sucesso, é preciso construir um plano sólido, com estratégias e objetivos bem estruturados. Definir a causa a ser defendida, estudar o cenário em que se está pisando, construir e engajar grupos de apoio são alguns dos passos fundamentais para uma estratégia de advocacy dar certo.

Caso o objetivo seja alcançado e a lei por qual se luta implementada, é essencial que haja fiscalização do cumprimento dessa lei, ou seja, a iniciativa de advocacy é contínua, um monitoramento constante das ações do governo em relação à determinada política pública. A associação/pessoa/empresa que luta por uma causa deve se fazer presente em tempo integral. Não basta que o governo implemente uma lei, é preciso cumpri-la.

Os desafios

O dever do governo é ouvir as demandas da sociedade e trabalhar em prol do bem-estar dos cidadãos, porém, existem fatores que acabam interferindo no compromisso do governo com a sociedade e prejudicando a implementação das políticas públicas, que deixam sua finalidade primeira de lado para atender aos interesses do empresariado.

Grandes empresas financiam candidaturas e exercem imenso poder econômico sobre os partidos políticos, assim, cria-se uma enorme barreira para a ação ‘transparente’ dos governantes, que acabam aprovando leis que beneficiam e são do interesse do empresariado e, dentro deste contexto, a sociedade fica em segundo plano. (Como exemplo podemos citar a tentativa do Instituto Alana – com apoio da sociedade civil – em regular a propaganda de alimentos para crianças: o empresariado pressionou os legisladores e conseguiu barrar a aprovação do projeto de lei).

Exemplos de Advocacy:

Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana. (Luta pela implementação de leis mais rigorosas em relação a atuação da propaganda direcionada ao público infantil)

Aliança de Combate ao Tabagismo (ACTbr) (Luta pela implementação de leis mais rigorosas de controle do tabaco)

Organização Viva Vitão e Não foi acidente (Lutam pela implementação de leis de trânsito mais rigorosas)

Conhece outras iniciativas? Compartilhe conosco no espaço para comentários!