“Criança precisa ser amada. Não precisa de um Iphone aos 9 anos”

Imagine a cena: uma família reunida ao redor de uma mesa; um silêncio domina o momento, os olhares voltam-se para baixo, atentos às telas. Não há interação. Todos parecem muito ocupados com seus tablets e com as histórias do mundo virtual.

Já me deparei com cenas deste tipo algumas vezes. E fique triste. Retomo uma cena ainda fresca em minha memória:

Estava de férias e decidi viajar para um lugar tranquilo. Escolhi uma praia bonita, com muito, muito verde e escondidinha do mundo. O dia estava lindo! Em frente ao restaurante em que tomávamos café espalhava-se um gramado imenso, com árvores, flores e muitos passarinhos. Uma família – com crianças que deveriam ter por volta de 3 e 5 anos – estava na mesa ao lado.

Um cenário perfeito para as crianças correrem e movimentarem todo o corpo!  Um momento para ser vivido em família! Mas, ao invés disso, estavam cada um no seu Ipad e assim permaneceram do início ao fim da refeição, sem trocar sequer uma palavra, sorriso ou carinho. Todos de olho na tela (inclusive os bem pequeninhos).

A tecnologia já faz parte da dinâmica de nossa sociedade e, no momento certo, entrará na vida da criança (é inevitável e também positivo). Acredito, porém, que os adultos precisam ser sensíveis quanto ao ‘momento certo’ e refletir sobre como a interação exagerada com tablets e outros eletrônicos pode impactar a vivência da infância e o desenvolvimento da criança.

Vamos viver a natureza? Mexer o corpo? Viver o lúdico? Vamos brincar no mar, na grama e na terra? Precisamos preservar a infância e todas as suas possibilidades. A tecnologia não deve ser a linguagem predominante na vida de uma criança. Existem muitas belezas além da tela.

Que as crianças possam ter experiências transformadoras por meio do olhar, do toque, do cheiro, do movimento do corpo. Que conheçam o mundo a partir de contatos afetuosos e singelos, e não através de realidades mediadas. Que elas possam explorar as miudezas que as cercam e que tenham tempo para isso. Um tempo que não é da tecnologia, mas próprio da infância.

Para encorpar essa reflexão, divido com vocês um texto da jornalista e escritora Martha Medeiros. E reitero: “Criança precisa ser amada. Não precisa de um Iphone aos 9 anos”.

texto.

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A geração internet e o engajamento cívico

É comum ouvirmos que os jovens de hoje não se interessam por política e que possuem, até mesmo, aversão ao assunto. Talvez essa impressão esteja equivocada e, o que na verdade ocorre, é que esses jovens sintam-se desiludidos com o modelo político convencional, em que a ideia dominante é “nós votamos, eles governam”.

Os jovens da geração digital parecem querer mais que isso. Nasceram em uma realidade em que a participação e cooperação são possíveis; por meio da internet e das redes sociais conseguem expor seus pensamentos, opiniões e até mesmo influenciar decisões governamentais, como ocorreu com a campanha política do presidente americano Barack Obama, em 2007. Eles descobriram que, por meio das ferramentas online, podem lutar pelo o que acreditam.

A campanha de Obama, comandada pelo jovem Chris Hughes, foi sucesso absoluto e é sempre um ótimo case a ser avaliado quando o assunto tangencia os temas geração digital, redes sociais e política.

Hughes explorou a sede de mudança (comum aos jovens), mas inovou, ao entender que, agora, esses jovens estavam na internet e mais do que isso, estavam acostumados com a dinâmica do ciberespaço. Ele trouxe a vida política aos adolescentes da geração Y e confirmou que sim, existia interesse político entre eles.

A participação é fundamental para a geração internet, eles precisam “fazer parte” para se sentirem  motivados. Chris Hughes deu isso a eles: possibilidade de participarem da eleição de Obama de forma ativa e não por meio de campanhas tradicionais, em que, geralmente, o cidadão se torna mero espectador dos discursos proferidos pelos candidatos.

Obama sempre trouxe os cidadãos para perto de si, afirmando que eles eram fundamentais para a sua eleição, não como meros eleitores, mas como pensantes, como pilares de seu governo e, ao invés de oferecer frases de efeito, ofereceu ferramentas para construir um eleitorado engajado e ativo.

A grande sacada foi transferir toda essa energia que existe na internet para o “campo de batalha”, ou seja, usar as redes sociais e demais ferramentas online como meio para eleger Obama. Para isso foi criado o site my.barackobama.com, completamente interativo, o que despertou forte sentimento de comunidade e valorizou o poder do povo.

A campanha teve enorme êxito e mostrou que o ambiente online se tornou ferramenta política tão fundamental quanto as mídias tradicionais. Na TV não existe diálogo, o cidadão é exposto ao horário político sem que possa mostrar seu posicionamento; cria-se um enorme distanciamento entre eleitorado e candidatos. Já nas redes sociais, como o twitter, a aproximação acontece e, Obama, fez isso muito bem.

As ferramentas online, porém, não servem apenas para engajar durante as eleições, mas dá aos jovens a possibilidade de monitorarem de perto seus candidatos, cobrando posicionamentos e ações. Esses jovens possuem ferramentas sem precedentes para lutarem por mudanças. Precisam, para isso, ser estimulados e alertados acerca do poder que têm nas mãos. Eles não apoiam mais o modelo “nós votamos, vocês governam”; querem ter voz ativa no governo e, se precisar, não duvidem, ainda vão para as ruas, como acontecia há anos, quando a internet não existia.

Um bom exemplo de que os jovens usam o ambiente online como ferramenta política, mas não se restringem à ele, foi o recente manifesto “Amor sim, Russomanno não”, organizado por ativistas online para evitar que o candidato à prefeitura de São Paulo fosse eleito. A Praça Rossevelt, palco da manifestação, lotou.

A geração formada por esses “jovens digitais” não se contenta em assistir sem participar. Eles querem ser mais do que eleitores, querem ser colaboradores. E, se ignorados, vão arranjar meios de externar suas lutas – construir seus próprios canais de comunicação, produzir seus próprios vídeos, notícias, entrevistas, organizar fóruns e assim, mostrar que buscam participação ativa nas decisões políticas.

Portanto, talvez seja duvidoso afirmar que não são interessados em política. Eles querem um novo jeito de fazer política.

Educar na era digital

Educar sempre foi um grande desafio. Conforme o tempo passa, novas barreiras e problemas são apresentados aos professores, que precisam, constantemente, renovar os métodos de ensino, adaptando-se assim às novas realidades e demandas que surgem.

Atualmente, um dos desafios mais discutidos entre professores refere-se aos comportamentos e condutas desencadeados por um mundo cada vez mais digital.

Como educar jovens que estão, a todo o momento, conectados; recebendo informações pelos mais diversos canais? Jovens que aprenderam novas maneiras de assimilar conteúdos e são alfabetizados também pela mídia? Como lidar com essa realidade?

Foi pensando nesse contexto (e em homenagem aos dia dos professores) que a Editora Saraiva lançou o concurso cultural “Como é ser um educador na era digital?

O concurso é restrito a professores e os autores das respostas mais inspiradoras serão premiados com um kit composto por 10 (dez) livros de diversas áreas temáticas, que serão selecionados pela Editora.

Se você é professor, divida a sua experiência. As respostas podem ser enviadas até dia 14 de outubro de 2012. Saiba mais aqui.

O que é ciberativismo?

Há tempos ouvi esse termo pela primeira vez, mas só agora resolvi parar e pensar à respeito. Na realidade, muitas vezes já me peguei pensando sobre o que é o “ciberativismo” e outras vezes, já me vi completamente envolvida, participando e incentivando a prática desta nova maneira de exercer cidadania.

Como disse Pierre Levy, estudioso do ciberespaço, “a internet é o novo terreno onde acontece a humanidade”. De fato, estamos a todo o momento conectados, nos comunicando e expondo nossos sonhos, desejos e crenças no espaço online. Essa exposição pode ter caráter pessoal, mas pode ir muito além, atingindo interesses sociais, políticos e econômicos.

O ciberativismo, ou ativismo digital, só é possível em um mundo como o que vivemos hoje em dia, marcado pela cultura da internet.

Segundo o professor de comunicação da Universidade Federal Fluminense, Dênis de Moraes, ciberativismo “é uma arena complementar de mobilização e politização, somando-se a assembleias, passeatas, atos públicos e panfletos”.

Assim, o ativismo digital surge como uma ferramenta a mais para os atos de manifestação e mobilização social.

Internet e Mobilização Social

A internet é uma mídia poderosa. As redes sociais são meios extremamente influentes e atualmente têm sido usados  para que as pessoas falem de suas lutas, busquem aliados e conscientizem a população e até mesmo autoridades sobre as causas que acreditam e pelas quais lutam.

Faça uma breve pesquisa no Google e você verá: Grande parte das figuras influentes possuem perfil no Facebook ou Twitter. Políticos, atores, médicos, advogados; todos estão presentes nas redes sociais e fazem delas canais de comunicação com a população.

Se as autoridades estão em massa nas redes sociais, os jovens então… Nem se fala! Eles dominam Facebook, Twitter, Youtube; têm grande habilidade para utilizar essas ferramentas e sabem exatamente que linguagem usar para mobilizar a população e as autoridades em prol de suas lutas.

Um grande exemplo de ciberativismo é a organização AVAAZ, que por meio da internet busca mobilizar a população mundial a favor de causas sociais diversas. A organização nasceu em 2007 e tem como grande objetivo “mobilizar pessoas de todos os países para construir uma ponte entre o mundo em que vivemos e o mundo que a maioria das pessoas querem”. As causas defendidas pela AVAAZ são locais (Brasil) e globais, e dizem respeito aos mais variados temas (educação, pobreza, guerras, política, etc)

Agora, não é preciso recorrer à exemplos de organizações globais para falar sobre ciberativismo. Há diversos outros exemplos bem perto de nós, entre eles o Movimento Viva Vitao (organizado por jovens que resolveram se mobilizar após a perda de um amigo, que morreu vítima das imprudências no trânsito)  a Campanha #FaltadeEducação (Promovida pelo Projeto Educar para Crescer), a Mobilização “Pela inclusão da Quimioterapia Oral” (Organizada pelo Instituto Oncoguia) e a Campanha “Xixi no Banho” (da ONG SOS Mata Atlântica).

As causas são diferentes, mas todas objetivam mudanças sociais, ou seja, buscam transformações que garantam uma sociedade melhor e mais justa. Fala-se de violência no trânsito, direitos ligados à saúde, qualidade de educação… Mas na realidade, fala-se em MUDANÇA, em TRANSFORMAÇÃO! E para isso, vemos que, em todos os caso citados acima, o ciberespaço está sendo um grande aliado!

Temos que usar a internet a nosso favor e a favor das causas que acreditamos!

Possuímos uma poderosa arma de conscientização em nossas mãos e devemos usá-la de maneira inteligente e eficaz, a fim de alcançar aquilo que cremos ser necessário para tornar o mundo em que vivemos um lugar melhor!

Jovens digitais na sala de aula

Cérebros conectados na rede. Reações rápidas, ansiedade por respostas imediatas. Mãos extremamente ágeis, que teclam na velocidade da luz, que dominam a tecnologia touch screen e ao acariciarem telas, acessam o mundo.

Você conhece alguém que apresenta essas características? Seus alunos ou filhos encaixam-se nesse perfil? E você? Consegue seguir o ritmo dessas crianças e jovens adultos que apresentam como marca registrada o domínio sobre toda e qualquer tecnologia? Isso sem falar sobre o comportamento desses jovens, um comportamento que encontra suas origens em um cenário onde a realidade é global e divide-se entre o real e o virtual.

As vidas online e off-line misturam-se e tornam-se uma só. Difícil dizer o que, de fato, é real e o que é ficção. O virtual não deixa de ser realidade e cada vez mais, com tecnologias como o Skype, em que é possível ouvir e ver a pessoa com quem se fala, é difícil dizer que as interações que ocorrem pela internet não são reais.

Este novo cenário que hospeda a humanidade gera novos comportamentos. Aqueles que nasceram na era digital não conhecem o mundo sem computador, celulares, etc. Para eles, a vida é isso… Viver é estar conectado e passar 1 minuto sequer sem ter acesso à internet significa não ter acesso às coisas do mundo.

Posto isso, pensemos sob uma perspectiva pedagógica. O comportamento gerado a partir de um cenário dinâmico, ágil e instantâneo (como é o cenário de um mundo digital) encontra suas referências nessas características e influencia-se por elas. Assim, esses jovens têm grandes chances de assumirem um perfil em que prevalece o imediatismo, ansiedade, agilidade e muitas vezes aquilo que não apresenta a velocidade da luz corre o risco de desconcentrá-los facilmente.

Imagine agora esse jovem dinâmico e acostumado com a troca de informações instantânea dentro de uma sala de aula. Além da alfabetização formal, ele também foi alfabetizado pelos agentes da Idade Mídia. A televisão, videogame, internet assumem papel de professores para esse jovem e tornam-se importantes influenciadores em sua vida.

Esses “professores informais” interferem no processo de aprendizagem do jovem e por isso a prática pedagógica deve abrir-se a possíveis mudanças e ser flexível a adaptações. Contudo, é importante ressaltar que não falamos aqui em rendição do ensino formal à educação informal e à linguagem e dinâmica do mundo digital. O que buscamos é compreender a necessidade e urgência em se pensar novas maneiras de ensinar e conversar com esse público, que apresenta características tão peculiares e muitas vezes, tão conflitantes com a linguagem e tradição da educação formal.

Os 10 Grandes Impactos das Mídias Sociais na Educação

As redes sociais chegaram para ficar. O Facebook conta com mais de 800 milhões de usuários ao redor do mundo, enquanto o Twitter atrai mais de 200 milhões de pessoas. Não podemos esquecer também das outras redes, como Youtube, Orkut, MySpace e até mesmo os blogs.

Não há dúvidas quanto ao envolvimento dos alunos com todas essas ferramentas online, porém, quais os efeitos disso? Abaixo separamos um breve comparativo entre os pontos positivos e os negativos dessa relação dos jovens com as mídias sociais.

Essa é uma boa visão para que pais e educadores saibam como conter e evitar os possíveis efeitos negativos e reflitam sobre maneiras de explorar os impactos positivos.

Confira!

Possíveis Pontos Negativos

1. Muitos estudantes não sabem lidar com a grande oferta de informações disponível na internet. Alguns tomam tudo o que lêem na web como verdade absoluta e isso interfere no processo de aprendizagem e no desenvolvimento de olhar crítico perante o que lhes é apresentado.

2. O jovem de hoje é multifuncional, faz tudo ao mesmo tempo, porém, isso pode ter consequências negativas se não for bem administrado. O acesso às redes sociais durante os momentos de estudo, por exemplo, pode causar distração e interferir no desempenho acadêmico.

3. O excesso pode ser arriscado. Ao gastarem horas e horas nas redes sociais, os jovens deixam de interagir cara-a-cara e isso pode prejudicá-los no convívio em sociedade. Com menos interações “reais”, eles podem ter a capacidade de comunicação comprometida (a internet não exige entonações, linguagem corporal, etc). O mundo “offline” jamais pode ser substituído pelo online.

4. A popularidade das redes sociais e a velocidade que é característica ao mundo online criaram novas maneiras de escrever e falar, enfim, transformaram a língua portuguesa, dando a ela, novos aspectos e sentidos. Isso pode interferir na qualidade de redação desses jovens. A linguagem da internet ainda não foi naturalizada como padrão em nossa sociedade, ela ainda se limita ao meio online. Trabalhos escolares, por exemplo, ainda exigem a linguagem formal. Contudo, palavras como “vc”, “eh”, “baum” acabam aparecendo em trabalhos acadêmicos e os jovens, por muitas vezes desconhecerem a escrita formal, acabam dependendo de corretores automáticos.

5. Muitos estudantes não pensam antes de postar algum conteúdo na internet. É preciso lembrar, porém, que tudo o que escrevemos na web pode ser visto e logicamente, julgado. Posts com conteúdos comprometedores podem trazer complicações ao aluno ao longo de sua caminhada acadêmica e profissional. Algumas escolas, por exemplo, procuram informações prévias sobre futuros alunos e dependendo do que encontram, o estudante pode ser prejudicado. A internet é um livro aberto, por isso, orientar o jovem nesse aspecto é essencial.

Possíveis Pontos Positivos

1. As mídias sociais aumentaram a interatividade e a possibilidade dos alunos se expressarem e colaborarem com a produção de informação. A dinâmica rápida (quase instantânea) do mundo online, deu ao jovem a capacidade de desenvolver pensamento rápido, qualidade que é extremamente apreciada na realidade em que vivemos.

2. As redes sociais ensinam os jovens importantes situações do mundo real. Por exemplo, a noção de “rede de contatos” é exercitada por meio de comunidades como Facebook e isso pode ajudar o jovem ao longo de sua vida. Ser capaz de criar redes de contato sólidas é extremamente importante para o desenvolvimento tanto pessoal, como profissional e acadêmico.

3. Pelo enorme contato que possui com as novas tecnologias, o jovem de hoje as domina completamente. Esse domínio é muito útil, já que hoje o andamento do mundo depende dessas novas tecnologias. Ter essa habilidade é estar pronto para as exigências que virão pela frente.

4. Desenhar um perfil online hoje em dia é fácil. Construir e desconstruir tornou-se parte da vida desses jovens. Eles fazem perfis, definem quem são, apagam perfis, somem e aparecem quando bem entendem. Essa dinâmica proporciona a flexibilidade. Com esse movimento constante, eles controlam o que querem ser e quando querem ser. Isso pode ser relevante para situações do dia-a-dia e ao longo da vida, em que, muitas vezes, devemos assumir determinados comportamentos, dar nossa opinião, nos calarmos, enfim, sermos flexíveis e nos adaptarmos aos diferentes cenários que nos são impostos.

5. A internet abre um mundo favorável à criatividade. Ter seu próprio blog ou seu site de fotos, por exemplo, dá abertura para que o jovem se expresse e mostre seu talento. Ao compartilhar com os outros, ele tem um feedback instantâneo sobre a sua produção, o que pode motivá-lo e até mesmo ajudá-lo a construir e seguir sonhos e objetivos.

O que você acrescentaria ou tiraria da lista? Deixe um comentário com a sua opinião!

(O texto que você leu é uma adaptação da matéria “The 10 Best and Worst Ways Social Media Impacts Education“)

O jovem é presente e não apenas o seu futuro

“É preciso muito tempo para tornar-se jovem” 

Pablo Picasso

Tentar entender a adolescência apresenta-se como uma tarefa bastante complexa, já se trata de uma fase da vida que se caracteriza por grandes descobertas, inúmeras novidades e poucas certezas, é marcada, portanto, por uma complexidade ímpar, repleta de especificidades que tornam o jovem adolescente um indivíduo único, peculiar, e interessante objeto de estudo.

A adolescência, assim como as demais fases da vida, tem a sua especial importância, é uma fase de produção, descobertas, acontecimentos que irão contribuir de maneira significativa para que a pessoa se encontre dentro de si e dentro da sociedade; por isso a adolescência não pode ser vista apenas como um momento de transição, mas sim como um período da vida que existe em si.

O jovem é o presente e não apenas o seu futuro. Se nos prendermos ao imaginário comum, que identifica a adolescência como etapa transitória, então teremos que classificar todas as fases da vida deste mesmo modo, visto que, em todas sofremos mudanças, nos deparamos com novas descobertas e novas necessidades. A adolescência, assim como as demais fases da vida, é uma continuidade, mas, também como as demais fases, é marcada por momentos específicos; momentos de transição e rupturas, que, por esse caráter, podem ser considerados momentos de passagem.

A idéia de transitoriedade ganha força ao passo que a adolescência tem como uma de suas características chave a mudança, tanto de natureza fisiológica quanto psicológica. São inúmeras novidades e em conseqüência, uma necessidade tamanha de auto-afirmação e reconhecimento.

Vê-se, portanto, uma grande euforia e ineditismo nessa etapa da vida. Na adolescência experimentar é necessário, certezas são poucas e o erro é aceito como conseqüência do estado de mutação e construção do jovem adolescente.

Ser adolescente é complexo, é eufórico… É realmente uma delícia!