Mobilização livre e lúdica celebra os 25 anos do ECA

Em julho de 2015 o ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente – completa 25 anos. Para comemorar a data diversas organizações da sociedade civil se uniram no movimento “Juntos pelo Brincar”, uma mobilização livre e lúdica que ocorrerá no dia 5 de julho no Largo da Batata, zona oeste de São Paulo, das 10 às 16 horas. O objetivo é transformar o Largo em um grande espaço para o livre brincar, destinado às crianças e suas famílias.

CARTAZ DIGITAL COM PROGRAMAÇÃO OKA mobilização “Juntos pelo Brincar” foi construída coletivamente com base em três eixos importantes garantidos pelo ECA: o direito ao brincar, fundamental no desenvolvimento da criança e do adolescente; o direito à convivência familiar e comunitária como forma de inserção no meio social para que eles interajam com o mundo de maneira saudável e segura; e o direito ao espaço público para encorajar as crianças e adolescentes a se reconhecerem como cidadãos e sujeitos de direitos.

Já estão programadas mais de 20 atividades como brincadeiras de rua, oficinas de bicicleta, contação de histórias, apresentações musicais, sarau e yoga para crianças. Há uma ficha de inscrição prévia, mas no dia o espaço estará aberto e livre para quem quiser levar suas próprias brincadeiras.

A iniciativa conta com o apoio da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de São Paulo e da Subprefeitura de Pinheiros. Os órgãos oferecerão as estruturas necessárias ao acolhimento das crianças e suas famílias, contribuindo para uma ocupação segura do espaço, onde todos possam exercer livremente o direito ao brincar, ao espaço público e à convivência comunitária.

A importância do ECA

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) foi o resultado de um intenso processo histórico de consenso e articulação da sociedade brasileira. O documento instituído pela Lei 8.069 no dia 13 de julho de 1990 foi inspirado pelas diretrizes fornecidas pela Constituição Federal de 1988 e passou a assegurar tratamento social e jurídico especial para crianças e adolescentes.

Mesmo considerando todas as garantias inscritas no ECA e na Constituição Federal, enfrentamos um momento de ameaça às conquistas realizadas. Diante do contexto atual entidades da sociedade civil decidiram apoiar esse evento que celebra a importância histórica dos 25 anos do ECA.

Serviço

Mobilização em celebração aos 25 anos do ECA

Local: Largo da Batata – São Paulo, SP.

Data: Domingo, 5 de julho de 2015.

Horário: das 10h às 16h

Inscrição de atividade: https://pt.surveymonkey.com/s/5S28ZGT

Mais informações: facebook.com/juntospelobrincar

Quem apoia: Casa do Brincar; Colégio Equipe; Educacuca; Fundação Maria Cecília Souto Vidigal – FMCSV; Instituto Alana; Instituto Aromeiazero; Instituto Equipe; Instituto Natura; Mapa da Infância Brasileira – MIB; Núcleo São Paulo da Rede Pikler Brasil; REBRINC – Rede Brasileira Infância e Consumo; RE Educação e Cultura; Respire Cultura; SampaPé!; UNICEF.

Educomunicação para a prevenção ao uso de drogas

O Instituto Recriando, organização que tem como grande objetivo promover a inclusão social de crianças e adolescentes, acaba de lançar uma campanha de prevenção ao uso de drogas. Até aqui nada novo, já conhecemos várias deste tipo, certo?  O que diferencia essa de outras campanhas é o modo como foi produzida: todo o conteúdo e todas as peças publicitárias foram elaborados por adolescentes, um projeto feito por jovens e direcionado para jovens.

A iniciativa, que levou o nome de Projeto Refletir, foi conduzida pelo Instituto Recriando e contou com apoio do Criança Esperança. A atividade foi desenvolvida em quatro comunidades diferentes, todas em Aracaju (SE), onde o Instituto Recriando está localizado.

Cartaz produzido pelos jovens do bairro Santa Maria, Aracaju.

Cartaz produzido pelos jovens do bairro Santa Maria, Aracaju.

A ideia é interessante pois quebra com o discurso hegemônico da grande mídia, que tende a apresentar adolescentes envolvidos com drogas como ‘marginais’. A abordagem da campanha produzida pelos jovens das comunidades não traz estereótipos ou visões preconceituosas, como muitas vezes podemos identificar nas mensagens veiculadas pelos grandes canais de comunicação.

Quando um jovem fala para outro, a mensagem parece ganhar novo sentido e a possibilidade de gerar mudanças é consideravelmente maior. O discurso que empregam está mais próximo da realidade do público alvo, pois eles fazem parte deste público e conhecem as raízes do problema, sabem qual a linguagem mais adequada e, além disso, podem interagir pessoalmente com os demais jovens da suas comunidades e debater o tema.

Essa campanha é um belo retrato do que chamamos de ‘protagonismo juvenil’. Os próprios jovens levantaram questões importantes para eles e debateram problemas que estão presentes no dia a dia de suas comunidades.

Eles deixaram a posição de unicamente receptores e assumiram também a produtores de conteúdo e, a convivência dessas duas formas de se relacionar com a mídia, os torna mais críticos e preparados para argumentar, criticar e avaliar não apenas conteúdos midiáticos, mas também o mundo do qual fazem parte e a dinâmica social em que estão inseridos. Ganham ferramentas para a vida, que não se esgotam após o término do projeto, mas os acompanham e abrem novos caminhos e oportunidades.

As peças produzidas, além de divulgadas nas comunidades onde os educandos vivem, serão veiculadas nas redes sociais e no blog do Projeto Refletir. Confira os links abaixo:

Dica de leitura

Fui presenteada, recentemente, com o livro “Crianças, Adolescentes e a Mídia” e, pela qualidade do conteúdo, achei digno compartilhar essa dica de leitura com vocês.

A ideia do livro surgiu a partir do encontro de 3 estudiosos do tema: um professor de pediatria, uma professora de comunicação e uma especialista sobre mídia e família, que decidiram unir suas pesquisas com o objetivo de apresentar uma visão geral de como as crianças e adolescentes interagem com a mídia.

Os três autores responsáveis pela obra definiram, a partir de suas experiências individuais, tópicos que consideraram “os mais urgentes” para pais, profissionais da saúde, educadores e legisladores.

Muitos dos textos sobre  “jovens e mídia” tendem a ser radicais, alegando que os discursos midiáticos apresentam, predominantemente, efeito negativo sobre os jovens.  Este livro, porém, não concorda com a ideia de que os jovens devem ser protegidos contra a mídia, mas sim orientados a se aproximarem dela como consumidores críticos.

As pesquisas apresentadas no livro passam pelos mais variados temas: tratam desde sexualidade, até violência e alimentação. É importante dizer, porém, que os estudos foram baseados na dinâmica social norte-americana, mas por se tratar de temas universais, podem ser facilmente transportados à realidade brasileira.

A obra é extensa e bastante profunda, ainda não terminei, mas deixo a dica! Quem sabe mais para frente não podemos trocar ideias sobre os artigos lidos?

Para quem quiser comprar, segue detalhes do livro:

Nome: Crianças, Adolescentes e a Mídia

Autores: Victor C. Strasburger, Barbara J. Wilson e Amy B. Jordan

Editora: Penso (Grupo A)

Preço: R$ 76,00 (o preço é meio salgado, mas pra quem curte o tema, vale a pena!)

Ciberbullying: Uma realidade da era digital

A internet é realmente fascinante! Basta um clique e podemos visitar lugares novos, conhecer pessoas de todas as partes do mundo, assistir vídeos, compartilhar músicas e notícias e ainda realizar pesquisas sobre os mais diversos assuntos. Parece um paraíso, certo? O que poderia haver de negativo em meio a tantas qualidades?

Como dizem por aí “tudo tem dois lados” e aquilo que parece exclusivamente fascinante também pode ter os seus perigos.

A internet pode ser um terreno perigoso já que não temos certeza da verdadeira identidade daqueles com quem conversamos, há enigmas, incertezas, muitas pessoas vestindo falsa identidade. Todo esse “mistério” constrói um cenário convidativo para atos preconceituosos, já que o agressor não precisa, necessariamente, revelar sua identidade.

Entremos agora no assunto central deste texto: o ciberbullying.

Para entender o ciberbullying falaremos primeiro do já conhecido “bullying”, tão discutido entre pais, educadores e até pela própria mídia. Podemos entender o bullying como um ato de agressão física ou psicológica intencional, em que um indivíduo ou um grupo de indivíduos discrimina outro indivíduo ou grupo, provocando humilhação e exclusão, marginalizando a “vítima” e colocando-a à parte de seu grupo de convívio.

Neste texto focaremos na  prática do Bullying entre colegas de escola (porém, vale dizer que ele pode ocorrer também em outros ambientes, como o de trabalho). No caso do bullying na escola, o aluno que sofre os atos de agressão é desprezado e zombado por seus colegas, e geralmente alguma de suas características torna-se o motivo central da zombaria, o que pode provocar baixo-estima, insegurança, raiva, medo, revolta e outros sentimentos que podem perdurar na vida da criança para todo o sempre e interferir na formação de sua personalidade, bem como no seu desempenho escolar, já que frente à agressão dos colegas, a criança provavelmente não terá motivação para ir à escola.

O Ciberbullying tem as mesmas características do Bullying, porém é praticado por meio de aparatos eletrônicos, como celulares, computadores e outros dispositivos. O aluno ou o grupo de alunos que discrimina pode, por exemplo, criar uma comunidade na internet zombando de um colega que ele não gosta, ou pode bombardear o aluno vitimado com mensagens de conteúdo agressivo. Pode ainda expor a vítima, colocando fotos dela em redes sociais, fazendo piadas e criando falsas identidades para essa pessoa.

Os jovens estão conectados na internet em tempo integral e podem fazer o que bem entendem, por isso, é tão importante que os pais tentem se aproximar dos filhos e entender o que eles estão fazendo e vendo na internet (não como forma de invadir a privacidade, mas sim como estratégia para orientar e aconselhar o jovem).

Em casos de Ciberbullying a escola deve ser informada. Se há bullying na internet, por exemplo, há grandes chances de haver também no dia-a-dia da sala de aula e por isso é muito importante reportar essas agressões aos profesores e diretores da escola.

A tecnologia está à nosso favor, auxiliando em práticas educativas e também nas relações entre as pessoas, mas em alguns casos pode ser uma ameaça, por isso temos que educar nossas crianças para que conheçam, entendam e respeitem as diferenças, pois assim os riscos de haver casos de  bullying e cyberbulling certamente diminuirão.

Leia mais sobre Ciberbullying:

Ciberbullying: Ciberacoso escolar entre menores (em espanhol)

Ciberbullying (Wikipedia)

Ciberbullying supera nº de agressões em escolas no país (Folha Online)

Em projeto contra Ciberbullying, adolescentes britânicos ajudam vítimas via chat (UOL Notícias)

Cyberbulling: Fenômeno sem rosto (Apresentação SlideShare)

Educação para o Trânsito

Outro dia, durante um de meus “passeios online”, conheci o programa “Se essa rua fosse minha” e achei incrível! Por isso separo esse espaço para falar sobre ele.

Como todos sabem, o trânsito em São Paulo anda de mal a pior. Cada vez mais carros na cidade, e à medida que cresce o número de automóveis parece crescer também a irresponsabilidade das pessoas. Não há respeito no trânsito. Pessoas  invadem a faixa de pedestre, furam o sinal vermelho, xingam o motorista ao lado e pior… Pessoas que agridem fisicamente, que dirigem bêbadas e que matam.

Que situação é essa? Parece terra de ninguém. Cada um faz o que bem entende e assim o trânsito se torna ameaçador. Pais ficam aflitos ao verem seus filhos saírem de carro, pedestres temem que o pior aconteça e a qualidade de vida e noção de cidadania vão literalmente para o saco.

Como resolver essa cultura agressiva e irresponsável que está enraizada em tantas e tantas pessoas?

Pergunta difícil, já que grande parte dos motoristas é composta por jovens adultos ou adultos maduros que, portanto, já foram formados e já possuem crenças e comportamentos difíceis de serem remodelados. Apesar do cenário pouco animador, não devemos abrir mão de tentar reeducar esses adultos, porém, a grande mudança está no futuro, na geração de motoristas que está por vir, ou seja, nas crianças de hoje.

É nesse momento que começo a falar sobre o programa “Se essa rua fosse minha”, que tem como finalidade educar exatamente esse público.

Como funciona o programa?

Trata-se de um projeto que se compromete em distribuir materiais educativos sobre o trânsito para as escolas. Com materiais atrativos, práticos, objetivos e de fácil execução por alunos e professores, o “Se essa rua fosse minha” incentiva que crianças sejam educadas para o trânsito desde cedo.

Educação para o trânsito

Para o “Se essa Rua fosse minha”, a educação para o trânsito deve ser tratada como um processo permanente, de responsabilidade de toda a sociedade, mas sem esquecer que cada lugar tem suas peculiaridades. Nem todas as cidades possuem o mesmo “aparato tecnológico”. Assim, “Se essa rua fosse minha” é de fácil aplicação tanto nos grandes centros urbanos, quanto nas pequenas cidades.

Mas… Como educar para o trânsito?

O programa oferece diversas maneiras para que essa educação aconteça. Como estamos falando com crianças e jovens, a criatividade e sedução são fundamentais!  Músicas, materiais didáticos extremamente ilustrativos e coloridos e até redes sociais fazem parte da estratégia pedagógica! Clique aqui para conhecer o material fornecido pelo programa.

Benefícios

A proposta do “Se essa rua fosse minha” é incluir a educação para o trânsito no currículo escolar, pois assim o tema torna-se constante na vida dos alunos. O programa não oferece benefícios apenas à formação individual, mas tem impacto direto na dinâmica social. Ao se tornar um cidadão consciente e responsável em relação ao trânsito essa criança irá refletir  esse comportamento no trânsito, tonando-se não um vândalo, mas sim um cidadão ativo e responsável, consciente de seus deveres e direitos no trânsito e assim, se formarmos uma geração com essa noção de cidadania com certeza teremos um trânsito melhor.

Incentivo à leitura na era digital

Sabemos que o gosto pela leitura desenvolve-se, principalmente, na infância. Exatamente por isso o trabalho com livros sempre teve enorme espaço dentro da sala de aula, contudo, agora vivemos uma nova realidade em que o alunos atraem-se muito mais pela linguagem digital e acabam desviando o olhar da linguagem impressa.

Frente a este cenário, a pergunta é: Como despertar o interesse pela leitura em um mundo marcado essencialmente pela linguagem digital?

Não pense que essa é uma pergunta impossível de ser respondida! Já existem diversas plataformas que buscam atrair o olhar do “jovem digital” para a leitura do livro impresso…

Por meio de vídeo clipes, seriados, páginas especiais na internet, filmes, cartoons, músicas, compartilhamento de trechos de obras no twitter e perfis de personagens no facebook o jovem entra em contato com obras da literatura e fica tentado a conhecer melhor tudo aquilo que está vendo e ouvindo. 

Entretanto, para conhecer melhor ele, logicamente, deverá recorrer à obra original. Assim, todas essas possibilidades de apresentar obras literárias aos jovens poderiam ser definidas como “teasers” que levam à obra original.

O objetivo não é, portanto, substituir a obra original, mas sim despertar o interesse do aluno por ela.

Vamos dar alguns exemplos de projetos que trabalham a fim de promover o interesse pela leitura na era digital.

Você conhece o Instituto Canal do Livro? Trata-se de uma associação sem fins lucrativos que tem o objetivo de incentivar a leitura por meio de objetos educacionais na internet e capacitar educadores no uso de recursos digitais. O Insituto tem o “Canal “Videoclip“, uma biblioteca digital que disponibiliza clipes de obras literárias de grandes autores, como Jorge Amado, Manuel Antonio de Almeida, Machado de Assis, Eça de Quiroz, entre outros. A biblioteca já é utilizada por mais de 300 escolas em todo o Brasil.

O Projeto “Mil Casmurros“, por meio da interatividade, também tem como grande finalidade a promoção da leitura! Na página, a grande proposta é “escolha seu trecho, grave e compartilhe”. A ideia foi da Rede Globo e o site era uma maneira de promover o seriado “Capitu” transmitido pela emissora (também uma forma de atrair o olhar do espectador para a obra original). O seriado já terminou, mas a página continua no ar e é um espaço extremamente interessante para atrair o olhar dos jovens para a obra “Dom Casmurro”, de Machado de Assis.

Para terminar, deixamos abaixo a simulação do perfil de “Bentinho” no Facebook, feita pela ilustradora Beatriz Carvlho. Ele, que é personagem do romance “Dom Casmurro” (1899), ganha vida dentro do contexto digital e assim vemos mais uma maneira de trazer obras literárias e o estímulo à leitura aos jovens que estão, grande parte de seu tempo, conectados, trocando informações e experiências nas redes sociais.

Por meio de perfis de personangens em redes socias os alunos podem conhecer um pouco sobre cada personagem, do que eles gostam, o que  fazem, qual a relação entre eles… E assim terão interesse em saber mais e poderão migrar da plataforma online para a obra original!

Intercom Nacional 2011

Reunir jovens engajados e preocupados com questões sociais é sempre uma grande oportunidade para o surgimento de novas ideias! Participativos e cheios de vontade de mudar o mundo esses jovens, quando reunidos, representam um combustível importante para que grandes mudanças aconteçam!

Eles serão os futuros “cuidadores” do mundo, os responsáveis por dar continuidade àquilo que foi construído antes deles, deverão administrar o presente, sempre tentando melhorá-lo e criarão novas realidades que serão deixadas como legado para as gerações que os precederem.

 Ir a um congresso como o Intercom Nacional (que nesse ano ocorre entre os dias 2 e 6 de setembro, em Recife) é sentir que o mundo está cheio desses jovens com espírito de luta! Engajados em causas diferentes, eles buscam um bem comum: a evolução da sociedade e do mundo do qual participam. Em suas falas e em seus projetos vemos o interesse que apresentam; a força de vontade que possuem e principalmente, a capacidade que têm para fazer acontecer!

 Porém, se temos esse cenário povoado por estudantes, temos também um amplo grupo formado por professores das mais diversas áreas do saber. Com passados repletos de experiências interessantes e dignas de serem compartilhadas; esses mestres, por meio de suas sábias palavras, proporcionam espaços importantes para reflexão e para o refinamento intelectual desses jovens!

 “Troca” é a palavra que define um encontro como o Intercom Nacional. Troca de conhecimento, de informações, de experiências, de ideias…. Troca de sonhos, ideologias e ideais!

 E a troca gera a discussão, gera o novo, gera, por fim, a transformação.

Facebook para educadores

Educadores têm, tradicionalmente, auxiliado os pais a ensinarem seus filhos a adotarem comportamentos adequados e aceitáveis em sociedade, têm contribuído para tornar os jovens cidadãos críticos, participativos e conscientes. Essa responsabilidade sempre esteve atrelada ao papel assumido pelos professores, seja como for, o objetivo é fazer dos alunos pessoas responsáveis por si e pelo mundo que habitam e para cumprir essa tarefa os docentes fazem uso das mais diferentes ferramentas.

Para que o diálogo aluno-professor ocorra, os educadores se utilizam de livros, filmes, mensagens da mídia e muitas outras redes de disseminação de saberes, sempre com o objetivo de gerar discussão, reflexão e olhar crítico.

Com o boom das mídias sociais, os professores encontraram mais uma ferramenta para estabelecer diálogo com seus alunos e, dentro deste contexto “digital”, fala-se em “cidadania online”. Já que o mundo está funcionando (também) em uma esfera online é importante que os educadores orientem os jovens a serem cidadãos responsáveis também no ciberespaço. Neste momento, podemos pensar no incentivo a um uso adequado, seguro, ético e responsável da internet.

Como exemplo desse boom de mídias sociais tomaremos o Facebook como personagem central para discussão. Os jovens estão completamente envolvidos nessa rede social, é raro encontrar um jovem que não possua um perfil no Facebook. Agora, pensemos: Será isso bom ou ruim para os educadores? Como essas mídias estão afetando o comportamento dos alunos? O que muda dentro da sala de aula? Como aproveitar o entusiasmo que os alunos têm pelo Facebook a favor da educação?

Foi pensando em todas essas questões que o Facebook criou o  “FACEBOOK PARA EDUCADORES”, um guia destinado, exclusivamente, aos professores. Nele há dicas e orientações que buscam dar suporte aos docentes, a fim de instrumentá-los a usar o Facebook a favor da prática educativa. O guia apresenta 7 maneiras diferentes de explorar a mídia social em sala de aula e busca enriquecer o processo ensino-aprendizagem.

O principal objetivo do guia é tornar os aparentes desafios gerados pelo Facebook em oportunidades que beneficiem alunos e professores!

Para ler o guia completo , visite a página http://facebookforeducators.org/– Lá você poderá ler o conteúdo na íntegra, entender a proposta e mandar sugestões.

Nota: Atualmente, o conteúdo está disponibilizado apenas em inglês. Já foi anunciado pelo Facebook que o material será traduzido para outras línguas (Esperamos que isso inclua o Português!)

Google: o educador número 1

Para reflexão

A mãe se emociona, mas a declaração não é exatamente para ela. Essa se torna uma realidade cada vez mais comum, já que os pais passam grande parte do tempo fora de casa e as crianças, perante essa ausência, assumem como seus principais educadores a TV, internet, videogames, etc.

***

Outro dia, conversando com amigos, surgiu um comentário interessante. Uma amiga assistiu a uma palestra sobre comportamento infanto-juvenil, em específico, sobre o comportamento de crianças de 6 a 8 anos.

Uma pesquisa realizada com os pequenos, entre outras questões, indagou a quem eles recorriam em casos de dúvida. A resposta foi unânime: Google!

Professores ficaram em segundo lugar e os pais, em terceiro e último.

E por que não perguntam aos pais? Simples… “Porque eles não têm tempo, nunca estão em casa e demoram para responder”.

Preocupante, não?

Claro que não podemos negar que hoje as crianças estão conectadas a todo o momento e dominam computadores assim como antes dominavam bonecas e carrinhos de madeira. A internet virou o passatempo favorito dessas crianças.

Porém, essa realidade não diminui a responsabilidade dos pais no que se refere ao acompanhamento da educação de seus filhos. Muito pelo contrário, novos contextos exigem novas reações e atitudes dos educadores, e os pais, simplesmente por serem pais, possuem uma enorme responsabilidade perante o desenvolvimento de sua prole. Ao optarem pela maternidade/paternidade, optam pelo papel de educadores.

O filho está na internet, isso é fato. Mas a internet não deve substituir as conversas cara-a-cara, o tom de voz, o abraço ou a bronca… Os pais ainda devem ser os primeiros a quem os filhos procuram, caso estejam em dúvida ou em conflito.

Google é útil e ajuda… Mas não pode ser o maior educador de uma criança, pois na internet a informação vem pronta, não há reflexão, não há crítica… A criança pega “o pronto” e torna aquilo verdade absoluta.

Isso as deixa informadas, elas sabem de tudo… Mas não sabem o que fazer com esse “tudo”… A mediação dos pais é fundamental, a participação como educadores e provocadores é fator-chave no desenvolvimento cognitivo de uma criança e indispensável para torná-la uma pessoa detentora de visão crítica, capaz de posicionar-se no mundo, de interagir com ele e principalmente, capaz de contribuir e ajudar a tornar o mundo um lugar melhor.

#geracaodigital

Sempre me pego pensando sobre essa tal “geração digital”. Sou parte dela, pois nasci em meados dos anos 80, mas é cada coisa que vemos hoje em dia que já nem sei mais se posso me colocar dentro dessa geração.

Já é normal vermos crianças de 3, 4 anos dominando computadores, celulares e Ipads… As crianças de hoje não estão mais na categoria “digital”, elas foram além… Qual a classificação que podemos dar à geração que pertecem? HIBER, HIPER, SUPER, UBER DIGITAL?  Outro dia, navegando pela internet, achei a seguinte charge:

Isso me fez lembrar de uma “super-breve” história com a qual me deparei há algum tempo:

A professora pergunta :”Crianças, onde vai acontecer a Copa do Mundo?”

E as crianças, em conjunto, respondem: “Na televisão, professora!”

A humanidade está conhecendo novas maneiras de interação social, que geram novos comportamentos e formas de aprender e até mesmo de existir. É importante porém, que mostremos a essas crianças UBER, SUPER, HIPER DIGITAIS que o mundo ainda se faz na esfera “offline” e que passarinhos ainda cantam, chocam e colorem a vida.