Education Hackathon – Por uma educação inspiradora

No próximo final de semana (dias 27 e 28 de setembro) acontecerá, em São Paulo, a terceira edição do Hackathon Educação, um evento global que surgiu com a proposta de debater o sistema convencional de educação, propondo transformações e produzindo conhecimento de forma colaborativa.

O evento, que acontecerá simultaneamente em diversos países, parte do pressuposto que o sistema de educação predominante não apenas no Brasil, mas no mundo, não endereça as reais necessidades de cada indivíduo, prejudicando, assim, o desenvolvimento humano e criando barreiras importantes para a construção de uma sociedade mais justa e sustentável.

A dinâmica do Hackathon é 100% colaborativa. Trata-se de um espaço que permite aos participantes compartilhar experiências educacionais, conectar-se com outras pessoas (formar redes), vivenciar práticas educativas inovadoras e, por fim, cocriar projetos benéficos para uma nova educação.

Neste ano o evento acontecerá ao ar livre, na Praça Domingos Luis, localizada na Zona Norte de São Paulo. A programação contemplará oficinas, rodas de conversa e cocriação de projetos. Para saber mais e confirmar sua presença, clique aqui.

A oficina “ARedu: imaginação coletiva aplicada na educação” está entre as atividades do evento e propõe um questionamento da educação por meio da pintura, do resgate de memórias pessoais e da poesia.

Todas as vivências serão baseadas na lógica da cocriação. Para Beatriz, Carolina e Clara, idealizadoras da atividade, “interações colaborativas podem trazer olhares inovadores para construir novos rumos para a educação.”

Quer participar? Confirme sua presença!

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SERVIÇO

Quando? Dias 27 e 28 de Setembro, a partir das 10h

Onde? Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro, nº 1000 (ao lado da estação Vergueiro do Metro)

 

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Quando o dinheiro não tem valor.

Entre os dias 28 e 31 de agosto aconteceu, na cidade de São Paulo, a Virada Sustentável. Com uma agenda pra lá de interessante, o evento ofereceu mais de 700 atividades gratuitas ao público. O principal objetivo? Tornar São Paulo uma cidade mais agradável e equilibrada.

Dentro desta enorme e tão diversificada programação, eu tive o privilégio de participar, no dia 31/8, da Feira de trocas ‘We Change’, organizada pela Co-Viva, em parceria com o movimento Fala Sampa.

A ideia da feira é que as pessoas esqueçam, por um dia, do dinheiro. O verdadeiro valor de troca está nos sentidos e significados. Para participar é preciso oferecer algo com carinho e, em troca, receber algo que também venha repleto de emoção e boas energias.

A única exigência é que você ofereça algo feito pelas próprias mãos: pode ser uma geleia, uma paçoca, um quadro, um bordado. Ah! Cantar, recitar poesias, contar histórias também são dons super bem-vindos na feira!

photoEu levei 7 telas que pintei ao longo dos últimos anos. Telas que tinham grande significado emocional para mim e que, exatamente por isso, não via sentido em vendê-las. Quando soube da feira We Change, tive certeza que ali era o destino perfeito para minhas telas. Eu estava certa!

Troquei telas por desenhos, por geleias e pimentas, por bonequinhos, por bordados e por beijos e abraços. Voltei pra casa rica! Muito rica!

A experiência é especial, pois nos possibilita refletir sobre o sistema no qual estamos inseridos. O dinheiro é carro-chefe das nossas vidas e os valores das coisas são, basicamente, cifras. Mas, será que precisa ser assim? Será que, em alguns momentos, não podemos simplesmente repensar essa lógica e valorar produtos e serviços de uma forma diferente?

Trocar meus quadros por dinheiro não fazia qualquer sentido. Encontrei nessa feira uma nova forma de pensar a lógica do consumo: o valor monetário é deixado de lado, abrindo caminho para que outros tipos de valores floresçam.

A atmosfera da ‘We Change’ é de colaboração e parceria e, por esperar que fosse assim, aproveitei para levar uma tela em branco que estava há tempos encostada à parede do meu quarto. Organizei meus pinceis, minhas tintas e propus uma pintura feita a muitas mãos! O resultado ficou lindo, não apenas pelo colorido da tela, mas principalmente pelo processo de criação: foram muitas pessoas que passaram por lá e que deixaram sua colaboração.

A tela está guardada com carinho e representa o clima tão positivo desta primeira feira realizada pelo Co-Viva em parceria com o Fala Sampa. Espero que muitas feiras aconteçam e que muitos quadros sejam pintados a muitas mãos! (SEMPRE NO PLURAL!). Vamos criar um grande acervo de memórias bonitas.

Para saber mais, visite os sites CO-VIVAFALA SAMPA.

Ushahidi: uma rede social em prol do desenvolvimento humano

Ontem assisti uma palestra sobre a organização Ushahidi e descobri que o Brasil está entre os 159 países que fazem parte da iniciativa. A proposta do encontro era discutir a integração das novas tecnologias no desenvolvimento de países africanos.

O debate é interessante (e apropriado a este blog) uma vez que tem como grande objetivo dar voz aos cidadãos, ou seja, instrumentalizá-los para produzir conteúdo, deixando de lado a posição de receptor passivo. A plataforma visa a construção de conteúdo colaborativa e o compartilhamento.

UshahidiIsso, porém, é algo que vem acontecendo há um bom tempo, principalmente após a internet e a consolidação das redes sociais. O fluxo de informação já foi modificado, hoje não existe mais um canal de comunicação de mão única; o poder de argumentação dos receptores é inevitável. Mesmo o conteúdo televisivo, que ainda é o retrato da recepção passiva, já pode ser contestado, pois o telespectador tem a possibilidade de reclamar ou argumentar em outros canais, por exemplo,  no Facebook ou em blogs pessoais.

O interessante da Ushahidi, porém, vai além de seu propósito de democratizar a informação e derrubar barreiras para que os cidadãos possam contar suas histórias e expor seus pontos de vista. A iniciativa nasceu no Quênia, em 2008, após um enorme conflito político. Diversas pessoas morreram e a imprensa cobria apenas o que ocorria nos grandes centros. Assim, um grupo de quenianos decidiu criar a plataforma “Ushahidi”, uma espécie de rede social que tinha como grande objetivo mapear as áreas mais violentas do país para que, assim, pessoas conseguissem evitar as zonas de maior risco. Tornou-se uma ferramenta poderosa de ajuda humanitária.

A rede social alcançou 45 mil usuários no Quênia e se expandiu para outras áreas do globo. Hoje têm voluntários na Europa, América do Sul e nos EUA e o mapeamento que realiza atualmente pode ser visto como uma iniciativa global. Foi utilizada para facilitar o atendimento aos feridos no furacão que atingiu o Haiti em 2010, ajudou no mapeamento das áreas com energia elétrica após o furacão Sandy (EUA) e também serviu para a coleta de informações durante os conflitos na Líbia.

Além de ser útil em situações de crise, a plataforma também serve de observatório eleitoral. Pode ser utilizada para reunir comentários de eleitores e denúncias de crimes eleitorais, por exemplo.

A Ushahidi tem parceria com organizações como a ONU, Al-jazeera e World Bank. Para saber mais sobre a iniciativa, visite o site e/ou assista o vídeo abaixo (em inglês).

Curiosidade! — “Ushahidi”, em suaíli, significa “testemunho”. Suaíli é a língua falada no Quênia e em outros países africanos, como Tanzânia e Uganda.

Redes Sociais: O tema da vez

Seja em conversas de bar, em debates de sala de aula, em bate papo com a família, no trabalho, nos jornais, revistas, ou na internet… Sempre nos deparamos com discussões sobre as famosas e tão polêmicas redes sociais.

Como estão mudando nossas vidas? Como as empresas podem aproveitá-las? E a educação? Será que são ameaças à relação ensino-aprendizagem? Será que são aliadas?  E assim, nesse vai-e-vem de perguntas, as redes sociais se tornam tema constante de nossas conversas e ocupam lugar inimaginável em nosso dia-a-dia!

Com 800 milhões de usuários, o Facebook (se fosse um país), seria o terceiro maior do mundo… Daquele espaço virtual brota uma intensa dinâmica social, a vida em sociedade se reproduz na esfera virtual. Pessoas interagem, usam seu tempo  dando “like” daqui e “unlike” de lá, produzindo e compartilhando conteúdo, criando comunidades… “Cutucando” o amigo, abrindo e fechando eventos… Divulgando causas sociais, fazendo política e promovendo passeatas.

E como isso muda nossas vidas? Ou melhor, como isso já mudou nossas vidas?

Vi, há pouco, um vídeo interessante, em que o palestrante (o engenheiro de softwares Silvio Meira), diz que nós, seres humanos, sempre fomos redes sociais, a diferença é que agora temos suporte virtual. Nada mais verdadeiro, não acham? (a quem possa interessar segue link do vídeo)

Sempre tivemos a necessidade de interação e colaboração. Sempre compartilhamos conteúdos com nossos pares/comunidade e sempre sentimos a necessidade de conexão. Vivemos em grupo e, portanto, a troca sempre esteve presente em nossas vidas. O que mudou é que agora, com o avanço da tecnologia, temos uma nova plataforma para explorar as nossas relações: a internet tornou-se mais um suporte para a interação humana. Mas o que ela propõe (interação, conectividade, compartilhamento) são funções que sempre se fizeram necessárias à vida humana.

Temos que usar a internet a nosso favor, saber como manipulá-la de acordo com nossos interesses. Não podemos permitir que ela nos domine e nos torne dependentes, afinal, nós que inventamos tudo isso, portanto, a internet, as redes sociais, as TICS são recursos que derivam da natureza humana, que surgiram a partir de nossos anseios, daquilo que já nos é intrínseco.

E a partir dessa ideia, sugiro que nos indaguemos mais uma vez: O que são as redes sociais? Nossas aliadas? Inimigas? O que representam em nossas vidas e mais, como conversam com a história humana?

Fica a provocação. Eu já estou aqui pensando sobre o assunto e por isso resolvi escrever esse post, para dividir aquilo que me veio à mente enquanto eu ouvia o Silvio Meira falar… Inquietações! Estão sempre conosco!

Deixe o seu comentário e vamos pensar juntos… Afinal, o que seria de nós sem a colaboração e o compartilhamento?