Como divulgar a sua escola nas redes sociais?

midias-sociais-escolaA escola do seu filho está presente nas mídias sociais? Pois é. Muitas escolas já estão fazendo uso dessas novas mídias para entrar em contato com seus diferentes públicos: alunos, pais, professores, fornecedores, entre outros.

É fundamental que a instituição mantenha um diálogo constante e transparente com todos aqueles que fazem parte de sua comunidade e, nesse sentido, as mídias sociais mostram-se como um canal de comunicação estratégico, capaz de trazer bons frutos se administradas com responsabilidade e profissionalismo.

Além disso, as mídias sociais também podem ser utilizadas como espaços para a promoção de discussões ligadas à educação; servir, por exemplo, como fórum de debates que envolvam todos os públicos da escola.

O blog WPensar, nosso parceiro, propôs uma discussão sobre o tema. Para ter acesso ao conteúdo completo, clique aqui.

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Escolas verdes: o mundo precisa delas

De forma crescente vemos surgir, ao redor do mundo, movimentos que buscam propor novos modelos educacionais. O grande questionado é o modelo ‘bancário’ de ensino, que foi definido por Paulo Freire como aquele modelo que consiste numa educação repressora, em que o educador deposita conteúdos no educando, sem reconhece-lo como sujeito autônomo.

Questionar esse modelo é necessário. Uma educação que não faz do aluno protagonista de seu próprio aprendizado jamais será transformadora.

O educador deve promover encontros, instigar, despertar a curiosidade sem, jamais, entregar fórmulas prontas e fechadas: é preciso abrir pontes para a reflexão e para a experiência. Só assim o jovem saíra da escola com criticidade e autonomia suficientes para compreender seu papel no mundo.

Mas, como criar modelos de aprendizagem que consigam dar à educação a capacidade de formar sujeitos livres, autônomos e capazes de transformar a comunidade em que estão inseridos? O designer canadense John Hard nos dá a resposta, com a sua “Green School”, fundada em 2006, em Bali, na Indonésia.

green-school-baliConhecida como a ‘escola mais verde do mundo’, a Green School oferece uma educação natural, holística e centrada nos alunos. Possui um currículo que combina o padrão acadêmico com aprendizagem experimental.

Na escola, os alunos, vindos de diversas partes do mundo, também têm acesso a currículos de Estudos Verdes e de Artes Criativas. A Green School prepara os alunos para serem pensadores críticos e criativos, confiantes para defender a sustentabilidade do mundo e do seu ambiente.

A estrutura física da escola é um dos grandes modelos de arquitetura sustentável do mundo. Toda feita em bambu, 80% da energia elétrica consumida é captada através de painéis solares. John Hardy, e sua esposa, Cynthia Hardy, moram em Bali há mais de 30 anos e reconheceram no local uma oportunidade única para criar algo verdadeiramente inspirador e fora das limitações estruturais, conceituais e físicas de muitas escolas tradicionais.

A Green School é a grande referência de escola verde no mundo, mas não a única. Nos EUA, por exemplo, já são 118 escolas que seguem esse modelo de aprendizagem. No Brasil, porém, o modelo ainda está emergindo. A primeira escola verde brasileira foi instalada na zona oeste do Rio, em 2011. Resultado de uma parceria público-privada, o Colégio Estadual Erich Walter Heine está localizado no bairro de Santa Cruz, que possui um dos IDHs mais baixos da capital.

Com painéis solares, reaproveitamento da água da chuva, iluminação natural, ecotelhado e área para reciclagem, a escola mostra que o modelo inovador já está dando frutos: alunos já estão levando as práticas sustentáveis para o dia a dia de suas famílias; estão, assim, disseminando os valores da sustentabilidade em suas comunidades e têm tudo para, no futuro, se tornarem grandes líderes verdes, que serão capazes de endereçar problemas que hoje afetam seriamente o nosso planeta, como o aquecimento global e a crise hídrica.

A escola foi a primeira da América Latina a ganhar o selo Leed School, que lhe dá reconhecimento internacional de escola sustentável. Também é importante ressaltar que essa foi a primeira escola brasileira a buscar o LEED e a primeira escola pública do mundo a tomar essa iniciativa.

Para ler mais sobre Escolas Verdes, acesse os links:

A nova realidade em sala de aula

Sim, há uma nova realidade e todos sabemos. Aulas não são mais baseadas em longas falas, giz e lousa ou, pelo menos, essa não é mais a dinâmica que domina as salas de aulas ao redor do globo. Hoje, principalmente em decorrência do imenso avanço tecnológico, vemos um novo comportamento dos alunos, que já nascem familiarizados com o ambiente digital e apresentam maneiras muito particulares de aprendizagem.

Os professores, por sua vez, devem entender como lidar com o perfil desta nova geração de alunos; devem estudar como eles captam as mensagens, como absorvem conteúdos e como se relacionam tanto em sala de aula, como fora dela. Tendo em mãos esse “mapa” do estudante, torna-se mais fácil construir um diálogo efetivo entre os jovens e seus professores.

Abaixo disponibilizamos um infográfico que traça o perfil predominante dos alunos pertencentes à geração digital. A pesquisa foi realizada pela Columbia University e a imagem é de autoria da agência JESS3.

A análise da pesquisa é interessante e necessária, uma vez que destaca informações relevantes, capazes de contribuir para a construção de aulas mais envolventes e eficazes.

Dados levantados na pesquisa:

  • O professor, geralmente, fala de 100 a 200 palavras por minuto; os alunos escutam apenas 50 a 100 palavras (A METADE!);
  • Alunos se mantêm atentos apenas 40% do tempo total da aula;
  • Estudantes retêm aproximadamente 70% do que eles escutam nos primeiros 10 minutos de aula e somente 20% do que é dito nos últimos 10 minutos (!!);
  • Usar imagens que ilustrem as falas ajuda a aumentar atenção dos alunos em até 38%.

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Ipad na sala de aula

Como se sabe, os métodos de ensino-aprendizagem evoluíram. Hoje, restringir-se à dupla “lousa e giz” já é considerado ultrapassado.

Os enormes avanços tecnológicos trouxeram mudanças expressivas ao campo da educação e, frente a esta realidade, os professores tiveram que descobrir novas maneiras de dialogar com seus alunos, cada vez mais conectados e detentores de uma nova linguagem; a linguagem digital.

São diversas as possibilidades para trazer a tecnologia para dentro da sala de aula, uma delas é por meio dos tablets.

Apresentado ao mundo em 2010 com o lançamento do Ipad (Apple), o tablet é um dispositivo pessoal em formato de prancheta que pode ser usado para acesso à Internet, visualização de fotos, vídeos, leitura de livros, jornais e revistas e para entretenimento com jogos.

O sistema de uso é por meio do touchscreen – sensível ao toque – ou seja, uma caneta especial, ou mesmo a ponta dos dedos, acionam as funcionalidades do aparelho, que já é utilizado no segmento empresarial e agora começa a aparecer nas salas de aula, como instrumento de ensino.

O uso dos tablets na educação ainda é uma aplicação recente, inclusive no Brasil. Existem algumas barreiras para que essa se torne uma prática recorrente, a primeira é o preço. Esses aparelhos são caros, custam em torno de 2mil reais. Outro desafio é a capacitação de professores. Os professores devem estar aptos a manusear os tablets corretamente e conhecer as possibilidades de explorá-los em sala de aula, como atividade didática.

O Projeto “Ipad na sala de aula” surgiu exatamente para tornar essas barreiras menores e tem como grande foco utilizar o tablet não apenas como plataforma de leitura, mas como instrumento de transformação dos tradicionais materiais didáticos, tornado-os  multimídia e interativos. Com isso, busca inovar as práticas escolares, tanto no aspecto tecnológico quanto no curricular.

Para impulsionar o uso do Ipad em sala de aula, o projeto oferece cursos e oficinas que visam capacitar professores para utilizarem o tablet como ferramenta de trabalho. São oferecidos cursos individuais, personalizados ou para grupos. Escolas, universidades, empresas e grupos de trabalho podem entrar em contato e solicitar treinamentos personalizados, de acordo com a demanda que necessitam.

O curso não se esgota em si. Após a capacitação, existe um acompanhamento das atividades desenvolvidas em sala de aula e o trabalho é avaliado com foco no feedback dos alunos.

Para saber mais sobre o projeto e solicitar treinamento personalizado para sua escola ou universidade, clique aqui.

As redes sociais e a participação em sala de aula

Todos os alunos estão calados, olham para a tela do computador e escrevem. O silêncio que reina na sala, porém, não implica em falta de entrosamento entre os colegas, ou em falta de interesse no conteúdo exposto pela professora; por incrível que pareça, todos estão mais atentos do que nunca!

Cada um, em seu silêncio, faz uso das redes sociais para opinar sobre a matéria que acabou de ser passada. Pois é, essa é a nova forma de participação incentivada nas salas de aulas, não só do Brasil, mas do mundo.

Alguns professores acreditam que a adoção de plataformas online tem aumentado a participação e envolvimento dos alunos nas aulas e para os tímidos, que sentem-se pouco à vontade para levantar a mão, essa nova prática parece uma ótima alternativa para participarem sem medo dos debates em sala de aula. Muitos acreditam que é mais fácil se expor por meio das plataformas digitais do que em sala, na frente de todos.

A metodologia que incentiva o uso de plataformas digitais deve ser, porém, apenas mais uma forma de comunicação entre alunos e professores e não a única. Incentivar a oralidade e discussões presenciais também é fundamental e a interação cara a cara deve conviver com a online sem, jamais, ser substituida por ela.

Se você tem uma experiência de sucesso, em que as redes sociais contribuiram para o envolvimento dos alunos, mande essa experiência para nós! Envie um e-mail para educomunicacao.educom@gmail.com descrevendo a atividade desenvolvida e os resultados obtidos!

E se você discorda dessa prática, também mande a sua opinião! Queremos conhecer os diferentes pontos de vista sobre o tema.

O entretenimento a favor da educação

Alegando que se trata de pura futilidade e perda de tempo, alguns educadores tendem a ignorar ou adotar discursos preconceituosos em relação a determinados conteúdos de entretenimento.  

Claro que ao falarmos em juízo de valor devemos sempre ressaltar que cada um tem seus interesses e opiniões;  não cabe a ninguém dizer o que é certo e errado/ bom ou ruim quando falamos de “gostos”.

Porém, quando pensamos em educadores, esse posicionamento radical e extremista pode ser um tanto quanto perigoso. O mundo hoje é complexo e interligado, a escola não mais o único polo difusor de saberes… Hoje podemos falar, mais do que nunca, em outros educadores, que assim como a escola, possuem impacto indiscutível na formação e transformação dos alunos.

Quando falamos em “outros educadores” podemos citar diversos exemplos: família, amigos, igreja e, acima de tudo, a mídia.

Vivemos em uma sociedade midiatizada, em que as mensagens da mídia têm impacto direto na vida das pessoas além de contribuir para a construção de valores e comportamento. O que é difundido pela mídia torna-se referência, cria representações, constrói imaginários e por fim, afeta diretamente a relação das pessoas com o mundo e com os seus pares.

O entretenimento é um dos segmentos presentes nos conteúdos midiáticos (e um dos mais populares, diga-se de passagem). Claro que não é possível colocar todo o tipo de filme, música, teatro em uma única categoria, existem diversas categorias dentro do “entretenimento”: trash, brega, pop, clássico e assim por diante…

E o que é bom ou ruim?

Não é essa pergunta que queremos responder. O que queremos ressaltar aqui é que o entretenimento, seja ele qual for, faz parte da vida dos alunos. Eles assistem novela e discutem sobre ela, escutam músicas e criam gosto e opiniões a partir delas, lêem revistas e tomam o conteúdo como referencial para suas vidas. Por isso é preciso que o professor reconheça que o entretenimento é também uma ferramenta poderosa da educação!

Não se fala em entregar-se de olhos fechados a tudo o que o entretenimento oferece, mas sim pegar esse conteúdo e colocá-lo a favor da educação. Como explorá-lo? O que ele pode trazer de benefícios ao assunto estudado em sala de aula? Sob quais perspectivas devemos pensar o conteúdo de entretenimento?

A ideia é simples: Não ignorar o que faz parte da vida dos alunos e ajudá-los a entender esse mundo “espetacularizado” em que vivemos. O campo educacional não é mais autônomo, mas anda ligado a diversas outras esferas sociais, inclusive a mídia.

Conhecimento e entretenimento se combinam, são inseparáveis e por isso a escola deve pensar nesses dois campos como aliados e não como opostos.

Além dos muros da escola

Como muitos já devem ter escutado por ai, talvez  da boca de seus próprios filhos, são diversas as escolas que bloqueiam o acesso às redes sociais em seus computadores, impossibilitando assim, que seus alunos acessem Facebook, Twitter e afins. Por trás da proibição há uma lógica dicotômica.

Acredita-se que as redes sociais tiram a atenção dos alunos e podem ser grandes “inimigas” dos professores, que ao darem suas aulas, se deparam com jovens hipnotizados pela magia do mundo cibernético e que se interessam mais pela dinâmica e pela linguagem do ciberespaço do que pela fala do professor. Há também medo por parte dos pais. A internet é um mundo livre, que possui informação fácil sobre tudo e todos, por isso, surge a insegurança: Como controlar o que as crianças vêem e lêem no ciberespaço?

Acesso sem limite e sem visão crítica aos conteúdos disponíveis na internet pode causar, segundo a visão de alguns adultos, desastres irreversíveis. Para alguns, se o aluno entrar em contato com conteúdos agressivos os resultados serão também agressivos: bullying, assassinatos, suicídios e seqüestros (visão um tanto quanto extremista e um pouco dramática). Mas se essa lógica é válida, seria justo dizer que o comportamento do aluno sempre se modelará em decorrência do conteúdo com o qual ele entra em contato e assim, ao ler um conto literário ou um texto sobre geografia-política (por exemplo), ele irá acumular conhecimento e apurar o olhar nessas áreas. Temos então, nesse segundo exemplo, a internet como aliada.

O mundo hoje é conectado por redes. Adultos, adolescentes e até mesmo crianças já dominam a linguagem do ciberespaço, já fazem de aparatos tecnológicos extensão de seus próprios corpos… Por isso, banir o uso de redes sociais na escola é negar a realidade e ir contra um novo modelo de aprendizado que se manifesta.

Se existe o medo, se pode haver distração é preciso que educadores, pais e outros tutores encontrem maneiras efetivas de tornar as redes sociais e a internet (com todos os seus perigos e encantos) grandes aliados da educação. Deve-se pensar, portanto, como usar Twitter ou Facebook (e as tantas outras redes que existem) para fins educativos e como educar o jovem para uma leitura crítica, que o permita ponderar e filtrar as informações que a ele são entregues pela mídia.  

Não dá mais para fugir, é preciso adaptar os modelos de ensino-aprendizagem a nova realidade que se encontra além dos muros da escola… E ao invés de ignorarem as novas mídias sociais, as escolas devem explorar o leque de oportunidades que elas oferecem à prática educativa.

Para quem se interessar, segue sugestão de leitura: The Future Of School Social Networks

O que uma aula precisa para ser inesquecível?

Uma aula não se faz apenas de ensinamentos didáticos, que devem ser decorados e depois, aplicados em uma folha branca, que aguarda respostas certas e objetivas; aliás, para que seja boa, uma aula deve passar longe disso.

Aulas pressupõem ensinamentos, se determinados temas exigem maior didática e objetividade, que assim seja, porém, mesmo nestes casos, não se deve esquecer que a sala de aula é um espaço de interação e de troca entre seres humanos! Por isso, uma aula, para ser boa, deve estimular a criatividade, despertar curiosidades, promover reflexões e não se limitar ao que  foi exposto na lousa, ou exigido na prova.

Muitas aulas terminam dentro das próprias salas de aula, outras, estendem-se para além do espaço da escola. Algumas aulas despertam reflexões, interesses e curiosidades que duram anos ou até mesmo uma vida inteira; ajudam a construir pensamento crítico e contribuem para o amadurecimento e para a construção do “eu”.

Aulas que conseguem extrair pensamentos e ideias novas , que despertam paixões e ódios, que envolvem e encantam são aulas que, sem sombra de dúvida, beneficiam professores e alunos. São essas aulas que levamos para a casa, que levamos para a vida e que se tornam parte de nós. Aprender com emoção pode, muitas vezes, ser fator chave para uma aula se tornar inesquecível.