Mobilização livre e lúdica celebra os 25 anos do ECA

Em julho de 2015 o ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente – completa 25 anos. Para comemorar a data diversas organizações da sociedade civil se uniram no movimento “Juntos pelo Brincar”, uma mobilização livre e lúdica que ocorrerá no dia 5 de julho no Largo da Batata, zona oeste de São Paulo, das 10 às 16 horas. O objetivo é transformar o Largo em um grande espaço para o livre brincar, destinado às crianças e suas famílias.

CARTAZ DIGITAL COM PROGRAMAÇÃO OKA mobilização “Juntos pelo Brincar” foi construída coletivamente com base em três eixos importantes garantidos pelo ECA: o direito ao brincar, fundamental no desenvolvimento da criança e do adolescente; o direito à convivência familiar e comunitária como forma de inserção no meio social para que eles interajam com o mundo de maneira saudável e segura; e o direito ao espaço público para encorajar as crianças e adolescentes a se reconhecerem como cidadãos e sujeitos de direitos.

Já estão programadas mais de 20 atividades como brincadeiras de rua, oficinas de bicicleta, contação de histórias, apresentações musicais, sarau e yoga para crianças. Há uma ficha de inscrição prévia, mas no dia o espaço estará aberto e livre para quem quiser levar suas próprias brincadeiras.

A iniciativa conta com o apoio da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de São Paulo e da Subprefeitura de Pinheiros. Os órgãos oferecerão as estruturas necessárias ao acolhimento das crianças e suas famílias, contribuindo para uma ocupação segura do espaço, onde todos possam exercer livremente o direito ao brincar, ao espaço público e à convivência comunitária.

A importância do ECA

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) foi o resultado de um intenso processo histórico de consenso e articulação da sociedade brasileira. O documento instituído pela Lei 8.069 no dia 13 de julho de 1990 foi inspirado pelas diretrizes fornecidas pela Constituição Federal de 1988 e passou a assegurar tratamento social e jurídico especial para crianças e adolescentes.

Mesmo considerando todas as garantias inscritas no ECA e na Constituição Federal, enfrentamos um momento de ameaça às conquistas realizadas. Diante do contexto atual entidades da sociedade civil decidiram apoiar esse evento que celebra a importância histórica dos 25 anos do ECA.

Serviço

Mobilização em celebração aos 25 anos do ECA

Local: Largo da Batata – São Paulo, SP.

Data: Domingo, 5 de julho de 2015.

Horário: das 10h às 16h

Inscrição de atividade: https://pt.surveymonkey.com/s/5S28ZGT

Mais informações: facebook.com/juntospelobrincar

Quem apoia: Casa do Brincar; Colégio Equipe; Educacuca; Fundação Maria Cecília Souto Vidigal – FMCSV; Instituto Alana; Instituto Aromeiazero; Instituto Equipe; Instituto Natura; Mapa da Infância Brasileira – MIB; Núcleo São Paulo da Rede Pikler Brasil; REBRINC – Rede Brasileira Infância e Consumo; RE Educação e Cultura; Respire Cultura; SampaPé!; UNICEF.

Alimentos orgânicos na merenda escolar

Entre os dias 10 e 13 de junho o Pavilhão da Bienal do Ibirapuera, em São Paulo, recebeu o 11º Fórum Internacional de Agricultura Orgânica e Sustentável, consolidado como o mais importante evento da América Latina para pensar o setor orgânico e agroecológico.

Com 122 expositores, o Fórum busca, além de mostrar em primeira mão o que o mercado oferece em termos de produtos e serviços, criar um espaço para debates que visam pensar o futuro dos orgânicos no Brasil e no mundo, com foco não apenas em tendências de mercado, mas também em políticas públicas, como é o caso da Lei 16.140/2015, sancionada em março deste ano pelo prefeito Fernando Haddad e que estabelece a priorização da compra de orgânicos na alimentação escolar do Município de São Paulo.

photoConsiderada um grande avanço não só para a área da saúde, mas também para a educação, economia e meio ambiente, a nova lei é resultado de um trabalho conjunto, articulado pela Plataforma de Apoio a Agricultura Orgânica, constituída por diversas organizações da Sociedade Civil, e abraçado pelo poder público, pelas cooperativas de agricultores familiares e por demais envolvidos e interessados no tema. O processo de regulamentação da lei, que tem prazo de 180 dias, deve ser concluído em meados de setembro.

A nova lei é de extrema importância, ao passo que impacta diretamente as crianças, contribuindo para seu desenvolvimento pleno e saudável. A qualidade da alimentação, como indica a própria Organização Mundial da Saúde (OMS), está intimamente relacionada ao aparecimento ou prevenção de doenças e, inclusive, ao desenvolvimento cognitivo e emocional. Crianças com dietas equilibradas e saudáveis saberão dar valor ao alimento, respeitarão a natureza e poderão reproduzir hábitos saudáveis às futuras gerações.

:. Sobre o debate

No dia 10/06/15, especialistas de diferentes áreas se reuniram no Pavilhão da Bienal para discutir os impactos diretos da agricultura orgânica na saúde, educação, meio ambiente e economia. Esta percepção holística do tema é fundamental, pois comprova a urgência em reavaliarmos os hábitos alimentares adotados (e naturalizados) por grande parcela da população e, mais do que isso, os impactos destes hábitos para as novas gerações.

Saúde

O que a criança está ingerindo para formar e desenvolver seu sistema nervoso central e imunológico’? Com essa pergunta, a nutricionista clínica Denise Carreiro evidenciou a importância da boa alimentação na infância. “Entre o 3º mês de gestação e os 18 meses, o cérebro está em plena formação e desenvolvimento, por isso, é tão importante que as crianças consumam comida de verdade”.

A diferença entre a ‘comida de verdade’ e a ‘comida industrializada’ foi o fio condutor da fala da especialista, que citou a ligação direta entre a má alimentação (e a consequente falta de nutrientes) e o surgimento de doenças crônicas não transmissíveis e, até mesmo, transtornos como hiperatividade e déficit de atenção: “Se dermos os nutrientes necessários às crianças, não haverá necessidade alguma de darmos ritalina ou antidepressivos a elas”.

A nutricionista enfatizou, porém, que esses nutrientes só podem ser encontrados de forma plena em alimentos orgânicos, que não tiveram qualquer contato com agrotóxicos ou demais químicos, e ela reconhece: “O brasileiro, antes de não comer orgânicos, não tem o hábito de comer frutas, verduras e legumes. Primeiro é preciso ensinar o brasileiro a comer comida de verdade e, depois, introduzi-lo aos orgânicos”.

O desafio é grande e precisa ser endereçado o quanto antes, já que dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam um aumento de 600% nos casos de doenças crônicas não transmissíveis no mundo, associadas à alimentação inadequada.  Frente a esses dados, a OMS alerta que os filhos deverão viver menos do que os seus pais – e com menor qualidade.

Educação

Para transformar esse cenário, a educação aparece como espaço promissor. A criança é indutora de transformações e, se desde cedo, for apresentada a novas possibilidades alimentares, teremos a chance de reverter a crise alimentícia que atinge não apenas o nosso país, mas o mundo.

Foi pensando neste potencial transformador da educação que o Instituto 5 elementos desenvolveu o projeto ‘Dedo Verde na Escola’, que teve aplicação piloto nas EMEIs Escola de Educação Infantil Dona Leopoldina e Ricardo Gonçalves, com financiamento de FEMA – Fundo Especial de Meio Ambiente de São Paulo. O projeto, coordenado pela pedagoga Mônica Pliz, consiste em implementar hortas orgânicas pedagógicas nas escolas e está sendo discutido pelo GT que trabalha na regulamentação da Lei 16.140/2015, para que chegue a toda rede municipal de ensino.

Mônica afirma que o projeto demanda mudança de postura, que começa no momento em que a comunidade escolar passa a enxergar o espaço da escola de forma diferente, entendo que ali pode e deve entrar mais vida. “Hoje as escolas reproduzem os espaços urbanos, são cinzas e duras, não acolhem as pessoas ou demais seres vivos. Mesmo nas escolas que têm parques, os alunos não podem brincar  na natureza, pois irão se sujar”.

Isso os distancia da natureza de uma forma total e absoluta e o potencial transformador da escola se perde. “As hortas orgânicas propiciam a aprendizagem sobre os ciclos da natureza e despertam na criança o respeito aos seres vivos; crianças que antes matavam insetos passam a entender que eles são essenciais para as hortas e, portanto, para o alimento que irão ingerir na hora do almoço”. Segundo Mônica, o Projeto Dedo Verde, que inclui também a construção de terrarios, composteiras e minhocarios, tem um impacto transformador, inclusive, nas relações interpessoais, que ficam mais amorosas, respeitosas e pacientes.

Meio ambiente

Dois produtores orgânicos também deram seus depoimentos. Fernando Ataliba, do Sitio Catavento, é militante do movimento orgânico e está nesse mercado há mais de 20 anos. Ele trouxe ao debate reflexões sobre os impactos da agricultura no meio ambiente e ressaltou que a agricultura tradicional, que funciona em grande escala, desmatando, usando grandes máquinas e utilizando insumos químicos, contribui para a alteração do ciclo das aguas, resultando, inclusive, em crises hídricas, tal qual vivenciamos atualmente. Na agricultura orgânica, o solo, por sua vez, é vivo, e as características são praticamente iguais as das florestas nativas: “A agricultura orgânica tem uma postura humilde frente à natureza, ela venera os mecanismos naturais e aprende com eles”.

Economia

Nelson Krupinski, da Cooperativa dos Trabalhadores Assentados da Região de Porto Alegre (COOTAP), que reúne aproximadamente 2mil famílias agricultoras, afirmou que o mercado orgânico é promissor e está crescendo. A COOTAP é a maior produtora brasileira de arroz orgânico do Brasil e fornecedora de produtos para alimentação escolar de várias cidades brasileiras. Em São Paulo, atende 20 prefeituras, inclusive, a capital. A ideia é que esse movimento se expanda e leis como a 16.140/2015 favorecem esse fortalecimento. Além de impactar diretamente a saúde das crianças da rede municipal de ensino, a lei impacta a geração de renda e manutenção do homem no campo.

Departamento de Alimentação Escolar e a compra de orgânicos

No dia 11 de junho, segundo dia de debate sobre o tema, o Departamento de Alimentação Escolar (DAE) expôs o trabalho que vem desenvolvendo junto à rede municipal de ensino, que contempla aproximadamente 1 milhão de crianças (O Ensino Médio não entra nesta conta, pois está sob gestão do Governo do Estado).

Danuta Chmielewska, assessora do DAE, contou aos presentes que produtos in natura já contemplam grande parte das compras realizadas pelo departamento e que, após a Lei nº 11.947, aprovada em 2009, as compras realizadas diretamente com agricultores orgânicos foi favorecida. A lei de 2009 estabelece que pelo menos 30% de todo o recurso do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para alimentação escolar deve destinar-se à compra direta de produtores da agricultura familiar.

Com isso, em 2012, o DAE realizou a primeira compra deste caráter e, desde então, vem articulando estratégias para tornar os pratos das crianças 100% orgânicos. Em 2012, 1% do FNDE destinou-se a compra direta da agricultura familiar e, em 2014, 17% dos recursos foi destinado para esse fim. Para 2015, a estimativa é que 28% dos recursos sejam direcionados à agricultura familiar. Um grande avanço que certamente crescerá com o apoio da legislação.

Para o DAE, porém, o alimento que chega a escola deve ir além do prato, entrando também nas discussões em sala de aula. Assim, já existem conversas para que as escolas reconheçam e valorizem o processo da agricultura familiar e incluam o tema em suas práticas pedagógicas.

Projeto independente registra novos modelos de educação em escolas do Brasil

O documentário “Quando sinto que já sei”, lançado em julho de 2014, registra práticas educacionais inovadoras que estão ocorrendo pelo Brasil. A obra reúne depoimentos de pais, alunos, educadores e profissionais de diversas áreas sobre a necessidade de mudanças no tradicional modelo de escola.

Projeto independente, o filme partiu de questionamentos em relação à escola convencional, colocando em foco a discussão de que valores importantes da formação humana estavam sendo deixados fora da sala de aula.

quando-sinto-que-ja-sei-tiao-rochaDurante dois anos, os realizadores do documentário visitaram iniciativas em oito cidades brasileiras, e comprovaram que diversas escolas já estão repensando suas práticas rumo a uma educação mais próxima da participação cidadã, da autonomia e da afetividade.

A etapa final do projeto foi financiada com a colaboração de 487 apoiadores pela plataforma de financiamento coletivo Catarse.

A Première de lançamento ocorreu no dia 29 de Julho de 2014 no Cine Livraria cultura em São Paulo ( veja as fotos aqui). A equipe do documentário “Quando sinto que já sei” está co-organizando mais de 150 exibições de lançamento do filme pelo Brasil e América Latina (veja lista das exibições aqui).

A realização de sessões de lançamento teve suas inscrições encerradas em 30 de Julho de 2014, porém, você pode realizar sua exibição onde e quando quiser, já que o vídeo está disponível no youtube (ver abaixo).

Para saber mais, visite o site oficial do projeto.

Assista ao documentário na íntegra:

Ilha do Mel ganha projeto com ‘pegada’ Educomunicativa

Se você ainda não conhece o Programa Cultura Viva – iniciativa do Ministério da Cultura – vale a pena conhecer!

O Programa, cuja essência encontra-se intimamente atrelada à lógica da educomunicação, busca identificar ‘pontos de cultura’ pelo Brasil a fim de valorizar e apoiar a ação cultural de grupos atuantes nas comunidades, reconhecendo o protagonismo dos cidadãos e cidadãs e ampliando o acesso aos meios de produção, circulação e fruição de bens e serviços culturais.

Entre 2004 e 2012, foram beneficiados 3.662 pontos de cultura em todo o país.

ilha-do-melO Ponto de Cultura que vamos destacar neste post fica na Ilha do Mel (PR). O Projeto ‘Cultura Viva da Ilha do Mel’ realiza ações para valorizar a cultura caiçara e divulgar produtos criados por moradores da Ilha.  

São realizadas oficinas de teatro, fotografia, música e, assim, a comunidade apodera-se do espaço e da cultura da ilha, fortalecendo seu protagonismo e construindo novas práticas culturais.

No mês passado, por exemplo, Paranaguá (Município onde está localizada a Ilha) recebeu a exposição fotográfica “Pelo olhar da Ilha do Mel”, resultado de oficinas realizadas com crianças e adolescentes da região.

“Usamos a metodologia da educomunicação, que mistura educação, comunicação e cultura. Realizamos práticas fotográficas com câmeras digitais e também com câmeras artesanais, produzidas por eles mesmos, com latas”, afirma Adriana Marques Canha, coordenadora do projeto.

Veja abaixo as diferentes vertentes da iniciativa e entenda como são articuladas as atividades.

Valorização da identidade cultural – de forma construtiva, orientadores refletem com os moradores sobre o meio-ambiente e sua história. Os artistas locais têm novas possibilidades para articular e transmitir seus processos criativos. Valorizar a identidade cultural por meio da linguagem artística é uma forma de resgatar raízes muitas vezes esquecidas.

Potencialização das expressões culturais – o teatro e as artes visuais são usados para estimular a linguagem artística na comunidade. Os espetáculos teatrais materializam eventos históricos e a riqueza folclórica, trazendo para o presente a memória que pode ser vista, ouvida e tocada. Agentes multiplicadores locais também estimulam a prática artística e pedagógica, pela liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, a arte e seus saberes.

Difusão cultural – a partir de oficinas de inclusão digital, audiovisual, fotografia e comunicação popular — jornalismo comunitário e rádio –, a comunidade aprende a usar equipamentos multimídia para realizar seus produtos culturais e registrar seu conhecimento tradicional. Pode assim difundir tudo através da internet e de outros meios de comunicação, além de arquivar tudo o que foi produzido.

Para saber mais, visite culturailhadomel.wordpress.com

Let’s speak english?

O mundo encolheu. Hoje, recebemos notícias em tempo real de países que estão a milhares de quilômetros do nosso. Num piscar de olhos, conseguimos chegar a lugares distantes. O intercâmbio virou uma experiência acessível e bastante comum.

Temos amigos ao redor do globo, ouvimos músicas em diferentes línguas, estamos, a todo momento, em contato com outras culturas e descobrimos que, não importa aonde, o ser humano tem a mesma essência e, por isso, consegue se comunicar por gestos e pelo olhar. Mas, para facilitar ainda mais essa integração global, foi necessário definir um idioma universal e, definiu-se, então, o inglês (por questões políticas e econômicas).

Falar inglês é falar a língua global. É ter portas abertas para qualquer oportunidade que apareça em seu caminho, é se abrir para o mundo.

learn-englishNão podemos ignorar a importância de aprender o idioma e, por isso, o papo de hoje é com Karen Sturk, uma blogueira que entendeu a necessidade de aprender a língua e criou ferramentas para facilitar o aprendizado daqueles que ainda ‘travam’ quando o assunto é em inglês.

Karen teve a oportunidade de aprender o idioma desde cedo. Aos 18 anos, já havia terminado o curso e alcançado a fluência. Assim, foi dar aulas como voluntária a crianças e adolescentes.

Durante a faculdade de Administração e o início da carreira profissional, muitas pessoas pediam dicas sobre como estudar Inglês, pois não conseguiam “evoluir” nos cursos. Essa demanda constante a fez criar, em 2008, o blog “Quero Aprender Inglês”, com dicas para quem tem interesse em aprender o idioma.

O projeto idealizado por Karen é baseado em conteúdo de autoajuda e aborda temas que circundam o universo daqueles que têm vontade de aprender, mas ainda possuem barreiras. No blog, Karen fala sobre organização, dedicação, medo e disciplina.

“Percebi que existiam muitos blogs e sites com dicas de gramática e vocabulário, porém, o que as pessoas mais sentem dificuldade é com o dia-a-dia: como se dedicar, como perder o medo, como não se influenciar pela preguiça”, afirma a blogueira.

Neste ano, Karen iniciou faculdade online de Letras para se aprofundar no tema da Educação e conseguir ajudar seus leitores de maneira mais efetiva: “O pouco que eu puder ajudar as pessoas a aprenderem inglês já será muito bom para elevar o nível de conhecimento delas e aumentar suas chances de conquistar melhores oportunidades no mercado de trabalho”.

Para saber mais e conferir as dicas da Karen, visite a fanpage do projeto no Facebook.

Social learning: uma nova forma de aprender!

Já conhece o Brainly.com.br? A ferramenta, que está presente em 30 países, foi lançada no Brasil no final de 2012 e tem como objetivo reunir em um mesmo espaço alunos do ensino fundamental, médio e superior permitindo troca de conhecimento e ajuda mútua.

Além de possibilitar o aprendizado, a plataforma permite ao jovem conhecer novas pessoas e fazer amizades com alunos de todo o país. Neste sentido, a ferramenta se encaixa na categoria de ‘social learning’, uma vez que utiliza tecnologias presentes nas redes sociais para potencializar o aprendizado e a aquisição de conhecimento contínuos. Brainly

Como funciona?

A plataforma é gratuita. O primeiro passo consiste em realizar um cadastro no site (uma vez cadastrado, você passa a integrar a rede). Como membro, você lançará dúvidas (aguardando respostas de outros participantes) e ajudará outras pessoas nas áreas que domina.  

Posso confiar nas respostas que recebo?

A qualidade das respostas é assegurada por moderadores voluntários (pais, professores ativos e aposentados, estudantes e alunos que se destacaram no portal). Conteúdos incorretos são reportados pelos usuários aos moderadores, que rapidamente verificam as respostas colocadas.

Para engajar e motivar os participantes, o Brainly conta com um sistema de gamificação (ranking, pontuação, etc). Para ganhar pontos, por exemplo, é necessário ajudar os demais membros a esclarecerem dúvidas. A estratégia de gamificação garante dinamismo à ferramenta e potencializa o envolvimento dos participantes.

GOSTOU? FAÇA PARTE!  –> http://brainly.com.br/

Experimentar o mundo! Um belo começo para transformá-lo.

Podemos (e devemos) ser sujeitos das mudanças que queremos ver no mundo. Acredito no líder Mahatma Gandhi, quando ele diz: “De modo suave, você pode sacudir o mundo.”

Geralmente, uso este espaço para divulgar iniciativas que me atraem e que têm a ver com aprendizados que estão ‘além dos muros da escola’. Hoje não será diferente. Falarei de empoderamento social, assunto indivisível à Educomunicação.

Existem muitas maneiras de compreender o mundo. O estudo formal é uma delas. Por meio dos livros, adquirimos embasamento intelectual para entender o contexto em que estamos inseridos e nos tornamos sujeitos críticos e questionadores – não mais alheios ao que nos cerca.

Porém, há outras maneiras de adquirir essa compreensão; maneiras que estão além dos livros, além das falas de professores, além (muito além!) de provas e trabalhos de conclusão de curso.

Aprender com a ‘escola da vida’, por exemplo, é uma forma extremamente rica de experimentar e discutir o mundo.

É claro que apoio o estudo formal e acredito que ele seja essencial para a construção de todo e qualquer ser humano, mas, “se jogar” na escola da vida me parece tão essencial quanto a formalidade das salas de aula.

Vou pegar como exemplo para essa discussão o tema da desigualdade social (e em breve vocês compreenderão o motivo).

Quantas vezes não discutimos a pobreza do mundo? A desigualdade que paira sobre a humanidade (principalmente nos grandes centros). Quantas vezes não ficamos indignados com números que indicam enormes grupos de pessoas sem um teto para viver. Quantas provas, quantos telejornais, quantos livros já não discutiram a relação entre desenvolvimento econômico e desigualdade social?

Há muitos estudos e teorias sobre o tema, mas não precisamos de livros ou telejornais: a verdade nos passa aos olhos todos os dias; no caminho para o trabalho, na ida à padaria, num passeio durante o final de semana. Há muitas pessoas morando nas ruas! A desigualdade vem à tona. É cruel. É triste. É injusta. É, por fim, realidade.

Grupo que entregou amor por SP na última quarta-feira, 23 de julho.

Grupo que entregou amor por SP na última quarta-feira, 23 de julho de 2014.

Trata-se de uma questão social relevante ao nosso país, um dos mais desiguais do globo. O problema passa por questões políticas e econômicas, é herança de um planejamento de país deficiente.

Assim, nem tudo está sob nosso controle, mas há maneiras de colaborar para o aprimoramento do contexto: uma é por meio de nossas escolhas políticas (o voto), outra é por meio da sociedade civil organizada, que pressiona os governantes e age dentro de sua alçada.

O importante é não aceitar o inaceitável; não fechar os olhos para problemas graves, como é o caso da desigualdade social.

No Brasil (e em tantos outros lugares do mundo) existe uma verdade dolorida. Enquanto uns esbanjam, outros não possuem quase nada. É o caso dos tantos moradores que habitam as ruas das mais diversas cidades brasileiras. A desigualdade está logo ali, está aqui, está por toda parte! E isso é inaceitável.

É inaceitável um ser humano viver sem casa, sem comida, sem carinho, sem apoio e atenção. É de despedaçar almas e corações. São muitas ausências.

Alguns argumentam, porém, que existem os tais albergues – que possibilitam aos moradores banho e comida. Mas não me parece suficiente. O ideal seria que essas pessoas não estivessem nas ruas, que não precisássemos, sequer, debater o tema. Mas, infelizmente, o problema existe e não pode ser ignorado.

Pessoas que possuem o céu como teto são muitas. As iniciativas públicas, por sua vez, são poucas e não contemplam a integração dos moradores de rua à sociedade. Mas, não precisamos recorrer ao universo político para ficarmos entristecidos: muitos daqueles que cruzam diariamente com esses moradores não são capazes de, simplesmente, lhes oferecer um sorriso.

Falta respeito. Falta reconhecimento. Falta amor. Falta percepção sobre o mundo!

Os desafios que enfrentamos são enormes (e inúmeros!) . Se, enquanto sociedade civil, não podemos provocar mudanças estruturais, podemos empreender ações que contribuam para melhorar a qualidade de vida destes tantos moradores de rua.

Vou dar um exemplo de uma ação que conheci nesta semana e que me inspirou a escrever este texto.

Em São Paulo, imensa metrópole que habito, existe a iniciativa Entrega por SP. São jovens que recebem doações (roupas, comida, itens de higiene) e se organizam para entregar os kits aos moradores das ruas da cidade. Porém, é importante dizer que eles não fazem uma mera entrega de cobertores e pastas de dente. Eles entregam algo maior. BEM MAIOR.!

Um kit jamais será entregue sem que se saiba o nome da pessoa, sem que se conheça, mesmo que brevemente, a sua história de vida. Chamar pelo nome, olhar nos olhos, abraçar e beijar: entregas que todos nós precisamos.

ELES ENTREGAM AMOR.

É algo suave, capaz de provocar transformações importantes, capaz de tornar o mundo um lugar mais bonito.

Uma verdadeira ‘escola da vida’, que possibilita trocas enriquecedoras. Um ensinamento que está além dos tantos livros que discorrem sobre as desigualdade e injustiças que existem em nosso planeta. Uma experiência que provoca reflexões inevitáveis, que proporciona um autoconhecimento e um reconhecimento do outro sem igual.

Experimentar o mundo! Um belo começo para transformá-lo naquilo que acreditamos ser  justo e ideal.

A nova realidade em sala de aula

Sim, há uma nova realidade e todos sabemos. Aulas não são mais baseadas em longas falas, giz e lousa ou, pelo menos, essa não é mais a dinâmica que domina as salas de aulas ao redor do globo. Hoje, principalmente em decorrência do imenso avanço tecnológico, vemos um novo comportamento dos alunos, que já nascem familiarizados com o ambiente digital e apresentam maneiras muito particulares de aprendizagem.

Os professores, por sua vez, devem entender como lidar com o perfil desta nova geração de alunos; devem estudar como eles captam as mensagens, como absorvem conteúdos e como se relacionam tanto em sala de aula, como fora dela. Tendo em mãos esse “mapa” do estudante, torna-se mais fácil construir um diálogo efetivo entre os jovens e seus professores.

Abaixo disponibilizamos um infográfico que traça o perfil predominante dos alunos pertencentes à geração digital. A pesquisa foi realizada pela Columbia University e a imagem é de autoria da agência JESS3.

A análise da pesquisa é interessante e necessária, uma vez que destaca informações relevantes, capazes de contribuir para a construção de aulas mais envolventes e eficazes.

Dados levantados na pesquisa:

  • O professor, geralmente, fala de 100 a 200 palavras por minuto; os alunos escutam apenas 50 a 100 palavras (A METADE!);
  • Alunos se mantêm atentos apenas 40% do tempo total da aula;
  • Estudantes retêm aproximadamente 70% do que eles escutam nos primeiros 10 minutos de aula e somente 20% do que é dito nos últimos 10 minutos (!!);
  • Usar imagens que ilustrem as falas ajuda a aumentar atenção dos alunos em até 38%.

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A responsabilidade com o mundo

‘A moral dominante desumaniza a natureza e desnaturaliza o homem”

Cristiane Yuka

Ontem tive o privilégio de assistir uma aula inesquecível. Uma aula daquelas que mexem com a gente e fazem a diferença. O tema era ‘Ética e Sustentabilidade’ e, confesso, não consegui segurar as lágrimas. A professora propôs reflexões que já fazem parte da minha vida, mas pensar junto é sempre gratificante, ainda mais quando a oradora é sensível e consegue passar verdade e emoção em suas palavras.

“Ética” e “sustentabilidade”, palavras que escutamos com frequência. Mas, sabemos o real significado de ser “ético” e “sustentável”? Agimos de acordo com esses dois ideais?

É difícil ser integralmente ético: quem nunca colou na escola ou furou o sinal vermelho numa madrugada qualquer? Sim, essas são atitudes que vão contra uma postura considerada ética. E, se falamos em ‘ética’, falamos em integridade e responsabilidade. Responsabilidade com você, com o mundo, com o próximo. Falamos de valores.

Colar parece muito natural; quem nunca? Mas, trata-se de uma mentira que você conta a si próprio e, assim, coloca em questionamento a sua integridade.  O mesmo raciocínio vale para queles que furam o sinal vermelho, ao fazê-lo, você coloca em risco a sua vida e a vida do próximo. São atitudes que parecem pequenas, mas que já possibilitam uma primeira discussão sobre ética e também sobre sustentabilidade, uma vez que a ideia central desta última é a preservação da vida. Temos que agir de modo a preservar e cuidar da nossa morada, mas, dentro da nossa arrogância, acabamos desnaturalizados, separados da nossa essência e raiz, que é a natureza e, desta forma, perdemos a consciência de que devemos cuidá-la e amá-la.

Sustentabilidade e Ética

A ética baseia-se em valores e difere-se da moral no sentido em que está última está calcada em normas. Ambas são necessárias para uma vida em sociedade, mas a ética destaca-se, já que é genuína à pessoa, que, se for íntegra, não precisará de normas para guiá-la; agirá de acordo com seus valores, que devem ser baseados no olhar ao próximo e ao mundo, sempre de forma a beneficiá-los. Ou seja, valores que priorizem a sustentabilidade da vida.

Ética é uma construção, aprende-se dentro da comunidade em que se está inserido, aprende-se dentro de casa, na escola, na mídia. Aprende-se a partir das relações estabelecidas e, neste momento, podemos pensar no tamanho comprometimento que existe quando decidimos colocar uma pessoa no mundo.

Os adultos, a partir do momento em que decidem ter um filho, devem estar cientes de que estabelecem uma enorme responsabilidade com o mundo, visto que devem educar esse filho para servir a comunidade da qual fazem parte, de modo a desenvolvê-la de forma justa e sustentável. Esse é o maior sucesso que os pais podem alcançar: tornar seus filhos pessoas éticas e responsáveis. Mas, para que isso seja possível, existe um trabalho delicado (e árduo).

A construção de valores é diária, e vem de exemplos, de experiências, de conversas, de interações. Pais que não são responsáveis ou éticos, dificilmente conseguirão criar filhos com sentido de comunidade e compreensão holística sobre o mundo e a importância de sua preservação.

A construção de valores está nos detalhes. E já que estamos próximos do dia das crianças, usarei a data como exemplo.

Sábado, shoppings lotados. Pais levam seus filhos para escolher o brinquedo ‘mais bacana’. Soltam as crianças dentro daquelas lojas megalomaníacas, repletas de cores, sons e cheiros que induzem única e exclusivamente ao consumo. O filho escolhe o que quer, os pais compram. Chegando em casa, a criança, animada com o presente, brinca uma, duas, três, cinco vezes. Depois coloca a geringonça de canto e já pede o próximo e, assim, constrói-se um comportamento de consumo desenfreado. Qual valor foi criado neste contexto? O valor do consumo e todas as suas implicações, por exemplo: ansiedade, desejo e insatisfação.

Bom, mas não podemos negar a data, certo? Ela existe, foi imposta pela lógica de mercado e reforçada pela mídia. Contudo,  há outras formas de vivenciar o dia das crianças. Ao invés de dar um brinquedo, construa uma experiência. Faça um brinquedo junto com seu filho, pinte um quadro, leve ele a um parque ou museu, crie uma experiência compartilhada que, além de estreitar os laços entre pais e filhos, ficará marcada na vida da criança e poderá modificá-la, de modo a construir valores que levarão a uma postura ética e sustentável.

Uma experiência, como pintar um quadro ou construir um brinquedo em conjunto, criará o senso de comunidade, de compartilhamento, valorização da arte e de pequenos prazeres da vida, que podem ser simples, porém grandiosos. Um passeio no parque, por exemplo, pode contribuir para que a criança desenvolva o seu entendimento sobre a natureza e se aproxime dela. Enfim, são escolhas. E essas escolhas, feita pelos pais, terão grande influencia nas escolhas e na postura que os filhos tomarão na vida adulta.

Por isso, ao colocar um ser humano no mundo, pense cuidadosamente em suas escolhas e exemplos, pois eles irão influenciar a construção de valores (a construção ética) de seus filhos e, dependendo dessa construção, o mundo será beneficiado ou prejudicado.

Internet para crianças: quais os limites?

Começo esse texto recuperando uma cena que vivenciei há pouco tempo. Estava eu em uma sala de espera e, enquanto uma mãe era atendida, sua filha aguardava ao meu lado. A menina, que deveria ter por volta de 8 anos, estava completamente deslumbrada, manejando de forma bastante confortável um Iphone.

Não sei se aquele Iphone tinha ou não internet, não sei se a mãe fiscalizava quais eram os aplicativos utilizados pela menina, não sei quais eram as restrições impostas pelos pais para que aquela criança pudesse ter esse mini computador nas mãos.

Mesmo sem ter acesso a todos esses detalhes, pensei: “que mãe mais displicente! Eu jamais deixaria minha filha de 8 anos sozinha, com uma geringonça dessas nas mãos, afinal, não sei o que ela poderá acessar ou com quem poderá se comunicar”. Por um segundo, me senti careta e fiquei com medo de me tornar uma daquelas mães neuróticas.

Depois de ter presenciado a cena da criança com o computador/Iphone nas mãos e  de ter me passado tal reflexão pela cabeça, resolvi pesquisar o assunto e encontrei materiais bastante interessantes, que se preocupam em garantir o uso seguro da internet por crianças, pré-adolescentes e adolescentes.

Criança e internet: orientação dos pais e educadores é fundamental para garantir uso seguro e responsável

Criança e internet: orientação dos pais e educadores é fundamental para garantir uso seguro e responsável

Não é possível privar crianças e adolescentes do uso de computadores. Claro que podemos (e devemos), como pais e educadores, garantir que a infância seja vivida plenamente, e que as descobertas aconteçam no mundo real, sendo o virtual apenas uma ferramenta a mais para complementar o desenvolvimento cognitivo dos jovens.

Dentro do contexto atual em que vivemos, a interação com a tecnologia é inevitável e tal fato não deve ser preocupante, muito pelo contrário, pode trazer grandes benefícios às crianças, porém, é essencial que a interação com a tecnologia seja guiada por adultos, que possam acompanhar o uso que as crianças fazem da tecnologia, colocando os devidos limites.

Sim, limites. Sabemos que a internet está repleta dos mais diversos tipos de conteúdo. Muitos podem ser inapropriados para uma criança de 8 anos. Além disso, sabemos que existem diversas pessoas que fazem uso da internet com intuito de prejudicar aquele que está do outro lado da tela. É preciso estar atento, afinal, nunca saberemos qual a real identidade da pessoa com quem falamos. É fundamental ter criticidade para fazer uso correto e seguro da internet.

Por isso é importante termos muito cuidado com nossas crianças. Elas não apresentam maturidade suficiente para compreender a dinâmica do ambiente online e precisam ser educadas para que desenvolvam um olhar atento e cuidadoso, devem ser orientadas, portanto, para que se tornem usuárias digitais responsáveis.

Pensando em garantir e incentivar a segurança das crianças no ciberespaço e a fim de educá-las para que sejam internautas responsáveis, diversas iniciativas foram lançadas. Conheça algumas, que podem ser usadas tanto por educadores, em sala de aula, como por pais, que buscam orientação para lidar com o desafio de educar os filhos para um uso correto e seguro da internet.

* Cartilhas do Movimento Criança Mais Segura:

Guia para o uso responsável da internet 

Internet segura e divertida: para crianças de 2 a 8 anos