Será que o seu filho quer ter a vida exposta nas redes sociais?

Crianças são encantadoras, isso ninguém pode negar. Para os pais, então, cada sorriso e nova palavra dita tornam-se motivo de registros, lágrimas, emoções. Nada mais justo. E este encantamento é fundamental, pois indica interesse, entrega, amor. Contudo, na era das redes sociais, é importante estar atento. Será necessário compartilhar com toda a sua rede cada movimento, novo aprendizado e sorriso de seu filho?

Hoje, na timeline do Facebook, não é raro encontrarmos fotos e vídeos de momentos íntimos da vida de uma criança. Pais reportam desde o nascimento do filho até as refeições, brincadeiras, idas à escola, passeios aos finais de semana. A pergunta é: existe limite para essa exposição? A realidade é que existem muitas respostas, mas hoje pensaremos sobre a intimidade e sobre o respeito à individualidade da criança.

exposicao-criança-internetSerá que ela gostaria de ter seus momentos íntimos expostos na rede? Será que compartilhar cada passo e novo aprendizado de seu filho não evoca determinados riscos? Será que não seria interessante manter a privacidade e, quando lhe couber, a própria criança fará a escolha de ter sua vida exposta ou não?

Conversando sobre isso com uma amiga, que é mãe de uma menina de 2 anos, ela me disse: “Minha filha é tão linda que tenho vontade de mostrar ao mundo cada sorriso e novo passo que ela dá! Mas não o faço, pois não sei se ela gostaria de ter sua imagem e sua intimidade expostas”.  Essa fala faz todo o sentido. A mãe está respeitando a individualidade da filha.

Quais as razões para exibirmos a vida de nossos filhos da rede? Por que queremos que todos vejam como estamos os educando, quais as novas palavras que aprenderam ou qual o novo brinquedo que ganharam? É importante que façamos este autoquestionamento antes de sairmos postando fotos atrás de fotos, vídeos atrás de vídeos. A intimidade de outra pessoa está em jogo. E isso é muito delicado, merece atenção e cuidado.

As redes sociais deram um novo ritmo às relações humanas. O que antes era compartilhado apenas com familiares e amigos íntimos, hoje é jogado na rede para todos verem, em tempo real. É preciso estar atento e tomar os devidos cuidados, pois não sabemos até onde a imagem de nosso filho pode chegar, ou que podem fazer com ela. A internet está organizada sob a lógica da rede, os conteúdos postados podem ser copiados, alterados, viralizados, as vezes para o bem e outras, para o mal.

Amar também é respeitar a individualidade daquele que amamos. Talvez o mais indicado seja esperar, até que a criança possa escolher, com autonomia, se deseja ou não ter a sua vida narrada em uma página de Facebook.

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Como divulgar a sua escola nas redes sociais?

midias-sociais-escolaA escola do seu filho está presente nas mídias sociais? Pois é. Muitas escolas já estão fazendo uso dessas novas mídias para entrar em contato com seus diferentes públicos: alunos, pais, professores, fornecedores, entre outros.

É fundamental que a instituição mantenha um diálogo constante e transparente com todos aqueles que fazem parte de sua comunidade e, nesse sentido, as mídias sociais mostram-se como um canal de comunicação estratégico, capaz de trazer bons frutos se administradas com responsabilidade e profissionalismo.

Além disso, as mídias sociais também podem ser utilizadas como espaços para a promoção de discussões ligadas à educação; servir, por exemplo, como fórum de debates que envolvam todos os públicos da escola.

O blog WPensar, nosso parceiro, propôs uma discussão sobre o tema. Para ter acesso ao conteúdo completo, clique aqui.

Entre o Global e o Local

global-cultureVivemos em um mundo marcado pelo advento da globalização e pela, quase hegemônica, cultura da internet. Hoje podemos nos sentir próximos mesmo àqueles que estão a quilômetros de distância de nosso dia a dia.

É possível encontrar semelhanças entre um americano que vive em Manhattan, um peruano que mora em Cuzco e um brasileiro natural de Salvador.

Se a globalização pode ser entendida como processos atuantes em escala global, existem meios que tornam possível essa atuação e são esses meios que integram comunidades que tinham tudo para ser completamente distantes, mas não são.

Sob o meu ver, são três os principais meios que tornam possível essa aproximação entre lugares geograficamente afastados; são eles: a internet, o sistema midiático hegemônico e as grandes marcas.

As representações e discursos midiáticos, assim como a internet, nos colocam perto do que nos parece, num primeiro momento, inatingível. Isso afeta, diretamente, determinadas experiências contemporâneas, como por exemplo, a do turista. A surpresa com o novo já não é mais tão grande: antes de irmos ao destino escolhido, já conhecemos tudo sobre ele, já sentimos, até mesmo, o sabor de seu prato típico.

Outro fator que aproxima comunidades espalhadas pelo globo é o discurso das grandes marcas globais. Ao andarmos nas ruas ou ligarmos a TV e o rádio, (e podem ser ruas, Tvs e rádios tanto de Nova Iorque como de Lima) nos deparamos com os discursos difundidos pelas grandes grifes, que se dirigem diretamente a nós, consumidores.

global-brandsO posicionamento de marcas como Adidas, Nike, Apple (entre outras) possui um impacto global extremamente significativo. O que essas marcas vendem está além de roupas ou eletro-eletrônicos, elas vendem comportamentos, ideologias, estilo de vida.

Quem compra essas marcas identifica-se, de alguma forma, com o discurso apresentado e, portanto, pessoas de diferentes partes do mundo (e muitas vezes pertencentes a culturas extremamente distintas) se aproximam no momento em que assumem o papel de consumidoras.

A conexão entre diferentes partes do globo já é uma realidade indiscutível e, com o surgimento de novas tecnologias, a tendência é que o mundo se torne cada vez menor.

Hoje, escutamos música inglesa, assistimos a filmes iranianos, comemos comida tailandesa, dançamos música americana: tudo isso sem sairmos de nosso país de origem, sem sairmos de nossa casa, ou de nosso próprio quarto. Ao ligarmos a TV ou acessarmos a internet temos serviços que nos oferecem “cultura delivery”.

Estamos, a todo o momento, em contato com culturas diversas; vivemos, de fato, em uma realidade marcada por uma permuta cultural cotidiana e, dentro desse cenário, as noções entre global e local misturam-se, criando, como já disse o estudioso argentino Nestor Canclini, “culturas híbridas“, tão típicas de nosso tempo.

Let’s speak english?

O mundo encolheu. Hoje, recebemos notícias em tempo real de países que estão a milhares de quilômetros do nosso. Num piscar de olhos, conseguimos chegar a lugares distantes. O intercâmbio virou uma experiência acessível e bastante comum.

Temos amigos ao redor do globo, ouvimos músicas em diferentes línguas, estamos, a todo momento, em contato com outras culturas e descobrimos que, não importa aonde, o ser humano tem a mesma essência e, por isso, consegue se comunicar por gestos e pelo olhar. Mas, para facilitar ainda mais essa integração global, foi necessário definir um idioma universal e, definiu-se, então, o inglês (por questões políticas e econômicas).

Falar inglês é falar a língua global. É ter portas abertas para qualquer oportunidade que apareça em seu caminho, é se abrir para o mundo.

learn-englishNão podemos ignorar a importância de aprender o idioma e, por isso, o papo de hoje é com Karen Sturk, uma blogueira que entendeu a necessidade de aprender a língua e criou ferramentas para facilitar o aprendizado daqueles que ainda ‘travam’ quando o assunto é em inglês.

Karen teve a oportunidade de aprender o idioma desde cedo. Aos 18 anos, já havia terminado o curso e alcançado a fluência. Assim, foi dar aulas como voluntária a crianças e adolescentes.

Durante a faculdade de Administração e o início da carreira profissional, muitas pessoas pediam dicas sobre como estudar Inglês, pois não conseguiam “evoluir” nos cursos. Essa demanda constante a fez criar, em 2008, o blog “Quero Aprender Inglês”, com dicas para quem tem interesse em aprender o idioma.

O projeto idealizado por Karen é baseado em conteúdo de autoajuda e aborda temas que circundam o universo daqueles que têm vontade de aprender, mas ainda possuem barreiras. No blog, Karen fala sobre organização, dedicação, medo e disciplina.

“Percebi que existiam muitos blogs e sites com dicas de gramática e vocabulário, porém, o que as pessoas mais sentem dificuldade é com o dia-a-dia: como se dedicar, como perder o medo, como não se influenciar pela preguiça”, afirma a blogueira.

Neste ano, Karen iniciou faculdade online de Letras para se aprofundar no tema da Educação e conseguir ajudar seus leitores de maneira mais efetiva: “O pouco que eu puder ajudar as pessoas a aprenderem inglês já será muito bom para elevar o nível de conhecimento delas e aumentar suas chances de conquistar melhores oportunidades no mercado de trabalho”.

Para saber mais e conferir as dicas da Karen, visite a fanpage do projeto no Facebook.

Social learning: uma nova forma de aprender!

Já conhece o Brainly.com.br? A ferramenta, que está presente em 30 países, foi lançada no Brasil no final de 2012 e tem como objetivo reunir em um mesmo espaço alunos do ensino fundamental, médio e superior permitindo troca de conhecimento e ajuda mútua.

Além de possibilitar o aprendizado, a plataforma permite ao jovem conhecer novas pessoas e fazer amizades com alunos de todo o país. Neste sentido, a ferramenta se encaixa na categoria de ‘social learning’, uma vez que utiliza tecnologias presentes nas redes sociais para potencializar o aprendizado e a aquisição de conhecimento contínuos. Brainly

Como funciona?

A plataforma é gratuita. O primeiro passo consiste em realizar um cadastro no site (uma vez cadastrado, você passa a integrar a rede). Como membro, você lançará dúvidas (aguardando respostas de outros participantes) e ajudará outras pessoas nas áreas que domina.  

Posso confiar nas respostas que recebo?

A qualidade das respostas é assegurada por moderadores voluntários (pais, professores ativos e aposentados, estudantes e alunos que se destacaram no portal). Conteúdos incorretos são reportados pelos usuários aos moderadores, que rapidamente verificam as respostas colocadas.

Para engajar e motivar os participantes, o Brainly conta com um sistema de gamificação (ranking, pontuação, etc). Para ganhar pontos, por exemplo, é necessário ajudar os demais membros a esclarecerem dúvidas. A estratégia de gamificação garante dinamismo à ferramenta e potencializa o envolvimento dos participantes.

GOSTOU? FAÇA PARTE!  –> http://brainly.com.br/

Educomunicação no prêmio TOPBLOG 2013

Estamos, pela segunda vez, participando do Prêmio TOP BLOG.

Top Blog Brasil 2013 está em sua 5ª edição e apresenta como tema ‘Democracia Digital’.

Blogs das mais diversas áreas podem se inscrever; ao todo são 25 categorias: arte e cultura, literatura, música, saúde, educação, entre outras.

A categoria Educação – na qual este blog está inscrito – ”é destinada a blogs com informações e notícias sobre educação, além de vídeos e eventos relacionados ao tema”.

A votação está aberta ao grande público. Cada pessoa pode votar duas vezes no mesmo blog: com uma conta de e-mail válida e através do Facebook. Vale lembrar que, se votar pelo e-mail, você receberá um link e deverá confirmar o voto.

Para votar no nosso blog, clique aqui ou no banner do prêmio, localizado na barra lateral direita desta página.

Se você é leitor e gosta do nosso conteúdo, contamos com o seu apoio! 0/

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Prêmio Top Blog é um sistema interativo de incentivo cultural destinado a reconhecer e premiar, mediante votação popular (júri popular) e acadêmica (júri acadêmico), os blogs brasileiros mais populares que possuam a maior parte de seu conteúdo focado para o público brasileiro, com melhor apresentação técnica específica a cada grupo (Pessoal e Profissional ) e suas respectivas categorias.

Internet para crianças: quais os limites?

Começo esse texto recuperando uma cena que vivenciei há pouco tempo. Estava eu em uma sala de espera e, enquanto uma mãe era atendida, sua filha aguardava ao meu lado. A menina, que deveria ter por volta de 8 anos, estava completamente deslumbrada, manejando de forma bastante confortável um Iphone.

Não sei se aquele Iphone tinha ou não internet, não sei se a mãe fiscalizava quais eram os aplicativos utilizados pela menina, não sei quais eram as restrições impostas pelos pais para que aquela criança pudesse ter esse mini computador nas mãos.

Mesmo sem ter acesso a todos esses detalhes, pensei: “que mãe mais displicente! Eu jamais deixaria minha filha de 8 anos sozinha, com uma geringonça dessas nas mãos, afinal, não sei o que ela poderá acessar ou com quem poderá se comunicar”. Por um segundo, me senti careta e fiquei com medo de me tornar uma daquelas mães neuróticas.

Depois de ter presenciado a cena da criança com o computador/Iphone nas mãos e  de ter me passado tal reflexão pela cabeça, resolvi pesquisar o assunto e encontrei materiais bastante interessantes, que se preocupam em garantir o uso seguro da internet por crianças, pré-adolescentes e adolescentes.

Criança e internet: orientação dos pais e educadores é fundamental para garantir uso seguro e responsável

Criança e internet: orientação dos pais e educadores é fundamental para garantir uso seguro e responsável

Não é possível privar crianças e adolescentes do uso de computadores. Claro que podemos (e devemos), como pais e educadores, garantir que a infância seja vivida plenamente, e que as descobertas aconteçam no mundo real, sendo o virtual apenas uma ferramenta a mais para complementar o desenvolvimento cognitivo dos jovens.

Dentro do contexto atual em que vivemos, a interação com a tecnologia é inevitável e tal fato não deve ser preocupante, muito pelo contrário, pode trazer grandes benefícios às crianças, porém, é essencial que a interação com a tecnologia seja guiada por adultos, que possam acompanhar o uso que as crianças fazem da tecnologia, colocando os devidos limites.

Sim, limites. Sabemos que a internet está repleta dos mais diversos tipos de conteúdo. Muitos podem ser inapropriados para uma criança de 8 anos. Além disso, sabemos que existem diversas pessoas que fazem uso da internet com intuito de prejudicar aquele que está do outro lado da tela. É preciso estar atento, afinal, nunca saberemos qual a real identidade da pessoa com quem falamos. É fundamental ter criticidade para fazer uso correto e seguro da internet.

Por isso é importante termos muito cuidado com nossas crianças. Elas não apresentam maturidade suficiente para compreender a dinâmica do ambiente online e precisam ser educadas para que desenvolvam um olhar atento e cuidadoso, devem ser orientadas, portanto, para que se tornem usuárias digitais responsáveis.

Pensando em garantir e incentivar a segurança das crianças no ciberespaço e a fim de educá-las para que sejam internautas responsáveis, diversas iniciativas foram lançadas. Conheça algumas, que podem ser usadas tanto por educadores, em sala de aula, como por pais, que buscam orientação para lidar com o desafio de educar os filhos para um uso correto e seguro da internet.

* Cartilhas do Movimento Criança Mais Segura:

Guia para o uso responsável da internet 

Internet segura e divertida: para crianças de 2 a 8 anos

Big Data: uma possibilidade para o desenvolvimento social

Hoje publico meu segundo post para o projeto “Ciranda de Blogs” e eis que, ao me deparar com o tema da semana (Big Data), me deparei também com uma grande coincidência. No final do ano passado, tive o privilégio de assistir palestra da queniana Juliana Rotich, uma das idealizadoras da ONG Ushahidi. Mas, o que isso tem a ver com Big Data? Tudo.

De forma bastante resumida, explico: a Ushahidi é uma organização não governamental que possui iniciativas de desenvolvimento social baseadas no conceito de “Big Data”. Provavelmente, depois dessa informação, você deve estar curioso para saber mais sobre essa tal “Ushahidi” e conhecer a fundo o conceito de “Big Data”, correto? Então vamos lá!

Big Data: o que é?

Uma enxurrada de dados é criada diariamente a partir da interação das pessoas com aparelhos tecnológicos. Por meio do uso de celulares, e-mail, redes sociais, GPS e outros, os seres humanos constroem bancos de dados valiosos, que podem ajudar empresas, ONGs, governos e traçar perfis individuais ou mesmo de populações inteiras. A análise dessas informações permite que a tomada de decisão seja mais estratégica e possibilita ações mais eficientes, com retorno também mais certeiro.

O excesso de informação produzida diariamente ao redor do globo tornou-se extremamente difícil de ser mensurado e analisado, e, assim, exigiu o surgimento de novas soluções tecnológicas, que pudessem mapear enorme volume de dados em tempo real e alta velocidade. Desta realidade nasceu o conceito de “Big Data”, que pode ser entendido por meio dos “5 Vs”: volume, variedade, velocidade, veracidade e valor.

  • Volume: refere-se a quantidade de dados gerada diariamente.
  • Variedade: os dados são gerados por meio das mais variadas plataformas: e-mails, mídias sociais, documentos eletrônicos, entre outros.
  • Velocidade: dados são produzidos a todo o momento, não há pausa. Essa realidade exige monitoramento constante e em tempo real.
  • Veracidade: os dados mapeados são autênticos? É necessários certificar-se sobre a veracidade da fonte.
  • Valor: com investimento em Big Data, empresas, ONGs e governos esperam retorno (em suas diferentes formas).

Veja abaixo infográfico retirado do Jornal O Globo, que explica o conceito de forma ilustrativa:

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Ushahidi: o uso do Big Data como ferramenta para mudança social

A Ushahidi é uma ONG que nasceu no Quênia. Por meio do armazenamento de informações, busca causar impacto social positivo. Utiliza, por exemplo, seu banco de dados para disseminar informação – em tempo real – sobre desastres naturais (como terremotos) e também monitorar eleições.

Os dados coletados pela ONG são disponibilizados em uma rede social, que alcançou 45 mil usuários no Quênia e se expandiu para outras áreas do globo. Hoje têm voluntários na Europa, América do Sul e nos EUA e o mapeamento que realiza atualmente pode ser visto como uma iniciativa que gera benefícios em escala global. Foi utilizada para facilitar o atendimento aos feridos no furacão que atingiu o Haiti em 2010, ajudou no mapeamento das áreas com energia elétrica após o furacão Sandy (EUA) e também serviu para a coleta de informações durante os conflitos na Líbia.

Para saber mais sobre as atividades desenvolvidas pela Ushahidi, clique aqui e, se quiser ler sobre o Big Data utilizado para fins sociais, recomendamos: Big Data, Big Impact – New Possibilities for International Development (versão disponível apenas em inglês).

Palabea: o mundo das línguas | the speaking world

Não há dúvidas que a melhor forma de aprender um novo idioma é utilizá-lo com frequência. Quanto maior o contato com a língua estrangeira que se deseja aprender, mais confortáveis ficaremos para usá-la em qualquer situação, sem receio, vergonha ou medo de errar. Mas, será que para pegar fluência, a única opção é realizar um intercâmbio no país do idioma desejado? Nem sempre.

Como sabemos, a tecnologia está cada vez mais avançada e hoje já existem inúmeras ferramentas interativas que possibilitam aprendermos “tudo e qualquer coisa” no conforto de nossas casas.

PalabeaEm alguns cliques, o mundo está ao nosso alcance. Se não há como passar uma temporada fora para estudar determinado idioma, há como entrar em contato com pessoas de diferentes partes do mundo e, com elas, aprender o idioma desejado!

Recentemente, uma nova plataforma surgiu para tornar o aprendizado de uma nova língua algo dinâmico, participativo e envolvente. Ao invés de exercícios duros, que tratam de temas pouco interessantes ou descontextualizados, a “Palabea” veio para mostrar que aprender outra língua pode ser bem divertido.

A ferramenta possibilita que pessoas do mundo todo se encontrem para trocar ideias sobre assuntos que lhes interessam e que, por vídeo conferência, conversem e pratiquem outro idioma de forma descontraída. Não é apenas uma plataforma para aprender uma nova língua, mas para conhecer novas culturas, povos e trocar conhecimentos. O bacana é que não há riscos de ficar preso às tão famosas frases feitas, que tornam qualquer aula de idioma monótona e cansativa.

A “Palabea” é uma rede social em que você aprende, ensina e, de quebra, ainda faz amigos ao redor do globo (e garante aquela viagem com hospedagem for free!) \o/

Como funciona?

Após se cadastrar (e criar um perfil online), o internauta pode usufruir da plataforma de 3 maneiras diferentes:

  • Aprender uma nova língua a partir de temas variados (galeria de temas);
  • Videochat – Aprender a partir de conversas informais com pessoas do mundo todo (em tempo real);
  • Criar cursos e construir uma rede de alunos (canais personalizados de ensino);

Para saber mais (e realizar seu cadastro), clique aqui.

O que é ‘Advocacy’?

Há pouco tempo participei de um treinamento sobre ‘Advocacy e Políticas Públicas’ e percebi que já abordei neste blog diversos exemplos que poderiam ser categorizados como ‘ações de advocacy’, mas, como na ocasião não conhecia o termo, não fiz a relação entre os cases citados e o conceito. Faço agora.

O primeiro passo é entender o que é advocacy?

O advocacy (que não possui tradução para o português) é um exercício de cidadania; envolve realizações de iniciativas que visam a defesa de uma causa ou de uma proposta de interesse público. Por meio de diversas ferramentas (como passeatas, documentários, abaixo-assinados, audiências, mídia de massa e espontânea, reuniões, etc.) procura-se intervir nas políticas públicas, influenciando, por exemplo, a elaboração de projetos de lei.

AdvocacyAs ações de advocacy buscam influenciar, diretamente, tomadores de decisão responsáveis pela definição das políticas públicas, ou seja, têm como grande finalidade influenciar o governo.  Mas, para alcançar os políticos (deputados, senadores, presidente,…) é fundamental mobilizar a sociedade civil, para assim conseguir apoio da opinião pública e então, pressionar os tomadores de opinião a favor da causa defendida.

Qualquer pessoa ou instituição que tenha interesse em influenciar a elaboração de leis e políticas públicas pode promover ações de advocacy, mas, para obter sucesso, é preciso construir um plano sólido, com estratégias e objetivos bem estruturados. Definir a causa a ser defendida, estudar o cenário em que se está pisando, construir e engajar grupos de apoio são alguns dos passos fundamentais para uma estratégia de advocacy dar certo.

Caso o objetivo seja alcançado e a lei por qual se luta implementada, é essencial que haja fiscalização do cumprimento dessa lei, ou seja, a iniciativa de advocacy é contínua, um monitoramento constante das ações do governo em relação à determinada política pública. A associação/pessoa/empresa que luta por uma causa deve se fazer presente em tempo integral. Não basta que o governo implemente uma lei, é preciso cumpri-la.

Os desafios

O dever do governo é ouvir as demandas da sociedade e trabalhar em prol do bem-estar dos cidadãos, porém, existem fatores que acabam interferindo no compromisso do governo com a sociedade e prejudicando a implementação das políticas públicas, que deixam sua finalidade primeira de lado para atender aos interesses do empresariado.

Grandes empresas financiam candidaturas e exercem imenso poder econômico sobre os partidos políticos, assim, cria-se uma enorme barreira para a ação ‘transparente’ dos governantes, que acabam aprovando leis que beneficiam e são do interesse do empresariado e, dentro deste contexto, a sociedade fica em segundo plano. (Como exemplo podemos citar a tentativa do Instituto Alana – com apoio da sociedade civil – em regular a propaganda de alimentos para crianças: o empresariado pressionou os legisladores e conseguiu barrar a aprovação do projeto de lei).

Exemplos de Advocacy:

Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana. (Luta pela implementação de leis mais rigorosas em relação a atuação da propaganda direcionada ao público infantil)

Aliança de Combate ao Tabagismo (ACTbr) (Luta pela implementação de leis mais rigorosas de controle do tabaco)

Organização Viva Vitão e Não foi acidente (Lutam pela implementação de leis de trânsito mais rigorosas)

Conhece outras iniciativas? Compartilhe conosco no espaço para comentários!