Education Hackathon – Por uma educação inspiradora

No próximo final de semana (dias 27 e 28 de setembro) acontecerá, em São Paulo, a terceira edição do Hackathon Educação, um evento global que surgiu com a proposta de debater o sistema convencional de educação, propondo transformações e produzindo conhecimento de forma colaborativa.

O evento, que acontecerá simultaneamente em diversos países, parte do pressuposto que o sistema de educação predominante não apenas no Brasil, mas no mundo, não endereça as reais necessidades de cada indivíduo, prejudicando, assim, o desenvolvimento humano e criando barreiras importantes para a construção de uma sociedade mais justa e sustentável.

A dinâmica do Hackathon é 100% colaborativa. Trata-se de um espaço que permite aos participantes compartilhar experiências educacionais, conectar-se com outras pessoas (formar redes), vivenciar práticas educativas inovadoras e, por fim, cocriar projetos benéficos para uma nova educação.

Neste ano o evento acontecerá ao ar livre, na Praça Domingos Luis, localizada na Zona Norte de São Paulo. A programação contemplará oficinas, rodas de conversa e cocriação de projetos. Para saber mais e confirmar sua presença, clique aqui.

A oficina “ARedu: imaginação coletiva aplicada na educação” está entre as atividades do evento e propõe um questionamento da educação por meio da pintura, do resgate de memórias pessoais e da poesia.

Todas as vivências serão baseadas na lógica da cocriação. Para Beatriz, Carolina e Clara, idealizadoras da atividade, “interações colaborativas podem trazer olhares inovadores para construir novos rumos para a educação.”

Quer participar? Confirme sua presença!

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SERVIÇO

Quando? Dias 27 e 28 de Setembro, a partir das 10h

Onde? Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro, nº 1000 (ao lado da estação Vergueiro do Metro)

 

Curso de Formação em Educomunicação

Tem interesse em aprofundar o seu entendimento sobre Educomunicação? A oportunidade está logo aqui!

Anualmente, o Instituto Gens, em parceria com o Projeto Cala-boca já morreu, oferece um curso de Educomunicação no formato de imersão. Neste ano, será realizado o módulo “Rádio”.

O curso acontecerá nos dias 15 a 19 de outubro, na casa do Projeto Cala-boca já morreu, localizada em São Paulo, na Rua Henrique Schaumann, nº 125 (Pinheiros).

Visite http://www.educomunicacao.org.br para ver todas as informações sobre o curso: programação, pessoas que ministrarão e o valor.

IMPORTANTE: as inscrições vão até o dia 10 de outubro!

divulgação

Projeto independente registra novos modelos de educação em escolas do Brasil

O documentário “Quando sinto que já sei”, lançado em julho de 2014, registra práticas educacionais inovadoras que estão ocorrendo pelo Brasil. A obra reúne depoimentos de pais, alunos, educadores e profissionais de diversas áreas sobre a necessidade de mudanças no tradicional modelo de escola.

Projeto independente, o filme partiu de questionamentos em relação à escola convencional, colocando em foco a discussão de que valores importantes da formação humana estavam sendo deixados fora da sala de aula.

quando-sinto-que-ja-sei-tiao-rochaDurante dois anos, os realizadores do documentário visitaram iniciativas em oito cidades brasileiras, e comprovaram que diversas escolas já estão repensando suas práticas rumo a uma educação mais próxima da participação cidadã, da autonomia e da afetividade.

A etapa final do projeto foi financiada com a colaboração de 487 apoiadores pela plataforma de financiamento coletivo Catarse.

A Première de lançamento ocorreu no dia 29 de Julho de 2014 no Cine Livraria cultura em São Paulo ( veja as fotos aqui). A equipe do documentário “Quando sinto que já sei” está co-organizando mais de 150 exibições de lançamento do filme pelo Brasil e América Latina (veja lista das exibições aqui).

A realização de sessões de lançamento teve suas inscrições encerradas em 30 de Julho de 2014, porém, você pode realizar sua exibição onde e quando quiser, já que o vídeo está disponível no youtube (ver abaixo).

Para saber mais, visite o site oficial do projeto.

Assista ao documentário na íntegra:

Ilha do Mel ganha projeto com ‘pegada’ Educomunicativa

Se você ainda não conhece o Programa Cultura Viva – iniciativa do Ministério da Cultura – vale a pena conhecer!

O Programa, cuja essência encontra-se intimamente atrelada à lógica da educomunicação, busca identificar ‘pontos de cultura’ pelo Brasil a fim de valorizar e apoiar a ação cultural de grupos atuantes nas comunidades, reconhecendo o protagonismo dos cidadãos e cidadãs e ampliando o acesso aos meios de produção, circulação e fruição de bens e serviços culturais.

Entre 2004 e 2012, foram beneficiados 3.662 pontos de cultura em todo o país.

ilha-do-melO Ponto de Cultura que vamos destacar neste post fica na Ilha do Mel (PR). O Projeto ‘Cultura Viva da Ilha do Mel’ realiza ações para valorizar a cultura caiçara e divulgar produtos criados por moradores da Ilha.  

São realizadas oficinas de teatro, fotografia, música e, assim, a comunidade apodera-se do espaço e da cultura da ilha, fortalecendo seu protagonismo e construindo novas práticas culturais.

No mês passado, por exemplo, Paranaguá (Município onde está localizada a Ilha) recebeu a exposição fotográfica “Pelo olhar da Ilha do Mel”, resultado de oficinas realizadas com crianças e adolescentes da região.

“Usamos a metodologia da educomunicação, que mistura educação, comunicação e cultura. Realizamos práticas fotográficas com câmeras digitais e também com câmeras artesanais, produzidas por eles mesmos, com latas”, afirma Adriana Marques Canha, coordenadora do projeto.

Veja abaixo as diferentes vertentes da iniciativa e entenda como são articuladas as atividades.

Valorização da identidade cultural – de forma construtiva, orientadores refletem com os moradores sobre o meio-ambiente e sua história. Os artistas locais têm novas possibilidades para articular e transmitir seus processos criativos. Valorizar a identidade cultural por meio da linguagem artística é uma forma de resgatar raízes muitas vezes esquecidas.

Potencialização das expressões culturais – o teatro e as artes visuais são usados para estimular a linguagem artística na comunidade. Os espetáculos teatrais materializam eventos históricos e a riqueza folclórica, trazendo para o presente a memória que pode ser vista, ouvida e tocada. Agentes multiplicadores locais também estimulam a prática artística e pedagógica, pela liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, a arte e seus saberes.

Difusão cultural – a partir de oficinas de inclusão digital, audiovisual, fotografia e comunicação popular — jornalismo comunitário e rádio –, a comunidade aprende a usar equipamentos multimídia para realizar seus produtos culturais e registrar seu conhecimento tradicional. Pode assim difundir tudo através da internet e de outros meios de comunicação, além de arquivar tudo o que foi produzido.

Para saber mais, visite culturailhadomel.wordpress.com

Social learning: uma nova forma de aprender!

Já conhece o Brainly.com.br? A ferramenta, que está presente em 30 países, foi lançada no Brasil no final de 2012 e tem como objetivo reunir em um mesmo espaço alunos do ensino fundamental, médio e superior permitindo troca de conhecimento e ajuda mútua.

Além de possibilitar o aprendizado, a plataforma permite ao jovem conhecer novas pessoas e fazer amizades com alunos de todo o país. Neste sentido, a ferramenta se encaixa na categoria de ‘social learning’, uma vez que utiliza tecnologias presentes nas redes sociais para potencializar o aprendizado e a aquisição de conhecimento contínuos. Brainly

Como funciona?

A plataforma é gratuita. O primeiro passo consiste em realizar um cadastro no site (uma vez cadastrado, você passa a integrar a rede). Como membro, você lançará dúvidas (aguardando respostas de outros participantes) e ajudará outras pessoas nas áreas que domina.  

Posso confiar nas respostas que recebo?

A qualidade das respostas é assegurada por moderadores voluntários (pais, professores ativos e aposentados, estudantes e alunos que se destacaram no portal). Conteúdos incorretos são reportados pelos usuários aos moderadores, que rapidamente verificam as respostas colocadas.

Para engajar e motivar os participantes, o Brainly conta com um sistema de gamificação (ranking, pontuação, etc). Para ganhar pontos, por exemplo, é necessário ajudar os demais membros a esclarecerem dúvidas. A estratégia de gamificação garante dinamismo à ferramenta e potencializa o envolvimento dos participantes.

GOSTOU? FAÇA PARTE!  –> http://brainly.com.br/

Conversas que inspiram

Na última sexta (28/3) conversei com Pedro Henrique de Cristo e sua esposa, Caroline Shannon de Cristo. Duas pessoas extremamente dedicadas, criativas e engajadas, dispostas a encontrar soluções para os inúmeros desafios enfrentados pela sociedade brasileira.

Juntos, Carol e Pedro criaram o +D – Design com Propósito, agência que, por meio da integração das políticas públicas, tecnologia e espaço físico, desenha projetos com foco em inovação social.

No artigo abaixo, que escrevi para o site da Rede de Ação Política pela Sustentabilidade, o foco está no projeto “Ágora Digital”, mas existem outras iniciativas tão interessantes quanto essa; por isso, vale clicar aqui e descobrir os demais projetos idealizados pela dupla.

Achei importante compartilhar o conteúdo no blog,  já que as propostas de Pedro e Carol sempre passam pelo emponderamento da população e pelo incentivo ao exercício da democracia direta – valores intrínsecos à Educomunicação. Confira matéria:

 

[Líder RAPS cria e conduz projeto piloto de inovação social]

Todo ano a RAPS seleciona novos membros para a sua rede. O objetivo? Mapear pessoas comprometidas em atuar de forma ética e transparente, a serviço do bem comum.

Em sua missão de contribuir para uma renovação da política brasileira, a RAPS espera, de cada um de seus líderes, exemplos inspiradores, que estimulem a participação da sociedade nas decisões públicas e sirvam de exemplo para novas formas de gestão.

Hoje, o cenário brasileiro é desafiador: temos um arranjo social segregado e respaldado por uma narrativa política baseada no conflito de classes. A qualidade de nossos serviços públicos é insatisfatória e o sistema político-partidário está cada vez mais desacreditado pela população, pedindo novas alternativas.

A inovação, porém, não surge sem dedicação, coragem e criatividade, e essas são características que o Líder RAPS Pedro Henrique de Cristo tem de sobra.

Desde muito cedo, Pedro teve contato com as áreas da política e arquitetura. Seus pais, arquitetos, participaram de atos de resistência pacifica durante a ditadura militar e sempre mostraram-se preocupados com o maior patrimônio que poderiam deixar ao filho: a educação.

Essa influência da infância e juventude parece ter marcado para sempre a vida de Pedro, que  trabalhou por 8 anos como designer na Officina de Arquitetura [estúdio de seus pais] antes de ingressar na UFPB e se formar em administração.

Pedro Henrique de Cristo

Pedro Henrique de Cristo

Durante a faculdade, conseguiu uma bolsa do MEC e foi para a University of Leeds na Inglaterra, onde concentrou seus estudos na economia da fome. Lá conheceu as ideias de Amartya Sen, o que reacendeu sua crença nas políticas públicas e demonstrou as similaridades de desenho destas com a arquitetura. Essa união de paixões o fez perceber que a sua veia humanitária e criativa falavam mais alto juntas e que não havia atividade mais importante que a política.

A partir disso, seu engajamento social só cresceu. Ao voltar a João Pessoa (PB), sua terra natal, liderou um movimento de emponderamento das comunidades locais com foco na sustentabilidade do uso da água, a Operação Respeito [premiada pela ONU], oportunidade em que teve contato com diversas favelas da capital.

Sua atuação política sempre esteve muito ligada ao entendimento do espaço físico, devido ao background em arquitetura que adquiriu com os pais. O movimento que liderou na Paraíba despertou em Pedro o interesse em aprender mais e, então, ele se mudou para os EUA, para fazer mestrado em Políticas Públicas na Universidade de Harvard com bolsa integral.

Sua tese mostrou-se inovadora ao cruzar, em um único estudo, os temas educação, segurança pública e planejamento urbano.

Com a proposta de usar as escolas como centro de pacificação das favelas do Rio de Janeiro, ele realizou, entre 2010 e 2011, um estudo de campo em quatro favelas da cidade: Maré, Rocinha, Santa Marta e Cidade de Deus. Entrevistou 652 jovens e crianças de 7 a 15 anos, para entender como garantir seu desenvolvimento, evitar que eles entrassem no tráfico (o que ocorre por volta dos 11/12 anos) e desenvolver espaços de integração para esses jovens.

A tese, aprovada com distinção, foi apresentada ao professor Hashim Sarkis, da faculdade de arquitetura de Harvard, que propôs criar uma aula e projeto baseados no conceito resultante do estudo. O grande mote da aula seria estudar e desenvolver projetos integrando políticas públicas, ao uso da tecnologia e a arquitetura como solução de problemas sociais. Este foi chamado Harvard University School of the Year 2030@Rio de Janeiro.

A turma foi formada, Pedro deu a aula inaugural e alunos de arquitetura passaram uma semana no Complexo do Alemão para estudar e desenvolver novos conceitos de escola. Foi nesta ocasião que Pedro conheceu Caroline, hoje sua esposa e parceira em diversos projetos. O projeto no Complexo do Alemão inspirou o nascimento da escola experimental “Gente”, instalada na Rocinha pela Prefeitura do Rio de Janeiro.

Essencialmente, este foi também o momento em que Pedro, com o apoio de Caroline, retornou as origens e reiniciou o seu trabalho como arquiteto, inspirado por Mies van der Rohe, Le Corbusier e Tadao Ando, rebeldes auto-didatas do design, e influenciado pela ideia de sistemas integrados, posta em prática por Steve Jobs na Apple.

Um pouco antes, em outubro de 2011, após estudar as favelas e ter em mãos diversos dados e números, Pedro sentiu a necessidade de participar da dinâmica de uma comunidade para aumentar seu entendimento sobre os problemas, desafios e oportunidades presentes no dia a dia destas. Foi assim que mudou-se para o Vidigal.

A nova morada foi escolhida estrategicamente. O Vidigal, pela sua visibilidade, é um espaço ideal para realização de projetos piloto. Com cerca de 25mil moradores, é uma comunidade relativamente pequena (se comparada a outras favelas do Rio, como a Rocinha), a que mais interage com o asfalto e uma das que mais recebem investimento privado.

“Sintonia Perfeita”

Pedro e Caroline, idealizadores do projeto "Ágora Digital"

Pedro e Caroline, idealizadores do projeto “Ágora Digital”

Pedro afirma que o encontro com Caroline foi fundamental, já que as áreas de estudo e prática de ambos uniram-se de forma perfeita em prol de objetivos comuns. Ele, arquiteto talhado no estúdio dos pais e treinado em Políticas Públicas e Tecnologia, ela, arquiteta formada em primeiro lugar de sua turma em Harvard com forte interesse e trabalho prévio nessas duas áreas. Mais importante, muito amor e humor para vencer as pressões do dia-a-dia.

Juntos, eles fundaram o +D – Design com Propósito, e passaram a desenvolver um novo conceito de arquitetura, fundamentalmente baseada em três pilares: políticas públicas, espaço físico e tecnologia. Dentre seus principais projetos, está a Ágora Digital.

O que é?

A Ágora Digital nasceu a partir do cruzamento de uma série de diagnósticos: a democracia no Brasil e no mundo vive forte pressão por mudanças, devido a nova escala de acesso a conhecimento e agência resultante da tecnologia, a gestão pública brasileira está em crise; com a Copa e as Olímpiadas, o país vive um momento de exceção que motiva brasileiros a irem às ruas exigir os seus direitos enquanto atrai interesse global e, por fim, a estrutura da sociedade está baseada em um discurso de conflito de classes, que favorece elites aristocráticas e populares e também é percebido na disposição do espaço público.

Frente a estas análises, a Ágora Digital configura-se como um novo modelo de equipamento público, que por meio da integração das políticas públicas, espaço físico e tecnologia, propõe soluções aos desafios do atual cenário brasileiro.

A ideia é criar espaços físicos, e aproveitar os existentes, em todas as comunidades do Rio de Janeiro, cidade piloto do projeto, começando pelo Vidigal e espalhando-se para outras áreas, inclusive Ipanema e Leblon. “O projeto não é da favela ou do asfalto, mas sim da cidade e, futuramente, do país”, afirma Pedro.

Os espaços denominados “Ágoras Digitais” servirão como ambiente de diálogo com foco em resultados, deliberação pública com Orçamento Participativo e Democracia Direta e como complemento às escolas das comunidades. Ali as pessoas poderão se reunir para estudar (haverá bibliotecas), discutir problemas e prioridades da comunidade e encontrar um ambiente capaz de cruzar os espaços digital e físico. A ideia é emponderar a população, estimular a cultura política e assim, fortalecer a democracia direta no Brasil, país que, atualmente, encontra-se 100% baseado na democracia representativa. Espera-se que as duas formas de democracia andem juntas e que a população participe, efetivamente, de todas as decisões públicas.

Pilares dos projetos desenvolvidos pelo +D – Design com Propósito

Pilares dos projetos desenvolvidos pelo +D – Design com Propósito

“Precisamos passar da fase de falar sobre problemas para a fase de resolver nossos problemas. Devemos fazer isso com Coesão Social, que resolve o contraditório não com conflito mas com diálogo focado em resultados.”, explica Pedro.

A primeira Ágora, no Vidigal, será instalada nos próximos dois anos que, segundo Pedro, “valem por 20”, referindo-se ao momento de visibilidade e exceção causado pelos eventos esportivos que terão sede no Brasil e, ele ainda afirma, “temos que tornar o engajamento da população que vimos nos protestos pacíficos de 2013 num estado permanente de agência cidadã.”

Para viabilizar o projeto, Pedro e Carol estão em busca de parcerias primeiro com as comunidades e com o setor privado para então envolver o poder público: “Não queremos dinheiro público nesta etapa do projeto. Ele é político mas não é partidário. É sim um novo tipo de prática da democracia e da gestão pública e tem de ser de todos!”. No futuro, eles querem que governos, prefeituras e movimentos da sociedade civil se apoderem do modelo e o apliquem nos diferentes contextos do país.

Sobre a frase “Brasil, o país do futuro” Pedro diz que o futuro é agora e as mudanças devem ser feitas já! Por isso o enorme engajamento na causa e a certeza que com maior envolvimento da população, o país pode dar a guinada que tanto precisa.

“Os brasileiros reconhecem o valor e os desafios da democracia e querem mais acesso a conhecimento e participação na decisão pública. Nosso trabalho é atuar em parceria com indivíduos e organizações como a RAPS, comprometidas com essa mudança que o Brasil necessita.”

 

Para saber mais sobre a Ágora Digital e conhecer os outros projetos do Pedro e da Caroline, clique aqui.

 

A nova realidade em sala de aula

Sim, há uma nova realidade e todos sabemos. Aulas não são mais baseadas em longas falas, giz e lousa ou, pelo menos, essa não é mais a dinâmica que domina as salas de aulas ao redor do globo. Hoje, principalmente em decorrência do imenso avanço tecnológico, vemos um novo comportamento dos alunos, que já nascem familiarizados com o ambiente digital e apresentam maneiras muito particulares de aprendizagem.

Os professores, por sua vez, devem entender como lidar com o perfil desta nova geração de alunos; devem estudar como eles captam as mensagens, como absorvem conteúdos e como se relacionam tanto em sala de aula, como fora dela. Tendo em mãos esse “mapa” do estudante, torna-se mais fácil construir um diálogo efetivo entre os jovens e seus professores.

Abaixo disponibilizamos um infográfico que traça o perfil predominante dos alunos pertencentes à geração digital. A pesquisa foi realizada pela Columbia University e a imagem é de autoria da agência JESS3.

A análise da pesquisa é interessante e necessária, uma vez que destaca informações relevantes, capazes de contribuir para a construção de aulas mais envolventes e eficazes.

Dados levantados na pesquisa:

  • O professor, geralmente, fala de 100 a 200 palavras por minuto; os alunos escutam apenas 50 a 100 palavras (A METADE!);
  • Alunos se mantêm atentos apenas 40% do tempo total da aula;
  • Estudantes retêm aproximadamente 70% do que eles escutam nos primeiros 10 minutos de aula e somente 20% do que é dito nos últimos 10 minutos (!!);
  • Usar imagens que ilustrem as falas ajuda a aumentar atenção dos alunos em até 38%.

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Internet para crianças: quais os limites?

Começo esse texto recuperando uma cena que vivenciei há pouco tempo. Estava eu em uma sala de espera e, enquanto uma mãe era atendida, sua filha aguardava ao meu lado. A menina, que deveria ter por volta de 8 anos, estava completamente deslumbrada, manejando de forma bastante confortável um Iphone.

Não sei se aquele Iphone tinha ou não internet, não sei se a mãe fiscalizava quais eram os aplicativos utilizados pela menina, não sei quais eram as restrições impostas pelos pais para que aquela criança pudesse ter esse mini computador nas mãos.

Mesmo sem ter acesso a todos esses detalhes, pensei: “que mãe mais displicente! Eu jamais deixaria minha filha de 8 anos sozinha, com uma geringonça dessas nas mãos, afinal, não sei o que ela poderá acessar ou com quem poderá se comunicar”. Por um segundo, me senti careta e fiquei com medo de me tornar uma daquelas mães neuróticas.

Depois de ter presenciado a cena da criança com o computador/Iphone nas mãos e  de ter me passado tal reflexão pela cabeça, resolvi pesquisar o assunto e encontrei materiais bastante interessantes, que se preocupam em garantir o uso seguro da internet por crianças, pré-adolescentes e adolescentes.

Criança e internet: orientação dos pais e educadores é fundamental para garantir uso seguro e responsável

Criança e internet: orientação dos pais e educadores é fundamental para garantir uso seguro e responsável

Não é possível privar crianças e adolescentes do uso de computadores. Claro que podemos (e devemos), como pais e educadores, garantir que a infância seja vivida plenamente, e que as descobertas aconteçam no mundo real, sendo o virtual apenas uma ferramenta a mais para complementar o desenvolvimento cognitivo dos jovens.

Dentro do contexto atual em que vivemos, a interação com a tecnologia é inevitável e tal fato não deve ser preocupante, muito pelo contrário, pode trazer grandes benefícios às crianças, porém, é essencial que a interação com a tecnologia seja guiada por adultos, que possam acompanhar o uso que as crianças fazem da tecnologia, colocando os devidos limites.

Sim, limites. Sabemos que a internet está repleta dos mais diversos tipos de conteúdo. Muitos podem ser inapropriados para uma criança de 8 anos. Além disso, sabemos que existem diversas pessoas que fazem uso da internet com intuito de prejudicar aquele que está do outro lado da tela. É preciso estar atento, afinal, nunca saberemos qual a real identidade da pessoa com quem falamos. É fundamental ter criticidade para fazer uso correto e seguro da internet.

Por isso é importante termos muito cuidado com nossas crianças. Elas não apresentam maturidade suficiente para compreender a dinâmica do ambiente online e precisam ser educadas para que desenvolvam um olhar atento e cuidadoso, devem ser orientadas, portanto, para que se tornem usuárias digitais responsáveis.

Pensando em garantir e incentivar a segurança das crianças no ciberespaço e a fim de educá-las para que sejam internautas responsáveis, diversas iniciativas foram lançadas. Conheça algumas, que podem ser usadas tanto por educadores, em sala de aula, como por pais, que buscam orientação para lidar com o desafio de educar os filhos para um uso correto e seguro da internet.

* Cartilhas do Movimento Criança Mais Segura:

Guia para o uso responsável da internet 

Internet segura e divertida: para crianças de 2 a 8 anos

Blog Educomunicação entra para Projeto “Ciranda de Blogs”

O Blog Educomunicação acaba de entrar para o Projeto “Ciranda De Blogs”, uma iniciativa que busca discutir temas da área da comunicação a partir de diferentes perspectivas. Até o momento, sete blogueiros já aderiram ao projeto.

A ideia é a seguinte: a cada semana um tema relacionado à área da comunicação/marketing é selecionado e todos os blogs participantes devem discorrer sobre o assunto. O objetivo é conhecer as diferentes abordagens que surgem a partir de um tema comum.

ciranda_de_blogsOs publicitários Gisele Baciano, Henrique Santos e Jacobo Garcia são os responsáveis pela iniciativa e afirmam que a inspiração surgiu após acompanharem a mesma dinâmica acontecendo entre blogs de RPG, em que cada blog produzia material original dentro de um tema em comum definido previamente.

Com o projeto, os publicitários preveem o fortalecimento do relacionamento entre os blogueiros e a oportunidade de abordar um tema em comum sob as diferentes óticas, enriquecendo os debates acerca da Comunicação em geral.

No nosso caso, vamos ter um desafio: cruzar os temas semanais com o campo da educação, afinal, esse é o nosso foco! Com certeza o resultado será interessante e, por isso, não perca nossos próximos posts!

E, se você tem um blog de Comunicação e quer fazer parte da Ciranda de Blogs é simples! Basta demonstrar interesse na página Ciranda de Blogs no Facebook.

Conheça os blogs participantes:

  • Quick Drops
  • Freaky Brain
  • Periskópio
  • Midiatismo
  • Social 41

A Ciranda de Blogs é um projeto independente com o intuito de unir blogueiros de comunicação para refletir sobre temas da nossa área. Conheça mais sobre o projeto em nossa Fanpage e faça parte dessa Ciranda.

Educomunicação para a prevenção ao uso de drogas

O Instituto Recriando, organização que tem como grande objetivo promover a inclusão social de crianças e adolescentes, acaba de lançar uma campanha de prevenção ao uso de drogas. Até aqui nada novo, já conhecemos várias deste tipo, certo?  O que diferencia essa de outras campanhas é o modo como foi produzida: todo o conteúdo e todas as peças publicitárias foram elaborados por adolescentes, um projeto feito por jovens e direcionado para jovens.

A iniciativa, que levou o nome de Projeto Refletir, foi conduzida pelo Instituto Recriando e contou com apoio do Criança Esperança. A atividade foi desenvolvida em quatro comunidades diferentes, todas em Aracaju (SE), onde o Instituto Recriando está localizado.

Cartaz produzido pelos jovens do bairro Santa Maria, Aracaju.

Cartaz produzido pelos jovens do bairro Santa Maria, Aracaju.

A ideia é interessante pois quebra com o discurso hegemônico da grande mídia, que tende a apresentar adolescentes envolvidos com drogas como ‘marginais’. A abordagem da campanha produzida pelos jovens das comunidades não traz estereótipos ou visões preconceituosas, como muitas vezes podemos identificar nas mensagens veiculadas pelos grandes canais de comunicação.

Quando um jovem fala para outro, a mensagem parece ganhar novo sentido e a possibilidade de gerar mudanças é consideravelmente maior. O discurso que empregam está mais próximo da realidade do público alvo, pois eles fazem parte deste público e conhecem as raízes do problema, sabem qual a linguagem mais adequada e, além disso, podem interagir pessoalmente com os demais jovens da suas comunidades e debater o tema.

Essa campanha é um belo retrato do que chamamos de ‘protagonismo juvenil’. Os próprios jovens levantaram questões importantes para eles e debateram problemas que estão presentes no dia a dia de suas comunidades.

Eles deixaram a posição de unicamente receptores e assumiram também a produtores de conteúdo e, a convivência dessas duas formas de se relacionar com a mídia, os torna mais críticos e preparados para argumentar, criticar e avaliar não apenas conteúdos midiáticos, mas também o mundo do qual fazem parte e a dinâmica social em que estão inseridos. Ganham ferramentas para a vida, que não se esgotam após o término do projeto, mas os acompanham e abrem novos caminhos e oportunidades.

As peças produzidas, além de divulgadas nas comunidades onde os educandos vivem, serão veiculadas nas redes sociais e no blog do Projeto Refletir. Confira os links abaixo: