A cultura do consumismo e suas implicações na infância

O crescente mercado de consumo voltado à infância traz à tona muitos questionamentos e preocupações àqueles que se se ocupam em garantir os direitos da criança e preservá-las de determinados abusos, tais como os abusos comerciais.

Um vasto leque de produtos e serviços é oferecido cotidianamente aos pais e seus filhos e, nesta dinâmica, torna-se urgente a reflexão sobre o lugar da criança: será que elas precisam ser inseridas no contexto do consumismo desde o berço?

A indústria de bens de consumo diz que sim e aos pais, pesquisadores e educadores, resta a árdua tarefa de questionar, criticar e, em última instância, desconstruir uma cultura que olha para a criança, desde muito cedo, como consumidora.

Em sociedades permeadas pela lógica do capital e sustentadas pelos argumentos da mídia, a experiência do brincar – momento potente, em que a criança investiga o mundo e constrói vínculos profundos consigo mesma e com os seus pares – inunda-se pelos valores da cultura do consumismo. Tais valores – como a supervalorização da posse material  – passam a ser referências expressivas para a construção da subjetividade e do imaginário dos participantes destas sociedades.

Aos atentos e preocupados com a infância, cabe refletir sobre como esta cultura afeta a construção do imaginário das crianças e quais implicações traz às experiências vividas por elas.

O brinquedo, artefato que ganha sentido profundo quando produzido pelas mãos das próprias crianças, viu-se apropriado por um mercado de consumo cada vez mais especializado, que passou a oferecer ao ‘público infantil’ uma ampla variedade de produtos alinhados às narrativas midiáticas, prioritariamente aos personagens dos filmes e desenhos dos grandes conglomerados de entretenimento, como as indústrias Disney.

Esta é uma realidade que está posta – a ideia hegemônica de infância é aquela construída pelas grandes marcas. Um pouco na linha do pensamento: “Toda criança precisa realizar o sonho de ir à Disney”.

Regras e condutas de comportamentos são ditadas diariamente pelos discursos midiáticos, por meio de mecanismos culturais, como filmes ou os próprios brinquedos. Assim, cabe aos adultos e cuidadores eleger com lucidez o que será apresentado às crianças, pois elas tomarão o oferecido como importante referência na construção de sua identidade e de seus valores sobre o mundo.

Se nos propusermos a entender a essência da infância compreenderemos que crianças não precisam dos excessos da indústria (talvez nem os adultos, certo?). O que elas necessitam com urgência é de liberdade, que é condição contrária à cultura do consumismo.

Essa liberdade que defendo pode ser encontrada, por exemplo, na vastidão da natureza. Os ciclos, os espaços e os materiais da natureza oferecem à criança um ambiente propício à investigação e às descobertas. Também oferece partes soltas, como folhas, troncos, água, terra, que estão sempre dispostos a virar tudo aquilo que a criança imaginar.

É importante dizer, porém, que não temos aqui um manifesto contra o brinquedo da indústria, mas sim um alerta frente à cultura do acúmulo que permeia nossas experiências de vida. Não se trata de banir o industrializado, mas de consumi-lo com criticidade, pois não falamos apenas de um consumo material, mas principalmente simbólico: quais as mensagens que determinados brinquedos carregam?

Também devemos pensar sobre o que transmitimos às crianças quando limitamos suas experiências ao circuito de consumo.  

Ao oferecer somente o pronto e o industrializado ou restringi-las a circular apenas nos ‘templos’ do consumo, como os shoppings, legitimamos os valores de uma cultura consumista, que preza pela posse e minimiza as possibilidades de experiências de protagonismo e autoria.

As crianças precisam viver o que, aos olhos dessa sociedade regida pelo capital, parece banal ou pouco produtivo: visitar parques ao ar livre, sentir a textura de uma flor ou simplesmente vivenciar o ócio. Estas são experiências que não carregam consigo os valores de um mundo alinhado ao consumismo e, exatamente por isso, possibilitam liberdade para que as descobertas da infância ocorram a partir de desejos que surgem de dentro para fora e não a partir daqueles provocados pelos discursos da mídia e pelo mercado de consumo.

Foto: Pixabay

Mapa da Infância Brasileira lança plataforma colaborativa de aprendizagem

Pensar a infância com a atenção e o cuidado necessários, esse é o grande diferencial do Mapa da Infância Brasileira (MIB), uma comunidade colaborativa de aprendizagem  que tem como missão articular, mobilizar e criar sinergias entre os diversos atores e iniciativas que visam gerar impacto positivo na qualidade de vida das crianças brasileiras.

Idealizado e coordenado pelo NEPSID (Núcleo de Estudos e Pesquisas em Simbolismo, Infância e Desenvolvimento),
o projeto iniciou suas ações em 2013 com a pesquisa “Espaços e Programas humanizados para as crianças
de São Paulo”, que reuniu ações inovadoras na cidade e alimentou o desejo de ir além: olhar não apenas para São Paulo, mas para as diferentes infâncias brasileiras.

Assim surgiu o MIB; um convite ao diálogo, reflexão e  inspiração sobre a infância e suas linguagens. Um lugar para acolher os gestos e ritmos infantis e refletir sobre eles. Uma comunidade para aprender, trocar, pesquisar e, sobretudo, para alimentar a alma.

São muitas as iniciativas inspiradoras voltadas à infância Brasil afora! O MIB surge para reunir essas iniciativas e permitir que pessoas interessadas pelos temas da infância se encontrem e troquem informações.

Qualquer um pode participar da comunidade. Se você tem interesse em se aprofundar no tema e conhecer boas práticas, ou se deseja compartilhar uma iniciativa ou conteúdo, acesse a plataforma e inscreva-se.

Além da plataforma online, o MIB desenvolve e aplica instrumentos de pesquisa junto a crianças e seus cuidadores, com o objetivo de buscar indicadores às diferentes iniciativas das quais as crianças participam. Os instrumentos do MIB já foram utilizados em iniciativas como o Movimento Boa Praça, Sacolão das Artes e Projeto Casulo.

Acompanhe o Mapa da Infância Brasileira!

 

Infância e sociedade de consumo: cuidar é preciso!

No prefácio do livro “Exercícios de ser criança”, de Manoel de Barros, Pascoal Soto lança a pergunta: “Uma peneira, um caixote e duas latas de goiabada. Quem seria capaz de construir um mundo a partir desses objetos?”.

As crianças; é claro! Mas, será que estamos permitindo que elas brinquem livremente? Que construam seus próprios mundos e seus próprios brinquedos de forma espontânea?

Em uma sociedade conduzida pela lógica do capital, essas perguntas são pertinentes e cabem, principalmente, aos grandes centros urbanos, em que a dinâmica do consumo já se naturalizou, determinando o ritmo de vida de muitos.

Vivemos sob discursos que se direcionam claramente ao consumismo. A ideia central é consumir, descartar, consumir novamente e entrar de cabeça neste ciclo, responsável por alimentar e sustentar as indústrias de produtos e serviços.

brinquedo-infantil

A partir de materiais simples, que fazem parte do dia a dia, podem surgir muitos brinquedos e brincadeiras!

Dentro desta lógica, deixamos de ser autores e nos tornamos proprietários; usufruímos daquilo que nos é posto como necessário e assim, sem perceber, mergulhamos na dinâmica consumista. Precisamos estar atentos: será que realmente necessitamos de tudo aquilo que o discurso do consumo nos impõe?

A reflexão é fundamental, principalmente quando pensamos nas crianças. Como estamos lidando com a questão do consumismo na infância? Essa pergunta relaciona-se de forma intima com a discussão sobre brinquedos industrializados versus brinquedos artesanais.

A indústria voltou-se com empenho ao público infantil, oferecendo um leque de produtos inimaginável. Mas, será que a criança realmente precisa destes tantos produtos para viver uma infância plena, saudável e feliz?

O mercado diz que sim, e aos educadores (leia-se pais, professores e demais adultos que participam da vida da criança) resta questionar esse discurso da necessidade, apresentado em cada propaganda e embalagem de produto infantil.

Um toddynho não deve fazer tão bem quanto a propaganda afirma, não é mesmo? Talvez seja melhor optar por um suco natural ou um leite cuja origem é conhecida. A mesma lógica serve à reflexão sobre os brinquedos que a indústria oferece: será mesmo que são as melhores opções para acompanhar a criança no momento do brincar?

Bonecas que choram e pedem mamadeira; cachorros-robô, que latem e pedem carinho; carrinhos com diversos botões e luzes; replicas de celulares, casinhas e bonecas de plástico, comidinhas de plástico, tudo de plástico! Plástico e muitos botões, sempre envoltos por embalagens extraordinárias, cheia de cores e mil promessas. Ah! Claro! Com tantas funções, o manual de instruções se faz necessário e já vem dentro da caixa, com o passo a passo para cada brinquedo.

É isso que queremos oferecer às nossas crianças?

Antes de pagarmos pelas imensas embalagens e seus produtos de plástico, precisamos entender o que significa o brincar na vida de uma criança. A brincadeira é a forma como a criança se expressa, como ela descobre o mundo e como descobre a si mesma. Durante a brincadeira ela acessa seu imaginário; cria, recria, monta e desmonta, entra em contato com seus sentimentos e vontades; investiga, constrói hipóteses, organiza suas fantasias e exerce a sua criatividade.

A brincadeira dá à criança a possibilidade de autoria e autonomia, é um percurso necessário e extremamente rico; é a própria linguagem infantil.

Ao entregarmos um brinquedo repleto de botões e funções pré-determinadas tiramos a possibilidade do percurso, entregamos o pronto e impossibilitamos toda uma caminhada de criação; a criança vira proprietária e não criadora.

O brinquedo oferecido pela indústria vem repleto de sentidos e significados, traz discursos pré-prontos e intimamente ligados aos valores, símbolos e crenças dos adultos. A criança, claro, brincará com ele e provavelmente será divertido, mas, será que nessa interação o potencial da brincadeira é exercido em toda a sua amplitude?

A imaginação de uma criança está além da compreensão dos adultos. Basta solta-la em um quintal e, com duas pedrinhas nas mãos, ela construirá um mundo inteiro. Então, se é assim, por que não deixa-la livre? O brinquedo artesanal, ou o brinquedo inventado, dá infinitas possibilidades à brincadeira. A construção do próprio brinquedo também possibilita outra relação com o brincar, que começa no momento em que a criança decide construi-lo. O processo de criação torna-se a própria brincadeira.

Muitas crianças – repare – quando ganham seus brinquedos industrializados logo buscam desconstrui-lo, procurando funções e significados para aquele objeto pronto que lhes foi entregue. A capacidade criadora é inerente à criança; tudo para ela significa um mar de possibilidades e sonhos.

Seria muito radical dizer um não definitivo aos brinquedos industrializados, mas é preciso pensar sobre o que eles significam para a criança e como afetam seu desenvolvimento.

Ter uma latinha de metal e dois pedaços de borracha em mãos pode ser tão ou mais precioso do que ter ao alcance um carrinho-robô de controle remoto.

Temos o dever de mostrar às crianças que elas são muito mais do que meras proprietárias; elas são criativas, são autoras, capazes de construir seu próprio mundo com aquilo que a natureza lhes oferece.  E ai mora outra problemática referente ao excesso de brinquedos industrializados: o afastamento em relação à natureza.

Com brinquedos extremamente rebuscados em termos de funções e tecnologia, as brincadeiras tendem a limitar-se a espaços internos ou, mesmo que a criança vá para fora, acaba atenta à tela ou às inúmeras funções do brinquedo. Assim, perde a oportunidade de explorar os tantos recursos que a natureza oferece e que são tão fundamentais ao enriquecimento dos processos de aprendizagem.

Vivemos num contexto que pede reflexão e questionamento. O consumo está posto, mas não por isso precisamos alimenta-lo de forma desvairada. Se pudermos mostrar às crianças que o mundo é infinito e extremamente rico para além dos shoppings centers e dos brinquedos de plástico, estaremos contribuindo para que elas ampliem seu olhar e, no futuro, sejam autônomas, criticas e seguras para exercer sua criatividade livremente.

Para terminar, fica a pergunta: quais brinquedos você está entregando às suas crianças? Seja nas escolas, em casa ou nas brinquedotecas, precisamos pensar sobre a função dos brinquedos e do brincar e assegurar que eles sejam livres e espontâneos, afinal, na criança vive o inédito, qualidade tão preciosa e necessária à renovação e reinvenção do mundo! Vamos cuidar do brincar, vamos cuidar das crianças, vamos cuidar do mundo!

Para inspirar!

Projeto Tree Change Dolls – O projeto é uma grande reflexão às indústrias de brinquedo. Será que as Barbies e outras bonecas oferecidas pelo mercado conversam com o universo infantil? A Australiana Sonia Singh nos dá a resposta. Iniciativa emocionante e muito sensível!

Projeto Território do Brincar – A educadora Renata Meirelles, seu marido e filhos percorreram, durante dois anos, diversas comunidades ao redor do Brasil, a fim de conhecer e registrar as diferentes brincadeiras e linguagens infantis. Vale clicar! O material coletado é uma relíquia sobre as infâncias brasileiras.

Brincar: um campo de subjetivação na infância (Claudia Santos Jardim) – Dica de leitura para quem tem interesse em estudar e pensar sobre a infância e o brincar.

Este texto foi escrito para o Blog WPensar, parceiro do Educomunicação.

Sustentabilidade: por uma nova educação, por um novo modo de vida.

crianca-naturezaA sustentabilidade é um tema importante a todos que queiram permanecer neste planeta  – no presente – e garantir um futuro possível às próximas gerações. É um tema amplo, que abrange não somente questões ambientais, mas sociais e econômicas.

Trata-se de um triângulo que opera em harmonia e, se provocarmos desequilíbrio entre essas três esferas, teremos crises extremamente graves e desafiadoras; inclusive, já estamos vivenciando algumas: crise hídrica, temperaturas extremas, enchentes, verticalização intensa das cidades e pouco espaço para o verde.

Será sustentável viver num mundo que, cada vez mais, preza pelos interesses econômicos sem priorizar as demais esferas tão (ou mais) importantes à vida na terra?

Precisamos cuidar de nossa morada e trazer a sustentabilidade para o centro da vida de todos, ela deve estar no dia a dia das pessoas, deve ser um modo de vida. Como cidadãos, precisamos cuidar do mundo que nos acolhe há tantos milhões de anos e deixa-lo habitável aos nossos filhos e netos.

Mas, como incorporar essa visão da sustentabilidade no modo de vida – e nos hábitos – das pessoas? O ideal é que se tenha uma educação voltada à valorização da natureza, da justiça e da igualdade, desde cedo. Crianças devem compreender seu papel no mundo e descobrir as formas de torná-lo um lugar melhor a todos.

Já existem muitas iniciativas que apresentam propostas interessantes nesse sentido. Uma delas é o projeto “Pequeno Sustentável”, um portal na internet sobre sustentabilidade e formas de (re)pensar a educação junto com as crianças e adolescentes.

Por meio de notícias, dicas, vídeos, fotos, artes, discussões, conversas e questionamentos, o site propõe importantes reflexões sobre os temas abordados e convoca pessoas de todas as idades para a construção de um mundo melhor. Os conteúdos são atualizados diariamente pela equipe, e também abre espaço para publicações e notícias de leitores de qualquer lugar do planeta.

Realizar ações e atividades sustentáveis, participar de eventos e movimentos socioambientais, se reunir para trocar ideias, (re)pensar a educação e multiplicar boas práticas, também fazem parte do projeto.

Entre os valores essenciais do projeto, estão: soliedariedade, cidadania, cultura de paz, consciência socioambiental, entre outros.

Se você se interessou pela iniciativa, tem interesse em participar ou ter acesso aos conteúdos divulgados, visite o site e curta a página no facebook.

 

 

 

 

Produtora lança box com documentários sobre a infância

caixa-da-mudançaPor meio de seu trabalho, a Maria Farinha Filmes se propõe a contar impactantes e inspiradoras historias que provoquem transformação. Em 2013, a produtora foi contemplada com o selo internacional BCorporation, que tem o objetivo de certificar empresas que usam o poder dos negócios para criar soluções para problemas sociais e ambientais no mundo.

Entre as produções da Maria Farinha há documentários, ficções e séries, além de outras formas de mídia. Conscientizar e provocar mudança é seu grande objetivo e, pensando nisso, a produtora vem trabalhando, já há alguns anos, com O Instituto Alana, uma organização da sociedade civil, que tem como missão ‘honrar a criança’.

Juntos, Alana e Maria Farinha realizaram trabalhos importantes, como os documentários: “Criança, a alma do negócio”, “Muito além do peso” e “Tarja Branca – A revolução que faltava”.

Hoje, 10/12, haverá lançamento oficial do ‘Box da Mudança’, que contempla esses três trabalhos.

Se você acredita na força da informação para provocar mudanças significativas e se tem interesse em conhecer ou em prestigiar essa iniciativa tão importante, confirme sua presença no evento!

O lançamento acontece a partir das 18h30, na Livraria da Vila, na Rua Fradique Coutinho, 915, Vila madalena.

O bate-papo com os produtores Estela Renner, Luana Lobo e Marcos Nisti será às 20h.

A música ficará à cargo do O Bardo e o Banjo e a plateia poderá curtir o show em divertidos bancos de papelão.

Além disso, haverá bike drinks com The Traveling Family Company e tapiocas fresquinhas da Alegria Padaria e Comidinhas Brasileiras.

Serviço:

O que? Bate-papo com produtores da Maria Farinha Filmes – Lançamento do box Caixa de Mudança

Onde? Livraria da Vila | Rua Fradique Coutinho, 915 – Vila Madalena – São Paulo

Quando? Dia 10 de dezembro às 18h30

A escola no espaço digital

children-technologyNo contexto em que vivemos, é tarefa quase impossível ignorar a influência da tecnologia em nossas vidas. Seja no trabalho, na vida pessoal, na escola: a tecnologia está conosco a todo o momento. É verdade que precisamos ponderar e aprender a lidar com ela, sabendo aproveitar seus beneficios e driblar seus riscos.

Para as escolas, a tecnologia auxilia não apenas didaticamente, em sala de aula, mas também para a gestão da instituição. Muitos gestores, porém, ainda não estão abertos às soluções digitais, que podem facilitar o relacionamento com pais, estudantes e demais públicos estratégicos.

Foi pensando nisso que o Blog Wpensar, novo parceiro do Educomunicação, fez o post “A escola no espaço digital”. O texto traz uma relação de todos os benefícios que a tecnologia pode trazer aos gestores de instituições de ensino.

Confira!

Education Hackathon – Por uma educação inspiradora

No próximo final de semana (dias 27 e 28 de setembro) acontecerá, em São Paulo, a terceira edição do Hackathon Educação, um evento global que surgiu com a proposta de debater o sistema convencional de educação, propondo transformações e produzindo conhecimento de forma colaborativa.

O evento, que acontecerá simultaneamente em diversos países, parte do pressuposto que o sistema de educação predominante não apenas no Brasil, mas no mundo, não endereça as reais necessidades de cada indivíduo, prejudicando, assim, o desenvolvimento humano e criando barreiras importantes para a construção de uma sociedade mais justa e sustentável.

A dinâmica do Hackathon é 100% colaborativa. Trata-se de um espaço que permite aos participantes compartilhar experiências educacionais, conectar-se com outras pessoas (formar redes), vivenciar práticas educativas inovadoras e, por fim, cocriar projetos benéficos para uma nova educação.

Neste ano o evento acontecerá ao ar livre, na Praça Domingos Luis, localizada na Zona Norte de São Paulo. A programação contemplará oficinas, rodas de conversa e cocriação de projetos. Para saber mais e confirmar sua presença, clique aqui.

A oficina “ARedu: imaginação coletiva aplicada na educação” está entre as atividades do evento e propõe um questionamento da educação por meio da pintura, do resgate de memórias pessoais e da poesia.

Todas as vivências serão baseadas na lógica da cocriação. Para Beatriz, Carolina e Clara, idealizadoras da atividade, “interações colaborativas podem trazer olhares inovadores para construir novos rumos para a educação.”

Quer participar? Confirme sua presença!

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SERVIÇO

Quando? Dias 27 e 28 de Setembro, a partir das 10h

Onde? Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro, nº 1000 (ao lado da estação Vergueiro do Metro)

 

Curso de Formação em Educomunicação

Tem interesse em aprofundar o seu entendimento sobre Educomunicação? A oportunidade está logo aqui!

Anualmente, o Instituto Gens, em parceria com o Projeto Cala-boca já morreu, oferece um curso de Educomunicação no formato de imersão. Neste ano, será realizado o módulo “Rádio”.

O curso acontecerá nos dias 15 a 19 de outubro, na casa do Projeto Cala-boca já morreu, localizada em São Paulo, na Rua Henrique Schaumann, nº 125 (Pinheiros).

Visite http://www.educomunicacao.org.br para ver todas as informações sobre o curso: programação, pessoas que ministrarão e o valor.

IMPORTANTE: as inscrições vão até o dia 10 de outubro!

divulgação

Ilha do Mel ganha projeto com ‘pegada’ Educomunicativa

Se você ainda não conhece o Programa Cultura Viva – iniciativa do Ministério da Cultura – vale a pena conhecer!

O Programa, cuja essência encontra-se intimamente atrelada à lógica da educomunicação, busca identificar ‘pontos de cultura’ pelo Brasil a fim de valorizar e apoiar a ação cultural de grupos atuantes nas comunidades, reconhecendo o protagonismo dos cidadãos e cidadãs e ampliando o acesso aos meios de produção, circulação e fruição de bens e serviços culturais.

Entre 2004 e 2012, foram beneficiados 3.662 pontos de cultura em todo o país.

ilha-do-melO Ponto de Cultura que vamos destacar neste post fica na Ilha do Mel (PR). O Projeto ‘Cultura Viva da Ilha do Mel’ realiza ações para valorizar a cultura caiçara e divulgar produtos criados por moradores da Ilha.  

São realizadas oficinas de teatro, fotografia, música e, assim, a comunidade apodera-se do espaço e da cultura da ilha, fortalecendo seu protagonismo e construindo novas práticas culturais.

No mês passado, por exemplo, Paranaguá (Município onde está localizada a Ilha) recebeu a exposição fotográfica “Pelo olhar da Ilha do Mel”, resultado de oficinas realizadas com crianças e adolescentes da região.

“Usamos a metodologia da educomunicação, que mistura educação, comunicação e cultura. Realizamos práticas fotográficas com câmeras digitais e também com câmeras artesanais, produzidas por eles mesmos, com latas”, afirma Adriana Marques Canha, coordenadora do projeto.

Veja abaixo as diferentes vertentes da iniciativa e entenda como são articuladas as atividades.

Valorização da identidade cultural – de forma construtiva, orientadores refletem com os moradores sobre o meio-ambiente e sua história. Os artistas locais têm novas possibilidades para articular e transmitir seus processos criativos. Valorizar a identidade cultural por meio da linguagem artística é uma forma de resgatar raízes muitas vezes esquecidas.

Potencialização das expressões culturais – o teatro e as artes visuais são usados para estimular a linguagem artística na comunidade. Os espetáculos teatrais materializam eventos históricos e a riqueza folclórica, trazendo para o presente a memória que pode ser vista, ouvida e tocada. Agentes multiplicadores locais também estimulam a prática artística e pedagógica, pela liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, a arte e seus saberes.

Difusão cultural – a partir de oficinas de inclusão digital, audiovisual, fotografia e comunicação popular — jornalismo comunitário e rádio –, a comunidade aprende a usar equipamentos multimídia para realizar seus produtos culturais e registrar seu conhecimento tradicional. Pode assim difundir tudo através da internet e de outros meios de comunicação, além de arquivar tudo o que foi produzido.

Para saber mais, visite culturailhadomel.wordpress.com