Entre o Global e o Local

global-cultureVivemos em um mundo marcado pelo advento da globalização e pela, quase hegemônica, cultura da internet. Hoje podemos nos sentir próximos mesmo àqueles que estão a quilômetros de distância de nosso dia a dia.

É possível encontrar semelhanças entre um americano que vive em Manhattan, um peruano que mora em Cuzco e um brasileiro natural de Salvador.

Se a globalização pode ser entendida como processos atuantes em escala global, existem meios que tornam possível essa atuação e são esses meios que integram comunidades que tinham tudo para ser completamente distantes, mas não são.

Sob o meu ver, são três os principais meios que tornam possível essa aproximação entre lugares geograficamente afastados; são eles: a internet, o sistema midiático hegemônico e as grandes marcas.

As representações e discursos midiáticos, assim como a internet, nos colocam perto do que nos parece, num primeiro momento, inatingível. Isso afeta, diretamente, determinadas experiências contemporâneas, como por exemplo, a do turista. A surpresa com o novo já não é mais tão grande: antes de irmos ao destino escolhido, já conhecemos tudo sobre ele, já sentimos, até mesmo, o sabor de seu prato típico.

Outro fator que aproxima comunidades espalhadas pelo globo é o discurso das grandes marcas globais. Ao andarmos nas ruas ou ligarmos a TV e o rádio, (e podem ser ruas, Tvs e rádios tanto de Nova Iorque como de Lima) nos deparamos com os discursos difundidos pelas grandes grifes, que se dirigem diretamente a nós, consumidores.

global-brandsO posicionamento de marcas como Adidas, Nike, Apple (entre outras) possui um impacto global extremamente significativo. O que essas marcas vendem está além de roupas ou eletro-eletrônicos, elas vendem comportamentos, ideologias, estilo de vida.

Quem compra essas marcas identifica-se, de alguma forma, com o discurso apresentado e, portanto, pessoas de diferentes partes do mundo (e muitas vezes pertencentes a culturas extremamente distintas) se aproximam no momento em que assumem o papel de consumidoras.

A conexão entre diferentes partes do globo já é uma realidade indiscutível e, com o surgimento de novas tecnologias, a tendência é que o mundo se torne cada vez menor.

Hoje, escutamos música inglesa, assistimos a filmes iranianos, comemos comida tailandesa, dançamos música americana: tudo isso sem sairmos de nosso país de origem, sem sairmos de nossa casa, ou de nosso próprio quarto. Ao ligarmos a TV ou acessarmos a internet temos serviços que nos oferecem “cultura delivery”.

Estamos, a todo o momento, em contato com culturas diversas; vivemos, de fato, em uma realidade marcada por uma permuta cultural cotidiana e, dentro desse cenário, as noções entre global e local misturam-se, criando, como já disse o estudioso argentino Nestor Canclini, “culturas híbridas“, tão típicas de nosso tempo.

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O receptor também é produtor

No post “Lemos… Mas vamos além” falei sobre o papel do produtor e do receptor de conteúdo no mundo atual, marcado pela dinâmica da internet. Para ilustrar a discussão estabelecida faço agora uma breve análise de um caso que conheço de perto ou, para ser mais específica, que vivenciei. Peço licença para contar, brevemente, uma história pessoal que, com certeza, já ocorreu inúmeras vezes, com inúmeras pessoas ao redor do globo.

Em meu último ano de faculdade (2010) desenvolvi um trabalho sobre Educomunicação. As leituras eram infinitas, foram noites eternas na companhia dos livros e claro, do computador. Encontrei muito material na internet e para me organizar decidi criar um twitter (que funcionaria como uma pasta online). Todos os artigos e entrevistas que me interessavam eu colocava ali, para retomá-los mais tarde, quando sentisse necessidade.

Pois bem, eis que um dia, ao entrar em minha “pasta de links” sobre educomunicação, reparo que mais de quatrocentas pessoas estão seguindo o perfil que criei para ser, de início, um arquivo pessoal. Fique espantada e um pouco curiosa: qual o motivo de estarem me seguindo? Interesse no tema, é lógico.

Encerrei meu trabalho (que foi a razão para criar o perfil @Educomunicacao no twitter), mas não encerrei minha conta no miniblog. Achei a movimentação e acúmulo de seguidores instigante e comecei a interagir com eles: fazer perguntas, lançar discussões, levantar problemas e no decorrer dessa “brincadeira” percebi que não eram mais quatrocentos seguidores, agora já eram mil.

Continuei promovendo debates e fazendo daquele espaço um encontro entre pessoas interessadas no tema. Um dia, quando meus seguidores já estavam em quase dois mil, eu decidi criar um blog. As provocações em 140 caracteres estavam pedindo algo mais, um complemento, quem sabe.

Criei, então, este blog. Num dia eu era receptora de conteúdo e “caçadora” de links, no outro, além de manter o meu antigo papel, eu adicionava um novo perfil ao meu “eu cibernético”: o papel de produtora de conteúdo.

Me tornei, literalmente, receptora de meus próprios conteúdos, uma “receprodutora”, se me permitem inventar o termo. Hoje são mais de quatro mil seguidores e tento manter o miniblog e o blog sempre ativos, já que encontrei esse espaço tão rico para estar em contato com pessoas que se interessam pelos mesmos temas que eu.

A internet é assim, um mundo de possibilidades, quando você menos espera, já está vestindo, (simultaneamente) a camisa do receptor e do produtor e, pelo bem ou pelo mal, as oportunidades e novidades que surgem a partir dessa flexibilidade são extremamente enriquecedoras.

Pelo twitter, criei um fórum de discussão sobre um tema do meu interesse e agora compartilho ideias e experiências com outras tantas pessoas, que assim como eu, têm a internet como um lugar de encontro e debates.

Que esse fórum continue crescendo sempre mais! Afinal, juntos, conseguimos tecer pensamentos mais rebuscados, além de conhecermos aquilo que jamais estaria ao nosso alcance se não fosse a plataforma digital! Façamos uso dela!

As mazelas do nosso Brasil

Sempre senti enorme comprometimento social com o meu país e acredito que não poderia ser diferente. Em uma realidade como a do Brasil, marcada por imensa desigualdade social, forte cultura servil, sistema público ineficiente e políticos corruptos, os que não se sentem comprometidos provavelmente fecham os olhos frente à realidade, optando por viver dentro de uma bolha.

Não me conformo com tamanha desigualdade. Como podemos nos acomodar perante à violência, pobreza, fome? Perante um sistema público que oferece qualidade de ensino precária, saúde precária e que não valoriza figuras importantes, como a do professor.

Não acho que seja possível se ausentar; por mais que alguns tentem, a realidade está escancarada nas ruas: nos olhos das crianças que batem no vidro dos carros para pedir esmola, na sujeira e no lixo que encontramos nas calçadas, nas enormes filas do SUS, nas frequentes greves de servidores públicos.

Mesmo com todas essas evidências, muitos ainda preferem entrar em seus carros blindados e simplesmente ignorar o que se passa lá fora. Saem de suas casas cercadas por muros e seguranças, encaminham-se para restaurante luxuosos, gastam fortunas. Porém, não conseguem enxergar o que existe no percurso casa-restaurante: existe miséria, existe pobreza, existe desigualdade.

Foto: Tuca Vieira

Não julgo aqueles que têm mais e podem se dar o luxo de certos prazere$, mas o problema do Brasil é que existem os que têm muito e os que nada têm. São extremos.

E os que nada têm vivem como marginais, cidadãos invisíveis, jogados numa sociedade que não os acolhe, uma sociedade às avessas.

Os que dependem do governo são tratados de forma extremamente desrespeitosa. A educação, saúde e transporte públicos estão longe do padrão ideal de qualidade. E então nos perguntamos: o que deu errado? E como podemos melhorar esse cenário tão injusto?

Há pouco voltei de uma viagem à Austrália e fiquei extremamente bem impressionada com o país, desejando que por aqui as coisas fossem semelhantes ao que ocorre por lá. Ali não há desigualdade, todos têm as mesmas oportunidades. Não há miséria. Vivem de forma digna, com acesso a serviços públicos de qualidade.

Visitei escolas australianas da rede pública e fiquei impressionada. São extremamente bem cuidadas. Espaços verdes, amplos, que integram natureza e sala de aula. Bibliotecas enormes. E, o mais importante, os professores recebem salário considerado ótimo, a profissão é respeitada e reconhecida como fundamental para o desenvolvimento do país.

Os australianos entendem que é por meio da educação que se constrói uma sociedade justa e humanizada. O governo australiano tem inúmeros programas de incentivo aos estudos, programas que funcionam e que, de fato, fazem a diferença na formação de seus cidadãos.

O governo trabalha para que a sociedade funcione da melhor forma possível, coloca dinheiro público em benefício público. Parece óbvio, não?

Aqui, porém, vemos uma situação predominantemente caótica e muito diferente dos exemplos australianos. Claro que muitos de nossos problemas sociais estão enraizados em questões culturais, na maneira como o país foi colonizado e, portanto, na maneira como o país se construiu desde sempre. Mas é preciso redesenhar a história. E podemos fazer isso a cada dia.

Precisamos de mudanças estruturais, que levam tempo. Mas, imaginem, se todo o dinheiro público que já foi roubado ao longo da história tivesse sido aplicado em benefício público! Poderíamos ter alcançado uma sociedade mais justa. Há dinheiro, o que não há é comprometimento dos governantes.

Vale lembrar que o Brasil ocupou o 84° lugar no IDH 2011, enquanto a Austrália pegou 2° lugar na classificação.

Transformar é preciso. E podemos começar já!

Ideias

Somos mais criativos do que imaginamos, só temos que nos permitir. Aquilo que parece óbvio para nós pode ser a parte que falta para complementar o pensamento do outro. Por que não compartilhar uma ideia? A partir da soma de pensamentos, grandes mudanças podem ocorrer.

Ideias surgem a todo o momento, grandes, pequenas, tímidas, desesperadas. Não importa como, mas devem ser externadas. O silêncio pode matar futuros brilhantes e inibir invenções incríveis.

Ao ser compartilhada, uma ideia pode ser modificada, remodelada, reinventada; pode virar uma verdade! E até mesmo transformar o mundo.

Ideias, ousadia, invenções… São esses os grandes combustíveis da vida. Sem eles estaríamos estáticos. Ideias significam movimento e movimento significa vida!

MovImento, movimEnto, MOVimento, MoviMento, MoviMentO.

Agarre suas ideias, corra atrás, anote, compartilhe! Faça delas ferramentas para desenhar a vida, para construir um mundo que, aos seus olhos, parece ser ideal.

Ideias, ideiaS, IDEias, IdEias…

Boas razões para aprender outras línguas

Um dos aspectos mais fascinantes em aprender outras línguas está na possibilidade de conhecer novas culturas e enriquecer a maneira como percebemos o mundo. Com certeza o olhar sobre as coisas da vida sofre mudanças quando somos capazes de irmos além de nossa língua materna.

Aprender outra língua é entregar-se às diversidades e peculiaridades do mundo, é dar a cara a bater, falar errado, repetir, insistir… É desafiar os próprios limites!

É conhecer pessoas de países e culturas distantes, trocar experiências e perceber que somos tão diferentes, mas ao mesmo tempo, humanos, e por isso, tão semelhantes.

É se surpreender, ficar encantado e, vez ou outra, querer jogar tudo pro alto (por que essa tal outra língua é muito difícil!)

A verdade é que, aprender outra língua pode ser, entre outras delícias, um caminho de liberdade.

Se você está pensando em aprender uma nova língua e não sabe por onde começar, confira a lista abaixo. O Guia do Estudante separou 10 sites que possibilitam o aprendizado online.

10 sites para aprender um novo idioma na internet (Fonte: Guia do Estudante)

O site tem versão em português – que é aperfeiçoada pelos próprios usuários – e é um dos mais conhecidos na web. É organizado, bastante didático e conta com quatro frentes de ensino: primeiro, o aluno passa por slideshow com áudio, que representa uma figura e ensina como escrevê-la e enunciá-la. Depois, o aluno revê o conteúdo aprendido. No terceiro passo, o internauta deve escrever uma redação curta sobre um tema proposto pelo site e, por fim, gravar exercícios em áudio e enviar para outros usuários comentarem. Há uma barra que marca seu progresso nos exercícios e é sempre possível fazer lições extras. Se optar pela conta premium, que é paga, o aluno pode se tornar um professor no Livemocha.

O site é em inglês e investe bastante no conceito de rede social: é possível adicionar amigos, enviar mensagens ou chamar usuários para o “Busuu Talk”, um comunicador instantâneo do próprio site. O aviso sonoro de que alguém está chamando você para conversar pode ser irritante, mas o conceito é legal: na janela de conversa, aparece ao lado uma lista com verbetes de ajuda. Há também uma opção de videochat.

Investe na ideia de ter um “parceiro de línguas”: você escolhe alguém para trocar informações e se ajudar mutuamente. Há grupos de discussão, fóruns e murais de recado e wikis. Para os professores natos, uma boa notícia: você pode se candidatar a uma vaga no site e ganhar dinheiro ensinando pela internet.

Oferece cursos de francês, alemão, italiano e espanhol. O site fica disponível tanto em inglês quanto na língua que você está aprendendo. O registro é rápido e trabalha com sistema de pontuação. Você tem duas chances para acertar um exercício, ou o site completa a resposta para você. Há um sistema de busca especial no site que traduz qualquer palavra (nesses idiomas) automaticamente. Há também a opção de adicionar amigos, enviar mensagens e consultar o perfil dos usuários. O site encoraja a postagem de fotos e o desenvolvimento de relações entre os usuários.



Assim como o Busuu, o Palabea possui um comunicador instantâneo próprio. Parece bastante uma rede social e permite o upload de fotos e vídeos. A troca de idiomas se dá por aulas gravadas, fotos e podcasts, e o usuário pode carregar documentos com exercícios. O site possui um espaço para novidades e eventos, conta com fóruns de discussão e grupos de estudo, além de um mapa que aponta quantos usuários do site moram em cada país. Há também um ranking para os professores mais populares e um termômetro de humor.

Inusitado, o site é voltado para estudantes de esperanto e é totalmente em português. Há várias páginas de texto explicando a origem da língua e o internauta tem a opção de receber uma palavra por dia em esperanto por e-mail. Não há muita interatividade entre os usuários, embora seja possível enviar cartões ilustrados para amigos no site. Há também jogos em flash, planos de estudo, exames de nível e concursos.

Em português, o site funciona a base de posts dos membros do site. Você pode corrigir as frases de outros usuários e dar dicas. O site também possui um sistema de pontuação: tanto as correções quanto os agradecimentos são contabilizados em um ranking de usuários.

Boa parte do conteúdo mais interessante do Smart.fm está disponível apenas para contas pagas, mas é possível utilizar o sistema de listas, criadas pelos próprios usuários do site, que estimula a participação e a troca de conversa entre os usuários. Quem opta pela conta premium tem direito aos aplicativos iKnow!, Dictation e BrainSpeed, que oferecem exercícios diversos e numerosos, dependendo do nível do idioma aprendido. O site também conta com podcasts e serviços pelo celular.

O serviço também é pago, mas é possível utilizar a versão de teste. O site oferece grande quantidade de aulas, a maioria delas em áudio. Você pode comprar o curso que lhe interessa mais e fazer os exercícios quando quiser.

O site se concentra em grupos de discussão sobre temas diversos, que vão desde o aprendizado do idioma em sua forma pura – é possível fazer uma busca pela ênfase que você pretende aprender do idioma – até temas diversos como cultura e meio ambiente. Os alunos gravam mensagens em áudio e enviam para o grupo, como se estivessem em um podcast sobre o tema. É possível transcrever o que foi dito e acrescentar ao áudio. Há também grupos de leitura e interpretação de textos.

No Twitter: Aprendendo um idioma em 140 toques 

Se você realmente quiser mergulhar no mundo dos idiomas, que tal seguí-los no Twitter? O @linguicke o @ikll são para os apaixonados por linguagem, não importa qual seja; já o @learnkanji é destinado a quem sempre quis saber japonês. Há também o @learnspanish@learnenglish_bc e o@frenchlanguage para quem deseja receber doses diárias da sua língua de estudo no Twitter.

Agora não tem mais desculpa: clique no mouse e vá estudar!