Escolas verdes: o mundo precisa delas

De forma crescente vemos surgir, ao redor do mundo, movimentos que buscam propor novos modelos educacionais. O grande questionado é o modelo ‘bancário’ de ensino, que foi definido por Paulo Freire como aquele modelo que consiste numa educação repressora, em que o educador deposita conteúdos no educando, sem reconhece-lo como sujeito autônomo.

Questionar esse modelo é necessário. Uma educação que não faz do aluno protagonista de seu próprio aprendizado jamais será transformadora.

O educador deve promover encontros, instigar, despertar a curiosidade sem, jamais, entregar fórmulas prontas e fechadas: é preciso abrir pontes para a reflexão e para a experiência. Só assim o jovem saíra da escola com criticidade e autonomia suficientes para compreender seu papel no mundo.

Mas, como criar modelos de aprendizagem que consigam dar à educação a capacidade de formar sujeitos livres, autônomos e capazes de transformar a comunidade em que estão inseridos? O designer canadense John Hard nos dá a resposta, com a sua “Green School”, fundada em 2006, em Bali, na Indonésia.

green-school-baliConhecida como a ‘escola mais verde do mundo’, a Green School oferece uma educação natural, holística e centrada nos alunos. Possui um currículo que combina o padrão acadêmico com aprendizagem experimental.

Na escola, os alunos, vindos de diversas partes do mundo, também têm acesso a currículos de Estudos Verdes e de Artes Criativas. A Green School prepara os alunos para serem pensadores críticos e criativos, confiantes para defender a sustentabilidade do mundo e do seu ambiente.

A estrutura física da escola é um dos grandes modelos de arquitetura sustentável do mundo. Toda feita em bambu, 80% da energia elétrica consumida é captada através de painéis solares. John Hardy, e sua esposa, Cynthia Hardy, moram em Bali há mais de 30 anos e reconheceram no local uma oportunidade única para criar algo verdadeiramente inspirador e fora das limitações estruturais, conceituais e físicas de muitas escolas tradicionais.

A Green School é a grande referência de escola verde no mundo, mas não a única. Nos EUA, por exemplo, já são 118 escolas que seguem esse modelo de aprendizagem. No Brasil, porém, o modelo ainda está emergindo. A primeira escola verde brasileira foi instalada na zona oeste do Rio, em 2011. Resultado de uma parceria público-privada, o Colégio Estadual Erich Walter Heine está localizado no bairro de Santa Cruz, que possui um dos IDHs mais baixos da capital.

Com painéis solares, reaproveitamento da água da chuva, iluminação natural, ecotelhado e área para reciclagem, a escola mostra que o modelo inovador já está dando frutos: alunos já estão levando as práticas sustentáveis para o dia a dia de suas famílias; estão, assim, disseminando os valores da sustentabilidade em suas comunidades e têm tudo para, no futuro, se tornarem grandes líderes verdes, que serão capazes de endereçar problemas que hoje afetam seriamente o nosso planeta, como o aquecimento global e a crise hídrica.

A escola foi a primeira da América Latina a ganhar o selo Leed School, que lhe dá reconhecimento internacional de escola sustentável. Também é importante ressaltar que essa foi a primeira escola brasileira a buscar o LEED e a primeira escola pública do mundo a tomar essa iniciativa.

Para ler mais sobre Escolas Verdes, acesse os links:

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