O uso de games na educação

O momento de lazer das crianças pode ser um grande alíado da educação. Estudiosos têm, cada vez mais, alertado pais e professores sobre a necessidade de se pensar atividades do dia a dia como potenciais abordagens para o processo de aprendizagem.

Percebemos que as crianças usam tecnologias com maior frequência quando estão fora da escola – isso poderia ser explorado sob a lógica do “home-style learning” – ou seja, aprender a partir das interações em casa, que, muitas vezes, chegam a ser mais espontâneas do que certas atividades propostas e desenvolvidas na escola.

Dentre as atividades de lazer que poderiam ser exploradas na educação, temos os games. Crianças e jovens utilizam jogos de computadores com grande frequencia e essa interação torna-se, inevitavelmente, parte do processo de aprendizagem.

Certos tipos de jogos – e deixemos de lado os violentos – envolvem uma série de atividades cognitivas: memória, estratégia, previsões, resolução de problemas e construção de hipóteses. O aprendizado, nesse caso, é adquirido por meio da experiência – “learning by doing“, o que é extremamente vantajoso, pois proporciona ao jovem senso de autonomia e autoconhecimento – ao invés de seguir instruções pré determinadas, ele explora, descobre, experimenta e desenvolve a sua própria maneira de interagir com o game.

Esse processo pode ser extremamente produtivo, mas os games, vez ou outra, carregam consigo conteúdos inapropriados para determinadas idades – e isso deve ser “fiscalizado” pelos pais. Comprar games violentos, por exemplo, contribuirá para a construção de um olhar e comportamento nem sempre positivos. A cognição, nesse caso, será explorada a partir de aspectos que podem prejudicar o desenvolvimento do jovem e de sua interação em sociedade.

Existem, porém, games extremamente interessantes, que exploram conteúdos educativos de forma interativa e lúdica. A criança pode, por exemplo, aprender a contar, ser introduzida ao alfabeto e ainda desenvolver a capacidade de pensar estrategicamente, criando hipóteses e soluções para problemas e barreiras que geralmente aparecem nos jogos.

Tomando o devido cuidado, games podem ser extremamente úteis para atividades pedagógicas.

Veja abaixo links que tratam sobre o tema:

Novas práticas na educação: o uso de jogos digitais para fortalecer a aprendizagem

Preconceito é o principal adversário dos games na educação

Games em educação: como os nativos digitais aprendem

João Mattar e o uso dos games apoiando a educação

Professores precisam interagir com jogos

A escola, o video game e o prazer

Games em educação

Escola Games

 

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Um pensamento sobre “O uso de games na educação

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