O cinema como forma de protesto

Não é a primeira vez que falo sobre “trânsito” aqui no blog, afinal, o assunto está bastante ligado à educação e, por isso, não poderia ser ignorado.

Já afirmei, em pots anteriores, que apoio a a ideia de incluir a “educação para o trânsito” no currículo formal e acredito que, se assim fosse feito, os jovens, quem sabe, seriam um pouco mais prudentes na hora de pegar no volante.

Felizmente, parece que as pessoas estão conversando mais sobre o assunto (talvez pelo enorme número de mortes e acidentes diários) e o tema está mais corriqueiro na vida de todos.

Espera-se que, com isso, a conscientização aumente e os números assustadores de mortes e acidentes diminuam. Estatísticas mostram que, por ano, morrem no Brasil 43 mil pessoas vítimas do trânsito.

Exatamente com a função de trazer a tona o assunto e conscientizar as pessoas, foi criado o Movimento Viva Vitão, que também já foi citado aqui no blog, em um post especial sobre Ciberativismo.

Vitor Gurman foi vítima de uma motorista irresponsável. Depois de perderem o amigo, jovens criaram o movimento com o lema “Não espere perder um amigo para mudar sua atitude no trânsito“. O movimento ganhou enorme força nas redes sociais e também na mídia televisiva. Além disso, os espaços públicos também serviram como palco para o protesto dos jovens: manifestações em jogos de futebol e passeatas pela cidade de São Paulo são alguns dos atos públicos organizados pelos amigos do Vitor.

Agora, uma nova ferramenta foi utilizada em prol da coscientização: o cinema.

Dia 21 de setembro estréia no Cinemark o documentário “Luto em Luta“, que mostrará a realidade do trânsito de São Paulo. O filme trará depoimentos de vítimas do trânsito, amigos e familiares; além das falas de psicanalistas que atendem esse tipo de vítimas, especialistas em trânsito, jornalistas, juristas, entre outros.

Abaixo deixo o trailer do documentário e sugiro uma reflexão sobre como o documento poderia ser utilizado em sala de aula. Apesar de ter um conteúdo forte, é uma realidade que não pode ser ignorada. Grande parte dos envolvidos nas cenas do filme são jovens, o que nos faz pensar sobre a urgência em debater o assunto não apenas com os mototritas de hoje, mas também com aqueles que pegarão no volante em breve.

Pergunta aos professores: Vocês trabalham o tema com seus alunos? Como? Vamos lembrar que educação para o trânsito é parte essencial do pacote “educação para a cidadania”.

Escolas e universidades que tenham interesse em exibir o documentário devem entrar em contato com o movimento Viva Vitão pelo e-mail contato@vivavitao.com.br 

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Um pensamento sobre “O cinema como forma de protesto

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