O receptor também é produtor

No post “Lemos… Mas vamos além” falei sobre o papel do produtor e do receptor de conteúdo no mundo atual, marcado pela dinâmica da internet. Para ilustrar a discussão estabelecida faço agora uma breve análise de um caso que conheço de perto ou, para ser mais específica, que vivenciei. Peço licença para contar, brevemente, uma história pessoal que, com certeza, já ocorreu inúmeras vezes, com inúmeras pessoas ao redor do globo.

Em meu último ano de faculdade (2010) desenvolvi um trabalho sobre Educomunicação. As leituras eram infinitas, foram noites eternas na companhia dos livros e claro, do computador. Encontrei muito material na internet e para me organizar decidi criar um twitter (que funcionaria como uma pasta online). Todos os artigos e entrevistas que me interessavam eu colocava ali, para retomá-los mais tarde, quando sentisse necessidade.

Pois bem, eis que um dia, ao entrar em minha “pasta de links” sobre educomunicação, reparo que mais de quatrocentas pessoas estão seguindo o perfil que criei para ser, de início, um arquivo pessoal. Fique espantada e um pouco curiosa: qual o motivo de estarem me seguindo? Interesse no tema, é lógico.

Encerrei meu trabalho (que foi a razão para criar o perfil @Educomunicacao no twitter), mas não encerrei minha conta no miniblog. Achei a movimentação e acúmulo de seguidores instigante e comecei a interagir com eles: fazer perguntas, lançar discussões, levantar problemas e no decorrer dessa “brincadeira” percebi que não eram mais quatrocentos seguidores, agora já eram mil.

Continuei promovendo debates e fazendo daquele espaço um encontro entre pessoas interessadas no tema. Um dia, quando meus seguidores já estavam em quase dois mil, eu decidi criar um blog. As provocações em 140 caracteres estavam pedindo algo mais, um complemento, quem sabe.

Criei, então, este blog. Num dia eu era receptora de conteúdo e “caçadora” de links, no outro, além de manter o meu antigo papel, eu adicionava um novo perfil ao meu “eu cibernético”: o papel de produtora de conteúdo.

Me tornei, literalmente, receptora de meus próprios conteúdos, uma “receprodutora”, se me permitem inventar o termo. Hoje são mais de quatro mil seguidores e tento manter o miniblog e o blog sempre ativos, já que encontrei esse espaço tão rico para estar em contato com pessoas que se interessam pelos mesmos temas que eu.

A internet é assim, um mundo de possibilidades, quando você menos espera, já está vestindo, (simultaneamente) a camisa do receptor e do produtor e, pelo bem ou pelo mal, as oportunidades e novidades que surgem a partir dessa flexibilidade são extremamente enriquecedoras.

Pelo twitter, criei um fórum de discussão sobre um tema do meu interesse e agora compartilho ideias e experiências com outras tantas pessoas, que assim como eu, têm a internet como um lugar de encontro e debates.

Que esse fórum continue crescendo sempre mais! Afinal, juntos, conseguimos tecer pensamentos mais rebuscados, além de conhecermos aquilo que jamais estaria ao nosso alcance se não fosse a plataforma digital! Façamos uso dela!

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