Lemos… Mas vamos além!

 A maneira de disseminar informações sofreu grandes mudanças nos últimos anos. Com o avanço da internet e, principalmente, com o surgimento das redes sociais (como Facebook e Twitter), o papel do produtor e do receptor passaram a confundir-se e hoje, aquele que recebe informações na web é também produtor de conteúdo online.

Os grandes meios de comunicação não são mais a única voz a disseminar informação. Hoje, suas “verdades absolutas” podem ser facilmente questionadas e rapidamente desconstruídas por qualquer pessoa que tenha acesso ao conteúdo e queira emitir uma opinião sobre ele.

Mais do que utilizar o espaço para comentários ao final das matérias, os leitores podem ir às suas redes sociais e elogiar, reclamar ou dialogar com o que foi lido. As redes sociais são utilizadas não apenas como entretenimento, mas como espaço de discussão sobre os mais variados temas: quem antes não tinha espaço para se expressar, agora o faz  publicamente por meio da internet.

Elas tornaram-se ferramenta social e política. Pessoas não falam só de si, mas pautam temas sociais, mostram indignação, organizam passeatas, abaixo-assinados e muitas vezes as movimentações online geram mudanças no “mundo offline”.

É importante lembrar, porém, que o acesso à rede não é democrático e, mesmo com a possibilidade de questionarmos e nos posicionarmos, os produtores de conteúdo independentes ainda são pequenos se comparados com os grandes meios. Ainda há um discurso hegemônico e preferencial (hegemônico e preferencial sim, mas único não).

Também podemos citar os Blogs como importantes ferramentas online. Assim como Facebook ou Twitter, o Blog tornou-se um espaço muito rico de debate. Alguns já são referência em determinados assuntos e assim, passam a competir com grandes meios (pelo menos no ambiente online). Há quem prefira acessar um blog sobre política ao invés de uma matéria na sessão “política” do Estadão, por exemplo.

Esse cenário (que confunde receptor e produtor), criou uma nova forma de fazer jornalismo. Agora temos o “jornalismo colaborativo”. O jornalista publica sua matéria e, no momento seguinte, milhões de pessoas a comentam, retrucam e publicam novos conteúdos sobre o mesmo tema.

Lemos, mas vamos muito além disso. Expressamos nossa opinião para milhões de pessoas e desta forma, num encontro de opiniões e ideias, podemos conhecer infinitas visões sobre o mesmo tema, fugindo assim do perigo de acreditarmos na”verdade absoluta”, disseminada pelos grandes meios.

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Um pensamento sobre “Lemos… Mas vamos além!

  1. É verdade, as redes sociais criaram novas formas de participação política. No entanto, o jornalismo colaborativo é um pouco mais complexo que somente o comentário a partir de uma matéria publicada. É também chamado de colaborativo quando pessoas comuns pautam os jornais, enviam fotos ou até mesmo redigem material para ser publicado. Há agora um jornal digital feito somente por pessoas de uma comunidade.
    Um abraço,
    Fernanda

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