O entretenimento a favor da educação

Alegando que se trata de pura futilidade e perda de tempo, alguns educadores tendem a ignorar ou adotar discursos preconceituosos em relação a determinados conteúdos de entretenimento.  

Claro que ao falarmos em juízo de valor devemos sempre ressaltar que cada um tem seus interesses e opiniões;  não cabe a ninguém dizer o que é certo e errado/ bom ou ruim quando falamos de “gostos”.

Porém, quando pensamos em educadores, esse posicionamento radical e extremista pode ser um tanto quanto perigoso. O mundo hoje é complexo e interligado, a escola não mais o único polo difusor de saberes… Hoje podemos falar, mais do que nunca, em outros educadores, que assim como a escola, possuem impacto indiscutível na formação e transformação dos alunos.

Quando falamos em “outros educadores” podemos citar diversos exemplos: família, amigos, igreja e, acima de tudo, a mídia.

Vivemos em uma sociedade midiatizada, em que as mensagens da mídia têm impacto direto na vida das pessoas além de contribuir para a construção de valores e comportamento. O que é difundido pela mídia torna-se referência, cria representações, constrói imaginários e por fim, afeta diretamente a relação das pessoas com o mundo e com os seus pares.

O entretenimento é um dos segmentos presentes nos conteúdos midiáticos (e um dos mais populares, diga-se de passagem). Claro que não é possível colocar todo o tipo de filme, música, teatro em uma única categoria, existem diversas categorias dentro do “entretenimento”: trash, brega, pop, clássico e assim por diante…

E o que é bom ou ruim?

Não é essa pergunta que queremos responder. O que queremos ressaltar aqui é que o entretenimento, seja ele qual for, faz parte da vida dos alunos. Eles assistem novela e discutem sobre ela, escutam músicas e criam gosto e opiniões a partir delas, lêem revistas e tomam o conteúdo como referencial para suas vidas. Por isso é preciso que o professor reconheça que o entretenimento é também uma ferramenta poderosa da educação!

Não se fala em entregar-se de olhos fechados a tudo o que o entretenimento oferece, mas sim pegar esse conteúdo e colocá-lo a favor da educação. Como explorá-lo? O que ele pode trazer de benefícios ao assunto estudado em sala de aula? Sob quais perspectivas devemos pensar o conteúdo de entretenimento?

A ideia é simples: Não ignorar o que faz parte da vida dos alunos e ajudá-los a entender esse mundo “espetacularizado” em que vivemos. O campo educacional não é mais autônomo, mas anda ligado a diversas outras esferas sociais, inclusive a mídia.

Conhecimento e entretenimento se combinam, são inseparáveis e por isso a escola deve pensar nesses dois campos como aliados e não como opostos.

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