Mídia e cidadania: a cultura das minorias

Vivemos em uma sociedade que pode ser chamada “midiatizada”, na qual os meios de comunicação surgem como espaços importantes para a interação social e assim, tornam-se terrenos relevantes para o exercício da cidadania.

As ferramentas de comunicação dão voz àqueles que buscam afirmar seu lugar na sociedade e que lutam para fazer do mundo um lugar melhor. Devido ao processo de midiatização que marca a dinâmica das sociedades contemporâneas, os indivíduos se vêem frente a novas formas de relacionamento com o mundo e com seus semelhantes; a mídia passou a ser um dos grandes elementos reguladores da relação do homem com o seu ambiente e seus pares, além de gerar possibilidades inéditas de manifestações e expressões cultural, política e social.

Os discursos midiáticos têm poder inigualável e interferência direta na construção do imaginário coletivo. Mensagens transmitidas nos espaços midiáticos modelam comportamentos e ideologias e por isso a mídia é, atualmente, um dos principais terrenos onde ocorrem as interações entre os indivíduos.

Podemos dar atenção especial, dentro deste contexto do qual falamos, à cultura da minoria e sua relação com a mídia.

Mídia e Cultura das Minorias 

O entendimento sobre “minoria” deve ir além de mera conotação quantitativa, em que ela coloca-se como inferior, mas devemos entender que “minorias” são movidas pelo impulso e a vontade de transformação e que se movimentam para tentar mudar situações de conflito ou situações em que se veem vulneráveis diante da legitimidade institucional e diante das políticas públicas. Tendo em vista este perfil, podemos dizer que a midiatização da sociedade gerou um emponderamento das minorias, que encontraram no espaço midiático mais um grande aliado às suas lutas.

 A mídia como espaço para o exercício da cidadania

No terreno midiático, a minoria pode se mostrar à sociedade e se fazer ouvir, pode apresentar ao mundo suas insatisfações e desejos de transformação, pode transmitir e criar seus valores, ideias, símbolos e com isso, incentivar comportamentos. Assim, ao fazer uso do espaço midiático como lugar de manifestação e luta, essa minoria está, também, exercendo sua cidadania, ao passo que, ao se manifestar, fala de si, constrói, promove mudanças e garante seu direito a cultura, que não se resume apenas em consumi-la, mas em produzi-la e difundi-la.

No momento em que se apoderam dos meios de comunicação para se manifestar e exercer sua cidadania, as minorias garantem seu lugar em um sistema público que muitas vezes a excluem. Se o Estado não incorpora e não reconhece a todos de forma igualitária, são os diferentes grupos sociais que se unem e se posicionam de modo a romper um ciclo de privilégios e assim, lutam para garantir seus direitos como cidadãos, assumindo postura social participativa, que não apenas assume papel de receptor de valores, símbolos e ideologias, mas que também cria e constrói aquilo que acreditam ser necessário para tornar a sociedade da qual fazem parte um lugar melhor.

Meios de comunicação e emponderamento social

Os meios de comunicação são, portanto, lugares-chave para esse emponderamento dos indivíduos. No cenário atual, é (também) por meio das diferentes ferramentas de comunicação que os grupos sociais ganham voz, se colocam para a sociedade e travam suas lutas. Assim, podemos dizer que os meios de comunicação são, claramente, espaços fundamentais para o exercício da cidadania.

Para complmentar a leitura sugerimos o texto “Ciberativismo“. Confira!

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