Google: o educador número 1

Para reflexão

A mãe se emociona, mas a declaração não é exatamente para ela. Essa se torna uma realidade cada vez mais comum, já que os pais passam grande parte do tempo fora de casa e as crianças, perante essa ausência, assumem como seus principais educadores a TV, internet, videogames, etc.

***

Outro dia, conversando com amigos, surgiu um comentário interessante. Uma amiga assistiu a uma palestra sobre comportamento infanto-juvenil, em específico, sobre o comportamento de crianças de 6 a 8 anos.

Uma pesquisa realizada com os pequenos, entre outras questões, indagou a quem eles recorriam em casos de dúvida. A resposta foi unânime: Google!

Professores ficaram em segundo lugar e os pais, em terceiro e último.

E por que não perguntam aos pais? Simples… “Porque eles não têm tempo, nunca estão em casa e demoram para responder”.

Preocupante, não?

Claro que não podemos negar que hoje as crianças estão conectadas a todo o momento e dominam computadores assim como antes dominavam bonecas e carrinhos de madeira. A internet virou o passatempo favorito dessas crianças.

Porém, essa realidade não diminui a responsabilidade dos pais no que se refere ao acompanhamento da educação de seus filhos. Muito pelo contrário, novos contextos exigem novas reações e atitudes dos educadores, e os pais, simplesmente por serem pais, possuem uma enorme responsabilidade perante o desenvolvimento de sua prole. Ao optarem pela maternidade/paternidade, optam pelo papel de educadores.

O filho está na internet, isso é fato. Mas a internet não deve substituir as conversas cara-a-cara, o tom de voz, o abraço ou a bronca… Os pais ainda devem ser os primeiros a quem os filhos procuram, caso estejam em dúvida ou em conflito.

Google é útil e ajuda… Mas não pode ser o maior educador de uma criança, pois na internet a informação vem pronta, não há reflexão, não há crítica… A criança pega “o pronto” e torna aquilo verdade absoluta.

Isso as deixa informadas, elas sabem de tudo… Mas não sabem o que fazer com esse “tudo”… A mediação dos pais é fundamental, a participação como educadores e provocadores é fator-chave no desenvolvimento cognitivo de uma criança e indispensável para torná-la uma pessoa detentora de visão crítica, capaz de posicionar-se no mundo, de interagir com ele e principalmente, capaz de contribuir e ajudar a tornar o mundo um lugar melhor.

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Um pensamento sobre “Google: o educador número 1

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