Além dos muros da escola

Como muitos já devem ter escutado por ai, talvez  da boca de seus próprios filhos, são diversas as escolas que bloqueiam o acesso às redes sociais em seus computadores, impossibilitando assim, que seus alunos acessem Facebook, Twitter e afins. Por trás da proibição há uma lógica dicotômica.

Acredita-se que as redes sociais tiram a atenção dos alunos e podem ser grandes “inimigas” dos professores, que ao darem suas aulas, se deparam com jovens hipnotizados pela magia do mundo cibernético e que se interessam mais pela dinâmica e pela linguagem do ciberespaço do que pela fala do professor. Há também medo por parte dos pais. A internet é um mundo livre, que possui informação fácil sobre tudo e todos, por isso, surge a insegurança: Como controlar o que as crianças vêem e lêem no ciberespaço?

Acesso sem limite e sem visão crítica aos conteúdos disponíveis na internet pode causar, segundo a visão de alguns adultos, desastres irreversíveis. Para alguns, se o aluno entrar em contato com conteúdos agressivos os resultados serão também agressivos: bullying, assassinatos, suicídios e seqüestros (visão um tanto quanto extremista e um pouco dramática). Mas se essa lógica é válida, seria justo dizer que o comportamento do aluno sempre se modelará em decorrência do conteúdo com o qual ele entra em contato e assim, ao ler um conto literário ou um texto sobre geografia-política (por exemplo), ele irá acumular conhecimento e apurar o olhar nessas áreas. Temos então, nesse segundo exemplo, a internet como aliada.

O mundo hoje é conectado por redes. Adultos, adolescentes e até mesmo crianças já dominam a linguagem do ciberespaço, já fazem de aparatos tecnológicos extensão de seus próprios corpos… Por isso, banir o uso de redes sociais na escola é negar a realidade e ir contra um novo modelo de aprendizado que se manifesta.

Se existe o medo, se pode haver distração é preciso que educadores, pais e outros tutores encontrem maneiras efetivas de tornar as redes sociais e a internet (com todos os seus perigos e encantos) grandes aliados da educação. Deve-se pensar, portanto, como usar Twitter ou Facebook (e as tantas outras redes que existem) para fins educativos e como educar o jovem para uma leitura crítica, que o permita ponderar e filtrar as informações que a ele são entregues pela mídia.  

Não dá mais para fugir, é preciso adaptar os modelos de ensino-aprendizagem a nova realidade que se encontra além dos muros da escola… E ao invés de ignorarem as novas mídias sociais, as escolas devem explorar o leque de oportunidades que elas oferecem à prática educativa.

Para quem se interessar, segue sugestão de leitura: The Future Of School Social Networks

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