Um espaço para pensar a comunicação e a educação de forma integrada


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A nova realidade em sala de aula

Sim, há uma nova realidade e todos sabemos. Aulas não são mais baseadas em longas falas, giz e lousa ou, pelo menos, essa não é mais a dinâmica que domina as salas de aulas ao redor do globo. Hoje, principalmente em decorrência do imenso avanço tecnológico, vemos um novo comportamento dos alunos, que já nascem familiarizados com o ambiente digital e apresentam maneiras muito particulares de aprendizagem.

Os professores, por sua vez, devem entender como lidar com o perfil desta nova geração de alunos; devem estudar como eles captam as mensagens, como absorvem conteúdos e como se relacionam tanto em sala de aula, como fora dela. Tendo em mãos esse “mapa” do estudante, torna-se mais fácil construir um diálogo efetivo entre os jovens e seus professores.

Abaixo disponibilizamos um infográfico que traça o perfil predominante dos alunos pertencentes à geração digital. A pesquisa foi realizada pela Columbia University e a imagem é de autoria da agência JESS3.

A análise da pesquisa é interessante e necessária, uma vez que destaca informações relevantes, capazes de contribuir para a construção de aulas mais envolventes e eficazes.

Dados levantados na pesquisa:

  • O professor, geralmente, fala de 100 a 200 palavras por minuto; os alunos escutam apenas 50 a 100 palavras (A METADE!);
  • Alunos se mantêm atentos apenas 40% do tempo total da aula;
  • Estudantes retêm aproximadamente 70% do que eles escutam nos primeiros 10 minutos de aula e somente 20% do que é dito nos últimos 10 minutos (!!);
  • Usar imagens que ilustrem as falas ajuda a aumentar atenção dos alunos em até 38%.

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Ipad na sala de aula

Como se sabe, os métodos de ensino-aprendizagem evoluíram. Hoje, restringir-se à dupla “lousa e giz” já é considerado ultrapassado.

Os enormes avanços tecnológicos trouxeram mudanças expressivas ao campo da educação e, frente a esta realidade, os professores tiveram que descobrir novas maneiras de dialogar com seus alunos, cada vez mais conectados e detentores de uma nova linguagem; a linguagem digital.

São diversas as possibilidades para trazer a tecnologia para dentro da sala de aula, uma delas é por meio dos tablets.

Apresentado ao mundo em 2010 com o lançamento do Ipad (Apple), o tablet é um dispositivo pessoal em formato de prancheta que pode ser usado para acesso à Internet, visualização de fotos, vídeos, leitura de livros, jornais e revistas e para entretenimento com jogos.

O sistema de uso é por meio do touchscreen – sensível ao toque – ou seja, uma caneta especial, ou mesmo a ponta dos dedos, acionam as funcionalidades do aparelho, que já é utilizado no segmento empresarial e agora começa a aparecer nas salas de aula, como instrumento de ensino.

O uso dos tablets na educação ainda é uma aplicação recente, inclusive no Brasil. Existem algumas barreiras para que essa se torne uma prática recorrente, a primeira é o preço. Esses aparelhos são caros, custam em torno de 2mil reais. Outro desafio é a capacitação de professores. Os professores devem estar aptos a manusear os tablets corretamente e conhecer as possibilidades de explorá-los em sala de aula, como atividade didática.

O Projeto “Ipad na sala de aula” surgiu exatamente para tornar essas barreiras menores e tem como grande foco utilizar o tablet não apenas como plataforma de leitura, mas como instrumento de transformação dos tradicionais materiais didáticos, tornado-os  multimídia e interativos. Com isso, busca inovar as práticas escolares, tanto no aspecto tecnológico quanto no curricular.

Para impulsionar o uso do Ipad em sala de aula, o projeto oferece cursos e oficinas que visam capacitar professores para utilizarem o tablet como ferramenta de trabalho. São oferecidos cursos individuais, personalizados ou para grupos. Escolas, universidades, empresas e grupos de trabalho podem entrar em contato e solicitar treinamentos personalizados, de acordo com a demanda que necessitam.

O curso não se esgota em si. Após a capacitação, existe um acompanhamento das atividades desenvolvidas em sala de aula e o trabalho é avaliado com foco no feedback dos alunos.

Para saber mais sobre o projeto e solicitar treinamento personalizado para sua escola ou universidade, clique aqui.


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As redes sociais e a participação em sala de aula

Todos os alunos estão calados, olham para a tela do computador e escrevem. O silêncio que reina na sala, porém, não implica em falta de entrosamento entre os colegas, ou em falta de interesse no conteúdo exposto pela professora; por incrível que pareça, todos estão mais atentos do que nunca!

Cada um, em seu silêncio, faz uso das redes sociais para opinar sobre a matéria que acabou de ser passada. Pois é, essa é a nova forma de participação incentivada nas salas de aulas, não só do Brasil, mas do mundo.

Alguns professores acreditam que a adoção de plataformas online tem aumentado a participação e envolvimento dos alunos nas aulas e para os tímidos, que sentem-se pouco à vontade para levantar a mão, essa nova prática parece uma ótima alternativa para participarem sem medo dos debates em sala de aula. Muitos acreditam que é mais fácil se expor por meio das plataformas digitais do que em sala, na frente de todos.

A metodologia que incentiva o uso de plataformas digitais deve ser, porém, apenas mais uma forma de comunicação entre alunos e professores e não a única. Incentivar a oralidade e discussões presenciais também é fundamental e a interação cara a cara deve conviver com a online sem, jamais, ser substituida por ela.

Se você tem uma experiência de sucesso, em que as redes sociais contribuiram para o envolvimento dos alunos, mande essa experiência para nós! Envie um e-mail para educomunicacao.educom@gmail.com descrevendo a atividade desenvolvida e os resultados obtidos!

E se você discorda dessa prática, também mande a sua opinião! Queremos conhecer os diferentes pontos de vista sobre o tema.


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A Música na Escola

Não é a primeira vez que o tema “música” aparece nesse blog. Faço parte do time que acredita que educação e música andam juntas e por isso, sempre que descubro novos projetos nessa área não deixo de divulgá-los por aqui.

Há pouco tomei conhecimento do Projeto “A Música na Escola” e ao ler a proposta achei extremamente válida e digna de ser compartilhada!

Aos que não sabem, há uma lei que torna obrigatório o ensino musical em escolas do ensino básico. Em resposta à essa lei, o projeto oferece aos professores material de consulta e reflexão sobre o ensino da música em sala de aula.

Trata-se de um conteúdo programático extremamente rico: textos inéditos sobre o tema, sugestões práticas de exercícios em sala de aula e dinâmicas e processos a serem aplicados no dia a dia.

Todas as dicas e sugestões levam em conta os diferentes contextos e realidades de nosso país, o que torna o material útil tanto para escolas públicas, como para escolas particulares e possível de ser utilizado com alunos de diferentes idades e regiões. Enfim, trata-se de um material extremamente funcional e aplicável em diferentes contextos.

Para conhecer os idealizadores do projeto e saber mais a respeito da proposta, clique aqui.

Aproveite também para curtir a página do projeto no Facebook! Lá você receberá atualizações em tempo real sobre as novidades e ações do grupo!


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Pergunta aos professores

O contato excessivo do jovem com a linguagem midiática (televisão, cinema, rádio, jornal, propagandas) interfere no aprendizado em sala de aula?

Veja abaixo a opinião de quatro professores do Ensino Médio. Eles, que se propuseram a participar de uma pesquisa que realizei em 2010, lecionam em escolas particulares de São Paulo e toparam contar suas impressões sobre a relação mídia-educação.

A pesquisa que realizei teve como grande foco de discussão o uso da propaganda em sala de aula. Ao todo foram 8 professores entrevistados e mais de 200 alunos do Ensino Médio. Se quiser conhecer o estudo na íntegra, clique aqui.

 Selecionei algumas respostas que obtive durante a conversa com eles. Vamos conhecer a opinião de cada um e nos diga você também: O contato excessivo dos jovens com conteúdos midiáticos interfere no aprendizado em sala de aula? Como interfere?

“É difícil precisar, só temos suposições. Muitas vezes aparece na produção do texto, principalmente dos mais novos, frases prontas, clichês, bordões, e sabemos que isso é a exposição a um discurso midiático. Eu particularmente não acho que isso seja um problema, muitas vezes o problema é não haver contraponto, é só a linguagem da TV, ou só a linguagem de portais de relacionamento da internet. Especificamente eu não vejo problema nem em uma coisa nem em outra, mas a falta de contraponto é um problema” Professor Davi (Português)

“Interfere com certeza, pelo seguinte: o aluno está sendo bombardeado com todos os meios de comunicação e eu percebo que não existe maturidade suficiente para ele fazer um filtro daquilo que é efetivamente significativo, necessário e que vai contribuir para alguma coisa na vida dele, pode até não contribuir, mas o filtro não é feito, então o aluno vira um receptáculo totalmente aberto” Professor Massao (Biologia)

 “Eu percebo duas grandes influências da mídia no comportamento dos alunos: primeiro o consumismo, a moçada, em função desse contato diário, consome violentamente: trocam de celular todo ano, por exemplo. E outra coisa que eu percebo é uma visão muitas vezes errada sobre as coisas… por que a mídia, o que a mídia faz? Ela se utiliza de truques para vender um produto. Então, por exemplo, para se falar de um produto qualquer ligado a saúde, eles colocam uma pessoa de avental e dão credibilidade e autoridade ao sujeito quando, na verdade, é uma mentira. O que você percebe é que essa moçada tem muita informação, mas não é capaz de selecionar aquelas que são corretas ou sérias e aquelas que não tem a menor importância ou credibilidade”  Professor Olympio (Química)

“A interferência que se tem é que os alunos estão cada vez mais visuais, o professor que só usa apagador e giz está meio fadado, com o tempo, a desaparecer. Nós temos linguagens fantásticas para explorar… E temos que explorar mesmo! O cinema, a internet, principalmente, é um recurso belíssimo para você montar a sua aula, e você acaba montando de uma forma um pouco mais visual do que simplesmente apagador e giz… Se estou falando sobre pontuação, especificamente da vírgula, vou até a internet e busco um vídeo falando sobre a vírgula, então eles vêem o movimento da vírgula, como a vírgula funciona, também posso pegar, por exemplo, um pedaço do show da Ivete Sangalo falando sobre a vírgula no meio do show… Falou várias bobagens… Eu acho que é isso, o encontro de todas essas linguagens! A influência? É total! Os alunos fazem parte desse movimento, de repente eles saem desse ataque midiático enorme e entram na sala de aula com apagador e giz… Há uma quebra cada vez mais forte do que a escola representa, do que ela é para a sociedade… A escola precisa se modernizar o quanto antes, para que ela não perca o pé inclusive na questão do aprendizado do aluno” Professor Luiz (Gramática e Redação)

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História em Quadrinhos na Sala de Aula

Reconhecida por ser dinâmica e criativa, a História em Quadrinhos pode ser uma ferramenta extremamente útil para atividades em sala de aula.

Além de servir como suporte para trabalhar linguagem visual, síntese e linearidade textual, a História em Quadrinhos também pode ser um ótimo recurso para explorar clássicos da literatura, como Os Lusíadas, de Camões.

Visite os sites abaixo e descubra qual a melhor maneira de explorar a linguagem dos quadrinhos em sala de aula!

Trabalhando com quadrinhos na sala de aula (Slide Share)

História em Quadrinhos na sala de aula

História em Quadrinhos: Um recurso de Aprendizagem

É possível ensinar oralidade usando história em quadrinhos?

História em Quadrinhos: Uma ferramenta pedagógica para o ensino de história

Comics in the Classroom: 100 tips, tools and resources for teachers

Using Comics and Graphic Novels in the Classroom

20 ways to use comics in your classroom

Reading With Pictures- Supporting Comics in the Classroom

Comics in the Classroom: Expert Advice from Teachers


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Um projeto diferente

Diferente e muito divertido!

A ideia é simples: Peça para os seus alunos escolherem uma foto da infância, aquela que eles mais gostam! Depois sugira que eles recriem a foto: a mesma cena, a mesma pessoa e alguns anos a mais nas costas!

Essa proposta parece funcionar melhor com estudantes mais velhos, porém ela é aplicável para turmas de todas as idades, basta descobrir qual a melhor maneira de abordar a atividade.

Mas por que fazer isso?

Além de ser uma atividade diferente e descontraída você também pode aproveitar a proposta para trabalhar o conceito de “memória” : a foto pode ser o ponta pé inicial para uma discussão sobre o passado e a história de cada aluno.

O momento da foto escolhida também pode estar relacionado a uma música, um cheiro, uma pessoa…  Todos esses elementos formam um “pacote de memórias”, que pode ser utilizado, por exemplo, como matéria prima para um texto autobiográfico.

Mas… Quem teve a ideia de recriar fotos?

A ideia foi da fotógrafa argentina Irina Werning, responsável pelo projeto “Back to the Future”.

Apaixonada por fotos, ela convidou pessoas de diferentes partes do mundo para reproduzirem os cliques da infância. Veja abaixo algumas fotos do projeto e inspire-se!


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Youtube cria canal especial para educadores

Como sabemos, o Youtube está recheado de vídeos que podem ser explorados na sala de aula! Professores já fazem uso da ferramenta há tempos, afinal, no Youtube podemos encontrar praticamente TUDO e sempre haverá um vídeo útil ao conteúdo da aula que será dada! Além disso, é uma ferramenta muito próxima do dia-a-dia dos alunos, o que contribui para engajá-los nos temas debatidos em sala de aula.

Sabendo de seu potencial educativo, o Youtube criou um canal especial para educadores! O canal reúne diversos vídeos educativos, facilitando assim a busca dos professores pelos temas desejados.

Youtube Teachers (o canal é em inglês) é inédito e disponibiliza vídeos sobre praticamente todos os assuntos que podem interessar aos professores em sala de aula!

Há também uma comunidade para professores, ao fazer parte dela você passa a receber e-mails semanais com vídeos do seu interesse e dicas de como usar o Youtube em sala de aula!

Clique aqui e conheça o Canal do Youtube para Educadores!


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Incentivo à leitura na era digital

Sabemos que o gosto pela leitura desenvolve-se, principalmente, na infância. Exatamente por isso o trabalho com livros sempre teve enorme espaço dentro da sala de aula, contudo, agora vivemos uma nova realidade em que o alunos atraem-se muito mais pela linguagem digital e acabam desviando o olhar da linguagem impressa.

Frente a este cenário, a pergunta é: Como despertar o interesse pela leitura em um mundo marcado essencialmente pela linguagem digital?

Não pense que essa é uma pergunta impossível de ser respondida! Já existem diversas plataformas que buscam atrair o olhar do “jovem digital” para a leitura do livro impresso…

Por meio de vídeo clipes, seriados, páginas especiais na internet, filmes, cartoons, músicas, compartilhamento de trechos de obras no twitter e perfis de personagens no facebook o jovem entra em contato com obras da literatura e fica tentado a conhecer melhor tudo aquilo que está vendo e ouvindo. 

Entretanto, para conhecer melhor ele, logicamente, deverá recorrer à obra original. Assim, todas essas possibilidades de apresentar obras literárias aos jovens poderiam ser definidas como “teasers” que levam à obra original.

O objetivo não é, portanto, substituir a obra original, mas sim despertar o interesse do aluno por ela.

Vamos dar alguns exemplos de projetos que trabalham a fim de promover o interesse pela leitura na era digital.

Você conhece o Instituto Canal do Livro? Trata-se de uma associação sem fins lucrativos que tem o objetivo de incentivar a leitura por meio de objetos educacionais na internet e capacitar educadores no uso de recursos digitais. O Insituto tem o “Canal “Videoclip“, uma biblioteca digital que disponibiliza clipes de obras literárias de grandes autores, como Jorge Amado, Manuel Antonio de Almeida, Machado de Assis, Eça de Quiroz, entre outros. A biblioteca já é utilizada por mais de 300 escolas em todo o Brasil.

O Projeto “Mil Casmurros“, por meio da interatividade, também tem como grande finalidade a promoção da leitura! Na página, a grande proposta é “escolha seu trecho, grave e compartilhe”. A ideia foi da Rede Globo e o site era uma maneira de promover o seriado “Capitu” transmitido pela emissora (também uma forma de atrair o olhar do espectador para a obra original). O seriado já terminou, mas a página continua no ar e é um espaço extremamente interessante para atrair o olhar dos jovens para a obra “Dom Casmurro”, de Machado de Assis.

Para terminar, deixamos abaixo a simulação do perfil de “Bentinho” no Facebook, feita pela ilustradora Beatriz Carvlho. Ele, que é personagem do romance “Dom Casmurro” (1899), ganha vida dentro do contexto digital e assim vemos mais uma maneira de trazer obras literárias e o estímulo à leitura aos jovens que estão, grande parte de seu tempo, conectados, trocando informações e experiências nas redes sociais.

Por meio de perfis de personangens em redes socias os alunos podem conhecer um pouco sobre cada personagem, do que eles gostam, o que  fazem, qual a relação entre eles… E assim terão interesse em saber mais e poderão migrar da plataforma online para a obra original!


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Publicidade na sala de aula

O Intercom Nacional desse ano aconteceu na Universidade Católica de Pernambuco, em Recife. O Congresso, que ocorreu entre os dias 2 e 6 de setembro, contou com a participação de quase 4 mil pessoas vindas de cidades e realidades diferentes! Além de um grande encontro acadêmico, podemos dizer que foi também um grande encontro entre culturas!

Eu estive por lá e apresentei um artigo sobre o uso da publicidade como possível recurso pedagógico. O tema é polêmico e após a apresentação boas discussões surgiram! 

No meu artigo discuto a possibilidade e eventuais benefícios de se trazer linguagens da mídia para a sala de aula. Meu estudo é baseado na lógica da Educomunicação e tem como principal objeto a publicidade. O que busquei com esse trabalho foi compreender se existe pertinência dialógica entre a produção publicitária e a prática pedagógica.

Sob um olhar que vislumbra o lado cultural e simbólico da publicidade, afirmo em meu artigo que a produção publicitária pode ser considerada um objeto pedagógico, que pertence ao currículo cultural e por isso assume papel fundamental na construção de valores, conduta e opiniões dos jovens. A partir desse ponto de vista, torna-se desejável que se empreenda diálogos entre essa produção e a escola, espaço institucionalizado do saber, que tem entre seus deveres auxiliar na construção do cidadão.

Se quiser ler o texto na íntegra, clique aqui.

Espero opiniões, sugestões, críticas e tudo que puder contribuir para a reflexão em torno do assunto!

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